-Fecha os olhos. – Adivinha quem é? Pois é... O Andrew de novo com uma flor.
-Ta O.K.
-Pode abrir.
Ao abrir os olhos, não era uma flor que estava na minha frente, e sim uma caixa de chocolates em forma de coração, que meigo:
-Aii... Andrew obrigada. É linda.
-Eu tinha que te dar algo para comer. Hahaha, para não levar o susto de ontem. – palhaço – e então como você está?
-Com certeza agora melhor que antes – sorrio, ele entendeu – por causa dos chocolates... ta ligado? – ele faz uma cara de”ta bom” bem irônico - ontem a noite quando cheguei fui obrigada a comer a comida do Daniel... Tava nojento, mas ele falou que se eu não comesse quem iria preparar era o papai... Então comi rapidinho.
-Hahahahahahaha... Seu pai não é bom cozinheiro não é?
-Não mesmo, na verdade passa bem distante disso. – ele sorri, então começamos a andar, para sair da portaria do colégio – Ah, Andrew, hoje o programa quem faz sou eu esta bem?
-Sim madame. – HÁ HÁ HÁ.
-É que dias de quarta-feira eu tenho aulas de expressão.
-O que é isso?
-É como se a agente colocasse para fora tudo o que nos preocupa, e isso em expressões corporais.
-Ah, deve ser interessante. – ele não tem idéia – mas onde ficam, essas aulas?
-É em um lugar chamado CLA, Centro de livres Artes. Porque além dessas aulas, lá tem também, aulas de dança, pintura, canto e artes plásticas.
-Tem pintura?
-Tem. Você pinta?
-Na verdade não, passo bem longe disso, mas gosto de desenhar. A galera diz que eu sei fazer isso... Mas não acho essas coisas todas.
-Quando chegarmos na minha casa você me mostra.
Andrew para de repente com uma interrogação no rosto, qual foi agora?:
-Como assim? Sua casa?
-É, vamos almoçar lá e depois vamos ao CLA. Minha aula é apenas às 14:30
-Você não me avisou nada. – Ahaa... Te peguei.
Me aproximo dele, coloco a mão em seu tórax e a levo até seu pescoço, me estico (afinal ele é mais alto que eu, minha cabeça bate em seu nariz), encosto meu corpo no dele, quero parecer provocante, roço o meu rosto no dele até que minha boca fique bom próxima a sua orelha e falo:
-Me responde uma coisa?
-Diga
-Quando você foi conhecer os pais dos seus amigos, você teve vergonha?
-Não. Por que? – ele entendeu que estou fazendo o jogo dele contra ele, afinal ele fez isso comigo quando fui almoçar com ele.
-Sabe o que é a vergonha? – ele sorri – é quando você tem medo que alguém tenha uma má impressão de você. Então você fica com vergonha porque não sabe como agir diante daquela pessoa. Tem medo de fazer qualquer coisa errada. Porque tem medo de conhecer minha família?
-Ah – ele passa os seus braços em torno do meu corpo, me aperta mais contra ele, ficamos olho no olho – sei lá. Nunca é bom que alguém tenha uma má impressão de você.
Essas foram exatamente as palavras que eu disse quando fomos almoçar na casa dele. Agora estamos encostando nossos narizes e testas, meus braços estão envoltos ao seu pescoço, estamos sorrindo, são sorrisos maliciosos, será que nosso primeiro beijo será aqui? A dois quarteirões de minha casa?... De repente uma voz nos interrompe:
-And?
Nos soltamos, e vi que era a Wanessa. AI MEU SACO!:
-O que é agora Wanessa? – Andrew é TÃÃÃÃO delicado.
-O que está fazendo pelo lado de cá? – lembro que no primeiro dia de aula Mina desceu mais ou menos por aqui, para ir com a turma de Wanessa comemorar o primeiro dia de aula, presumo que Wanessa more por aqui.
-Sinceramente não acho que seja da sua conta.
-O que foi? Você nunca me tratou tão mal assim. – Ó... Tadinha da Wanvan... – O que foi? É essa garota que ta fazendo você mudar não é?
-1º A garota tem um nome, e é Lucy. – dou um tchauzinho para ela e solto um beijo. Todos nós sabemos que foi irônico. Ela me olha e depois continua a ouvir Andrew - E foi você mesma que falou que eram super amigas. 2º Wanessa, na boa! Eu nunca te tratei bem, e você sabe disso.
-Andrew, você está mudando por uma garota que apareceu agora na sua vida. E esquecendo os amigos que sempre estiveram com você.
-Meus amigos? Não, eu não os esqueci. Só esqueci aqueles que são insignificantes para mim... Pessoas assim como você.
Andrew me da a mão e continuamos a andar, cara isso foi DEMAIS! Hahaha, agora quero ver Wanessa continuar com essa idéia de que pode ter o Andrew para ela, mas ela grita:
-Andrew, isso não vai ficar assim. Eu avisei! Não vai! Você vai ver que eu sou a garota para você. Que é comigo que você deve ficar.
Andrew faz de conta que não ouviu e continuamos a andar em silêncio, depois de algum tempo falo:
-Aquilo não foi uma ameaça?
-Acho que sim, mas o que ela pode fazer? Jogar rímel nos meus olhos para me cegar? Me queimar com a chapinha dela?
Rimos durante algum tempo, e logo estamos em frente ao meu prédio.
De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?
terça-feira, 11 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Capítulo 22 - O mistério de Funnie
N/A: Foi mal meeeeeesmo a demora... mó inferno o 2º ano. ¬¬'''. Já tão quase no meio do livro ¬¬'''. Beijos!!
Ao chegar em casa ontem, papai e Daniel me obrigaram a comer uma gororoba que Daniel havia feito, estava horrível, mas se não comesse seria o papai que iria fazer dessa vez... Então foi melhor ter comido aquela porcaria mesmo. E depois que contaram a mamãe ela ficou com ar de louca... Começou a falar coisas sem nexo, e tudo ao mesmo tempo para mim... Foi esquisito.
Hoje é quarta-feira, vou ao CLA hoje, avisarei ao Andrew que hoje o programa quem faz sou eu. Estou no carro do Jeff indo para a escola, fazia tempo que não saía com o Jeff, mas Daniel resolveu me trazer hoje à escola... Vai entender, ele ainda esta preocupado. Me viu tomar café da manhã hoje, mas parece que ainda não se convenceu. Enquanto estamos indo, resolvo falar sobre Kat:
-Dan, como está a Kat e a Lily?
-Elas estão bem. Kat anda tomando alguns remédios esquisitos, e alimentando-se corretamente. Todos os dias fazem ultra-sons para saber como está a Lily, ela parece estar bem, a doutora disse que o líquido amniótico não apresentou mais nada esquisito. Perguntei-a se a Kat já podia ir para casa, mas ela falou que é melhor esperar a Lily nascer para nós relaxarmos. E a Kat... Ela anda meio esquisita em relação ao problema da Lily... Sabe a síndrome de down... Acho que ela é meio preconceituosa... Só espero que quando a Lily nascer ela não invente de desgostar da própria filha. Eu nunca havia conhecido esse lado da Kat. Mas com o tempo ela se acostuma com a idéia.
-Fiquei preocupada... Passei um tempo, acho que, em choque. Mas acho que depois relaxei.
-É, minha única preocupação agora será o pós-parto, a reação da Kat é o que me assusta.
Jeff para em frente a escola. Dou um beijo em meu irmão e despeço-me de Jeff, ontem foi um dia conturbado... Mina com aquelas loucuras... Meu desmaio. Espero que hoje na aula de expressão seja mais calmo.
Entro na sala de aula e corro para contar as novidades para as meninas, quando termino Georgie fala:
-Lucy sua louca. Essas dietas sem necessidade. Eu sempre te avisei! Sempre estava te avisando, mas parece que não me ouve! Mas está bem... Vou parar de reclamar com você. Mas me conta... E as coisas com o Andrew? – todas agora parecem ter chegado mais perto de mim para ouvir melhor, mas Funnie continua com uma cara indecifrável.
-Ele foi super fofo... Se jogou na frente de um táxi, deu uma gritaria no hospital... E o mais fofo de tudo... Ele chorou minha gente. Ele chorou de preocupado que estava. Quando acordei o vi com os olhos vermelhos, mas ele tentou disfarçar, disse que o ar condicionado tinha irritado seus olhos... Mas quando cheguei em casa Daniel me disse que ele tinha chorado. Claro que eu não ia desmenti-lo lá na hora... preferi deixa-lo pensando que eu acreditara.
-Lucy – é a Funnie – lembra do que te falei? Esse cara é um fingido. Ele esta tentando te enganar. Não caia na dele!
Ficamos em silêncio até que Georgie começa a discutir com Funnie:
-Funnie, não é só porque você teve uma péssima experiência com homens que todos vão ser tão canalhas como aquele foi com você.
-Você não sabe o que passei! Fique calada.
-Claro, você não nos contou nada. Somos suas amigas Funnie. Você nos conta as coisas.
-Eu compartilho, eu não tenho a obrigação de contar exatamente tudo o que acontece na minha vida. Existe uma coisa chamada privacidade, conhece?
-Claro! Mas compartilhe conosco, porque só assim entenderemos a sua repugnância aos homens.
-Eles apenas não prestam. Minha namorada nunca faria nem um terço do que... Ele fez.
Funnie saiu de perto de nós e sentou-se no fundo da sala. Antes que eu fosse sentar, Rachel olhou para mim e falou:
-Lucy, por acaso você já conheceu... aquele amigo do Andrew... Um que usa óculos?
-Já sim Rachel, é o Petter. Mas... Por que?
-Ah... é só que... Bem... Ele é bonitinho, e tem cara de inteligente. Você sabe que o que eu mais gosto em um cara é a inteligência... Não é?
-Claro que sei.
-Então, eu só pensei...
-Você é tímida de mais para falar na minha cara que quer conhecê-lo não é? – ela abaixa o olhar, mas balança a cabeça positivamente – Pode deixar comigo. Serei bem discreta, pode relaxar.
Ela me da um beijo na bochecha e vai sentar.
No intervalo Funnie me procura para conversarmos, concordo e vamos para um local que não tinha ninguém no colégio:
-Sabe Lucy... É que Andrew é amigo do cara que fez com que eu me desiludisse dos homens...
-Qual o nome dele?
-Andrew não anda com ele... Mas o conhece sim. – ela continua me enrolando – Afonso.
-Afonso?? Da natação??
-É. Mas como sabe?
-Eu... ouvi falar – acabo de lembrar que não contei às meninas sobre o lance de Mina... – mas o que ele fez?
-Bem... Tudo começou ano passada. Ele se interessou por mim... Me fez juras de amor, parecia apaixonado como nunca... Chegamos ao ponto de... Transarmos.
-Funnie! Você nunca nos contou.
-Eu sei. Mas pensa... Tou contando agora. – não a culpo por não ter contado antes... Afinal é a vida dela – eu transava com ele, nós meio que namorávamos... Mas ele não queria que ninguém soubesse, dizia que não queria me expor, mas a verdade é que ele não queria queimar o filme dele. Não queria que as garotas da idade dele soubessem que ele estava saindo com uma pirralha de 8ª série. – os olhos dela enchem-se de lágrimas, estou começando a ficar preocupada – sendo... Teve um dia... Que a menstruação não veio... e... – ai não... – eu descobri que estava grávida Lucy. Grávida – estou chocada! – Contei a ele. Eu tinha uma certeza total de que ficaríamos juntos para sempre, para mim iríamos casar... Mas... Quando eu contei para ele, ele ficou estranho, disse que queria terminar tudo, que não estava nos planos e falou com essas palavras: “Eu não planejei ter um filho. Pelo amor de Deus, Funnie se enxerga. Você é uma pirralha, é... Até que foi divertido enquanto durou, mas agora a brincadeira cansou... Estou cheio das suas baboseiras de criança. E agora esse filho. O que está tentando fazer? Me segurar com uma criança? Pois coloque isto para fora. E nunca mais me procure. NUNCA MAIS!” eu tentei segura-lo, eu chorava insistentemente, mas quando ele se virou, me deu um murro no rosto. Depois disso nunca mais o procurei. Abortei a criança, e minha mãe quando soube que eu estava grávida e que eu havia abortado, me colocou pra fora de casa, então fui morar com meu pai. Isto tudo aconteceu sem que vocês soubessem. Eu tinha vergonha de contar... – ela esta chorando, as lágrimas descem pelo seu rosto, e quase posso ver nelas quanta dor elas carregam – Ai Lucy... – ela esta chorando como uma louca – foi horrível... todos os dias me lembro... O abortei com 3 meses... Ele estava se formando, era uma pessoinha bem miúda... Frágil... E eu o joguei pela privada. Fui parar no hospital, e o ginecologista disse que eu não... – abraço-a – que eu não poderia ter mais filhos... Depois daquilo – Meu deus que coisa horrível!
-Calma Fun... Eu estou aqui. E nunca mais ninguém fará isso com você. Você é digna de um homem decente – ela me olha estranha, lembro-me - ou mulher decente. Já sofreu demais – ela continuava a chorar – Meu amor, chore, ponha para fora isso... Já esta guardado a muito tempo. Olhe... Quer que eu conte para as meninas? Para que você não tenha que passar por isso de novo?
-Obrigada Lucy. Muito obrigada.
-Tudo bem... Tudo ficará bem agora Fun. Tudo ficará bem.
Ao chegar em casa ontem, papai e Daniel me obrigaram a comer uma gororoba que Daniel havia feito, estava horrível, mas se não comesse seria o papai que iria fazer dessa vez... Então foi melhor ter comido aquela porcaria mesmo. E depois que contaram a mamãe ela ficou com ar de louca... Começou a falar coisas sem nexo, e tudo ao mesmo tempo para mim... Foi esquisito.
Hoje é quarta-feira, vou ao CLA hoje, avisarei ao Andrew que hoje o programa quem faz sou eu. Estou no carro do Jeff indo para a escola, fazia tempo que não saía com o Jeff, mas Daniel resolveu me trazer hoje à escola... Vai entender, ele ainda esta preocupado. Me viu tomar café da manhã hoje, mas parece que ainda não se convenceu. Enquanto estamos indo, resolvo falar sobre Kat:
-Dan, como está a Kat e a Lily?
-Elas estão bem. Kat anda tomando alguns remédios esquisitos, e alimentando-se corretamente. Todos os dias fazem ultra-sons para saber como está a Lily, ela parece estar bem, a doutora disse que o líquido amniótico não apresentou mais nada esquisito. Perguntei-a se a Kat já podia ir para casa, mas ela falou que é melhor esperar a Lily nascer para nós relaxarmos. E a Kat... Ela anda meio esquisita em relação ao problema da Lily... Sabe a síndrome de down... Acho que ela é meio preconceituosa... Só espero que quando a Lily nascer ela não invente de desgostar da própria filha. Eu nunca havia conhecido esse lado da Kat. Mas com o tempo ela se acostuma com a idéia.
-Fiquei preocupada... Passei um tempo, acho que, em choque. Mas acho que depois relaxei.
-É, minha única preocupação agora será o pós-parto, a reação da Kat é o que me assusta.
Jeff para em frente a escola. Dou um beijo em meu irmão e despeço-me de Jeff, ontem foi um dia conturbado... Mina com aquelas loucuras... Meu desmaio. Espero que hoje na aula de expressão seja mais calmo.
Entro na sala de aula e corro para contar as novidades para as meninas, quando termino Georgie fala:
-Lucy sua louca. Essas dietas sem necessidade. Eu sempre te avisei! Sempre estava te avisando, mas parece que não me ouve! Mas está bem... Vou parar de reclamar com você. Mas me conta... E as coisas com o Andrew? – todas agora parecem ter chegado mais perto de mim para ouvir melhor, mas Funnie continua com uma cara indecifrável.
-Ele foi super fofo... Se jogou na frente de um táxi, deu uma gritaria no hospital... E o mais fofo de tudo... Ele chorou minha gente. Ele chorou de preocupado que estava. Quando acordei o vi com os olhos vermelhos, mas ele tentou disfarçar, disse que o ar condicionado tinha irritado seus olhos... Mas quando cheguei em casa Daniel me disse que ele tinha chorado. Claro que eu não ia desmenti-lo lá na hora... preferi deixa-lo pensando que eu acreditara.
-Lucy – é a Funnie – lembra do que te falei? Esse cara é um fingido. Ele esta tentando te enganar. Não caia na dele!
Ficamos em silêncio até que Georgie começa a discutir com Funnie:
-Funnie, não é só porque você teve uma péssima experiência com homens que todos vão ser tão canalhas como aquele foi com você.
-Você não sabe o que passei! Fique calada.
-Claro, você não nos contou nada. Somos suas amigas Funnie. Você nos conta as coisas.
-Eu compartilho, eu não tenho a obrigação de contar exatamente tudo o que acontece na minha vida. Existe uma coisa chamada privacidade, conhece?
-Claro! Mas compartilhe conosco, porque só assim entenderemos a sua repugnância aos homens.
-Eles apenas não prestam. Minha namorada nunca faria nem um terço do que... Ele fez.
Funnie saiu de perto de nós e sentou-se no fundo da sala. Antes que eu fosse sentar, Rachel olhou para mim e falou:
-Lucy, por acaso você já conheceu... aquele amigo do Andrew... Um que usa óculos?
-Já sim Rachel, é o Petter. Mas... Por que?
-Ah... é só que... Bem... Ele é bonitinho, e tem cara de inteligente. Você sabe que o que eu mais gosto em um cara é a inteligência... Não é?
-Claro que sei.
-Então, eu só pensei...
-Você é tímida de mais para falar na minha cara que quer conhecê-lo não é? – ela abaixa o olhar, mas balança a cabeça positivamente – Pode deixar comigo. Serei bem discreta, pode relaxar.
Ela me da um beijo na bochecha e vai sentar.
No intervalo Funnie me procura para conversarmos, concordo e vamos para um local que não tinha ninguém no colégio:-Sabe Lucy... É que Andrew é amigo do cara que fez com que eu me desiludisse dos homens...
-Qual o nome dele?
-Andrew não anda com ele... Mas o conhece sim. – ela continua me enrolando – Afonso.
-Afonso?? Da natação??
-É. Mas como sabe?
-Eu... ouvi falar – acabo de lembrar que não contei às meninas sobre o lance de Mina... – mas o que ele fez?
-Bem... Tudo começou ano passada. Ele se interessou por mim... Me fez juras de amor, parecia apaixonado como nunca... Chegamos ao ponto de... Transarmos.
-Funnie! Você nunca nos contou.
-Eu sei. Mas pensa... Tou contando agora. – não a culpo por não ter contado antes... Afinal é a vida dela – eu transava com ele, nós meio que namorávamos... Mas ele não queria que ninguém soubesse, dizia que não queria me expor, mas a verdade é que ele não queria queimar o filme dele. Não queria que as garotas da idade dele soubessem que ele estava saindo com uma pirralha de 8ª série. – os olhos dela enchem-se de lágrimas, estou começando a ficar preocupada – sendo... Teve um dia... Que a menstruação não veio... e... – ai não... – eu descobri que estava grávida Lucy. Grávida – estou chocada! – Contei a ele. Eu tinha uma certeza total de que ficaríamos juntos para sempre, para mim iríamos casar... Mas... Quando eu contei para ele, ele ficou estranho, disse que queria terminar tudo, que não estava nos planos e falou com essas palavras: “Eu não planejei ter um filho. Pelo amor de Deus, Funnie se enxerga. Você é uma pirralha, é... Até que foi divertido enquanto durou, mas agora a brincadeira cansou... Estou cheio das suas baboseiras de criança. E agora esse filho. O que está tentando fazer? Me segurar com uma criança? Pois coloque isto para fora. E nunca mais me procure. NUNCA MAIS!” eu tentei segura-lo, eu chorava insistentemente, mas quando ele se virou, me deu um murro no rosto. Depois disso nunca mais o procurei. Abortei a criança, e minha mãe quando soube que eu estava grávida e que eu havia abortado, me colocou pra fora de casa, então fui morar com meu pai. Isto tudo aconteceu sem que vocês soubessem. Eu tinha vergonha de contar... – ela esta chorando, as lágrimas descem pelo seu rosto, e quase posso ver nelas quanta dor elas carregam – Ai Lucy... – ela esta chorando como uma louca – foi horrível... todos os dias me lembro... O abortei com 3 meses... Ele estava se formando, era uma pessoinha bem miúda... Frágil... E eu o joguei pela privada. Fui parar no hospital, e o ginecologista disse que eu não... – abraço-a – que eu não poderia ter mais filhos... Depois daquilo – Meu deus que coisa horrível!
-Calma Fun... Eu estou aqui. E nunca mais ninguém fará isso com você. Você é digna de um homem decente – ela me olha estranha, lembro-me - ou mulher decente. Já sofreu demais – ela continuava a chorar – Meu amor, chore, ponha para fora isso... Já esta guardado a muito tempo. Olhe... Quer que eu conte para as meninas? Para que você não tenha que passar por isso de novo?
-Obrigada Lucy. Muito obrigada.
-Tudo bem... Tudo ficará bem agora Fun. Tudo ficará bem.
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