De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

sábado, 28 de março de 2009

Capítulo 46 - O resgate

Estamos hospedados em um hotel bem simples. Eu, papai e James (ele me pediu para continuar a chamá-lo assim) ficamos no mesmo quarto. Há um dia estamos investigando. A cidade que fomos ontem não havia rastro do Sr. Algeria, então hoje viemos para a cidade seguinte, um cara de um posto de gasolina disse que ele mora aqui. Em um casebre mais para a parte dos campos. Então pagamos por seu sigilo, para que ele não comentasse com ninguém que a polícia havia estado lá, nos hospedamos nesse hotel para nos preparamos, faremos uma busca noturna pela áreas dos campos, uns se fingirão de viajantes sem comida, enquanto os outros ficam a espreita, uns vão até olhar pela mata, querem ver se acham um... corpo. Tentei esquecer isso... Não quero pensar nessa hipótese. Mas por alguma razão a sinto viva... Não sei. Acho que estou ligado a ela. De alguma forma estranha... Não sei explicar como, nem porquê. Mas sinto isso. Amanhã é terça-feira, desde sábado estamos nisso... De repente escuto batidas em nossa porta, papai fala:

-Entre.

Um policial, já todo equipado para a busca abre a porta e fala:

-Temos uma novidade senhor. Há uma mulher que veio dar queixa de um homrm que seqüestrou uma menina. Ela está na delegacia da cidade.

Todos saímos apressados. Só pode ser ela. Só pode.
Ao chegarmos na delegacia vejo Monique, a professora de expressão corporal de Lucy, sentada e conversando com o delegado, ao me ver ela fala:

-Ohh... Andrrew. O que faz aqui?

-Estou ajudando na busca a Lucy. É sobre ela não é? Onde a viu?

-Calma. Falarrei parra quem estiverr cuidando do caso.

Papai dá um passo a frente e fala:

- Sou eu, senhorita... – ele estende a mão para cumprimentá-la – Sr. Cloney. Delegado. Estou cuidando do caso. – ela retribui o cumprimento

- ...Cherrie, é Srta. Cherrie. – ela senta-se e começa – quem a seqüestrrou foi o meu pai. – HÃ? Mas eu pensei que tivesse sido o pai da Wanessa – Meu pai a seqüestrrou a pedido de minha irrmã má... Ela ainda é de menorr, mas é muito má... – irmãs? Ah fala sério.

-Presumo que o seu pai seja o senhor Algeria, e sua irmã, Wanessa Algeria? – papai deduz

-Ah... Bem, como sabem?

-Descobrimos domingo e estamos procurando-o desde então. A senhorita já sabia que ele iria fazer algo assim e não contou a polícia?

-Papai me falou que não ia fazerr... Que havia dito não, parra minha irrmã... Então hoje fui visitá-lo. Eu sabia que ele havia fugido da cadeia... Mas meu pai não é uma pessoa saudável. Ele sofrre de prroblemas na cabeça. Eu não achava justo que o mantivessem naquele lugarr... Semprre quis que ele fosse parra um local onde as pessoas são como ele. Um sanatórrio talvez... Então hoje estava lá, e do nada Lucy aparrece na minha frrente. Ela estava tentando fugirr. E pelo o que me parreceu não era a prrimeirra vez – essa é a minha Lucy – então quando a vi rreprrendi papai e avisei a ela que a tirrarria dali. Pedi a papai que a soltasse... Mas ele falou que não... Que erra parra agrradarr Wanessa. E até me perrguntou se eu querria algo assim também. Minha irrmã não é uma pessoa boa. Se aprroveitou da insanidade de nosso pai parra ussá-lo contrra uma garrota inocente. Eu sei onde ele a matem. E em cima da messa da cassa dele havia um bilhete de Wanessa parra ele, falando que ele devia matá-la – sua voz falha nessa hora – na terrça-feirra. E isso é amanhã. Então rresolvi virr a delegacia. Porr favorr. Não machuquem o meu pai. Não o prredam. Ele não está bem da cabeça.

-Srta. Cherrie. Não posso prometer que seu pai sairá bem disso. Apenas farei o que for preciso para tirar a menina de lá sã e salva. Seu pai pode cooperar conosco e tudo sairá bem. Mas se ele dificultar. Bem... Teremos que usar a força.

-Entendo...

-A senhorita poderia nos levar lá?

-Oui. – todos olhamos para ela... Eu sabia que aquilo era um sim em francês, mas nem todos sabiam disso, então ela fala – sim.

Todos saímos apressados. No carro que comandava o resto estavam: Papai (dirigindo), Monique (ao seu lado dizendo onde era), eu (no banco de trás) e James (ao meu lado). Eu nem posso acreditar. Finalmente estamos indo salvar a Lucy. Meu amor... Eu já estou a caminho. Monique fala:

-É ali. Naquela cassa.

Papai pára o carro bem antes, ele nos olha e fala:

-Precisamos parar antes. Para que ele não ouça os motores, e consigamos dar o elemento surpresa, e também caso haja troca de tiros, não correremos o risco dele explodir os carros.

Papai sinaliza para os outros policiais e manda Monique, eu e James permanecermos no carro. Claro que não ficamos. Eles começam a avançar, papai sinaliza para alguns policiais avançarem e irem para a parte de trás da casa, presumo que seja para caso ele tente fugir. Então papai pega o alto-falante e começa:

-Atenção. Sr. Algeria. O senhor está cercado. Liberte a refém e se entregue.

Nos aproximamos mais, papai nos entrega coletes a prova de balas, ele nos manda colocar. E continua:

-Atenção. Sr. Algeria. Para o seu bem. Se o senhor se entregar, e libertar a refém sem causar mais danos, será melhor.

Nos aproximamos mais da casa, até que eu vejo uma luz acender, acho que ele estava dormindo e o acordamos. Nos aproximamos mais. Foi então que pude ouvir, vindo de lá longe:

-SOCORRO. ALGUÉM ME TIRE DAQUI. PELO AMOR DE DEUS. SOCORRO.

Meu coração pareceu rachar-se naquele momento. Era Lucy implorando para ser resgatada, e eu estava ali. Impossibilitado. Se eu me atrevesse a fazer qualquer mínima coisa que papai não tivesse dito, eu poria a missão em risco, e apenas pioraria as coisas. Papai nos olha e fala:

-Acabamos de confirmar que a refém está viva.

Pelo amor de Deus! Claro não é papai?

Outra luz acende na casa e ouço mais gritos:

-SOCORRO. ME SOLTA. AHHHHHHHHHH

Meu Deus. Ela está lá dentro. Ele a está machucando... James avança até papai:

-William, se não mandar alguém lá agora, eu vou. Aquele desgraçado está machucando a minha filha. E eu juro. Se ele machucar a minha menina eu mato aquele crápula.

-Por favor, James. Acalme-se é necessário paciência agora. – papai tentava tranqüilizá-lo. Mas parecia não adiantar.

Monique vai nele e fala:

-Senhor, porr favorr deixe-me tentarr falarr com ele... Quem sabe não ajude?

Depois de hesitar papai deixa:

-Papai... Porr favorr, solte Lucy. Ela não merrece isso... Papai saia. Essas pessoas não vão te machucarr... É só fasserr o que elas querrem.

Monique devolve o alto-falante para papai, ele fala:

-Senhor Algeria. Por favor não complique mais a situação. Liberte a refém.

Senhor Algeria sai da casa, ele estava tapando a boca de Lucy e apontando uma arma para sua cabeça. SE EU PEGAR AQUELE FILHO DA MÃE, EU MATO ELE. James sai correndo, e senhor Algeria atira. James cai no chão. Graças a Deus pôs o colete, mas Lucy não sabe e grita:

-NÃO!

Ele coloca novamente a arma contra ela, ele engatilha a arma. Ele não vai atirar. Não pode. Lucy está chorando. Meu amor, não posso te perder assim, meu Deus a ajude por favor. Ouço um disparo:
- LUCY, NÃÃÃÃOOO!

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