- Agora me conta como foi aquilo Lucy.
- Ai... Que vergonha Andrew...
- Calma... Fica relaxada. Ela deve ter merecido. Afinal para você ficar daquele jeito.
Nossa, o Andrew me entende mesmo. Estava descontrolada, mas agora estou sentada na mesa de sua casa, graças a Deus a Gina está na casa de uma amiga, Sr. Cloney está no trabalho e Mike está na academia, estamos eu, Andrew e Benoit em sua casa, ele me trouxe até a sua casa em seu colo, o físico dele dever ser bom mesmo. Quando chegamos ele me deu um copo com água e gelo para colocar em minha mão. Estava ardendo muito!
- Ela começou a falar para sair de perto de você, que você era dela... Daí começou a me xingar, e me lembrou o passado, no tempo que ela me humilhava sem dó nem piedade... Acho que ela anda nos espionando.
- Por que?
- Ela sabe o que fizemos no fim de semana.
- Aquela menina é uma psicopata.
- Ela me ameaçou de morte, Andrew.
- Claro que foi um blefe, o máximo que ela poderia fazer era chutar a sua canela e depois sair correndo. – sorrio.
- É, realmente. Mas o pior foi que ela colocou o dedo no meu rosto. E ficou me chamando de Sardenta o tempo inteiro. Daí a chamei de rata fedida, cabelo ruim e dente torto... Foi aí que ela enlouqueceu e voou em mim.
- Minha nossa... Sabia que briga de mulher é incrivelmente excitante?
- Andrew!!!
- E sabia que você tava muito sexy ali batendo nela como uma louca?
- Pelo amor de Deus Andrew, como você consegue pensar nisso nessas horas?
-Sei lá, veio na mente.
Sorrio, trouxe uma roupa mais leve para andar de bicicleta, ele vai usar a dele para me ensinar, resolvo ir tomar um banho, boa parte mesmo foi só para relaxar. Quando termino dou uma olhada no espelho, sabe que olhando agora, meu short é meio curto, ele é rosa, e a blusa que eu estou usando é branca, e de alça, resumindo estou sem sutiã. Ainda bem que ela não é transparente, acho que só quando molha. Guardo a farda na minha bolsa e saiu do banheiro, ele parece chocado ao me ver:
- Você está linda
- Ah... Andrew pelo amor de Deus, é a roupa mais básica de todo o mundo.
- Viu... Quando digo que fica linda de todo o jeito não acredita em mim.
Dou uma tapinha no ombro dele e vou até a porta, desço na sua frente, afinal era ele quem ia descer com a bicicleta.
Ele ficou a tarde inteira tentando me ensinar, parecíamos duas crianças andando de bicicleta, e estávamos andando perto do jardim do prédio dele, no jardim nem tinham flores, era só areia, caímos várias vezes lá, já estávamos imundos, mas continuamos até que uma hora eu andei sozinha. Fiquei andando um tempão e ele rindo, daí ele falou:
- Parece que aprendeu bem rápido não é? Acho que você já sabia e falou isso como desculpa para passar o dia comigo brincando como uma criança.
-Ah, não seja tão convencido. Eu não sabia mesmo. E até que você não é tão ruim como professor.
-Claro que não.
-Convencido de novo não é?
Enquanto conversávamos, eu andava sem parar... E ele ficava olhando como se olhasse uma criança aprendendo a andar de bicicleta e não uma adolescente. Fala sério... Mas ele estava com uma carinha tão fofa olhando que até dava pena de parar. Dou uma volta e quando volto ele estava sem camisa, levo um susto e quase caio, droga, acho que ele reparou:
- Calma Lucy, é que eu já estou suado de mais.
-Ta O.K. Mas eu não falei nada.
Ele fica rindo. Odeio quando ele saca as coisas e eu não tenho como disfarçar. Ele fala:
- Ei criança – ridículo, rimos juntos – acho que daqui a pouco temos que subir. Vai escurecer.
- Que pena, está tão legal andando de bicicleta feito uma criança.
- Acho que no fundo você é uma criança,
Rimos juntos. Essa “criança” aqui faz coisas que crianças não fazem.
De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?
sexta-feira, 20 de março de 2009
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