Estamos a caminho do CLA, estou intrigada. Mamãe disse que conheceu alguém com o sobrenome Cloney quando era mais nova... Mas Andrew falou que apenas a família dele é Cloney, estou começando a achar que mamãe conheceu algum tio ou até mesmo o pai de Andrew... Aiii... Será que é aquela profecia, será que mamãe foi a descendente direta? E o pai do Andrew também, e os dois eram namorados... Ou se amavam, algo do tipo, e eles terminaram não ficando juntos como aquele pesquisador falou, como se algo não tivesse permitido isso... e então a magia passou para mim e Andrew... Ta... Isso foi meio que uma prova, mas ainda não acredito. Algo precisa acontecer, não sei bem o quê, mas ainda não acredito nisso, ainda não.
Ao chegarmos no CLA ouço uma exclamação de Andrew, acho que ele também achou bonito o lugar. Na porta estava pregado um panfleto, ele estava repleto de coraçõezinhos, não parei para ler, era perda de tempo, caminhamos até a minha sala, Andrew me pergunta:
-Qual o nome da seu professor? Ou professora?
-ProfessorA, é Monique Cherrie. Ela é francesa. Ela veio para cá e fundou o CLA. – Andrew parece interessado – A aula de pintura é dada pela professora Emma, semana passada havia um manequim nu. Acho que deveria conversar com ela e mostrar os seus desenhos.
- Pode ser... Sabia que adoro a França? Queria ganhar a vida como pintor por lá... Mas sei que não dá.
- Como não? Você é talentoso.
- Longa história Lucy. Um dia te conto
- É – sorrio – temos 5 dias.
Ao entrarmos na minha sala, noto que havia o dobro de pessoas... Monique estava sentada à uma mesa com seu namorado. O que seu namorado fazia aqui? A Sra. Watson estava sentada no chão e há um senhor sentado ao lado dela. Jerry está com um cara, que presumo que seja gay também porque estão trocando carícias... E todas as outras pessoas pareciam estar com pares. Sério. Não estou entendendo nada, puxo Andrew e vamos até Monique:
-Monique. O que está havendo?
-Ah, Lucy. Vejo que trrouxe seu namorrado.
- Ele não é meu namorado – PELO AMOR DE DEUS! ATÉ VOCÊ MONIQUE!!
- Mas clarro que é. Se o trrouxe. Eu deixei um aviso na porrta de entrrada pedindo parra que trrouxessem os namorrados e namorradas parra uma aula diferrente hoje. Está lá desde semana passada, pensei que havia visto. – EU-NÃO-A-CRE-DI-TO! – E vocês forrmam um casal lindo Lucy. Nunca havia me falado dele.
- É que estamos namorando há pouco tempo. – ANDREW. VOCÊ FALOU O QUE? EU VOU TE MATAR.
Olho para ele, meu olhar o fuzila, ele apenas SORRI para mim. Palhaço. Pego sua mão e o levo até perto de Jerry, semana passada eu não falei com ele, chegando lá falo:
- Oi Jerry! Como está?
- Lucyyyyy! Nossa que bof é esse que ta com você – noto que Andrew esta achando graça.
- É um amigo.
- Menina não precisa esconder. Ta mandando bem hein? – aiaiii... – Olha, faz de conta não chamei ele de bof ta? Porque se não o Rodney me mata. Ele foi ao banheiro, daqui a pouquinho volta, e então apresento vocês.
Quando ele fala o nome Rodney só me lembro de Rodney da minha sala, o que fica dizendo que é apaixonado por mim. De repente, Rodney, o da minha sala aparece ao lado de Jerry, ao me ver ele leva um choque:
-Lucy? O que faz aqui?
- Eu tenho aulas aqui.
Jerry nota que nos conhecemos:
- Lucy. Vejo que já conhece meu namorado. Rod.
- Rodney – estou passada, e noto que Andrew também – eu não sabia que era gay.
- E eu também não sabia que namorava o Andrew – aiaiaiii... Merda.
- Mas eu não namoro ele. Olha, eu já me liguei que você nunca falou nada a ninguém do colégio não é?
- É.
- Não conto nada a ninguém que você é gay e você não conta a ninguém que eu namor... -Grr, até eu estou me confundindo - que o Andrew estava aqui? Fechado
-Tah O.K. Fechado.
Claro que eu nunca iria contar a ninguém, apenas para as meninas. Mas até que foi uma boa maneira de fazer com que ele não conte nada a ninguém sobre Andrew. Então Monique chama a nossa atenção:
- Bonjou a todos. Gostarria de agrradecerr a todos que trrouxerram seus namorrados e namorradas. Hoje farremos pedi parra que trrouxessem parra fazerrmos algo bem diferrente com o nosso amorr – olho para Andrew e ele me olha de volta, sorrio... amor, até parece - um conhecimento do parrceirro. Antes gostarria de aprresentarr o meu namorrado, este é o Max. – ele nos cumprimenta com um leve oi e um aceno de cabeça – Eu gostarria de saber o nome dos parrceirros e parrceirras de vocês, mas antes, porr favorr, arrumem-se em fileirras, cada um com seu parr. – Fala sério. Ela vai querer saber o nome dele, todos vão ficar pensando que ele é meu namorado.
Nós ficamos atrás de Jerry e Rodney, somos os últimos da última fileira, e ao meu lado ficaram a Sra. Watson e presumo que o Sr. Watson. Andrew abaixa-se e cochicha:
- Parece que hoje foi o dia certo para você escolher o programa não é? – ridículo, vou matá-lo – Viu Lucy... Isso tudo é o destino querendo nos deixar juntos
O olho, ele sabe que estou tendo pensamentos sádicos com ele... E não pensem que me esqueci que havia prometido que iria esgana-lo... Porque essa idéia esta muito mais forte hoje.
Monique começa:
-Porr favorr... Os homens do lado esquerrdo e as mulherres do lado dirreito...
-Professora – é o Jerry – e nós?
-Bem Jerrie – ela não consegue pronunciar o nome dele corretamente – a mulherr da rrelação deve ficarr do lado dirreito, e o homem do esquerrdo.
-Ah, ta.
Jerry fica do lado direito e Rodney do lado esquerdo. Realmente, a mulher da relação tinha que ser o Jerry mesmo... Andrew já estava do meu lado esquerdo. Então Monique continua:
- Agorra, gostarria que ficassem um de frrente parra o outrro. – fico encarando os olhos verdes de Andrew... Deus como são intensos – Rregrras: Ninguém pode ficarr excitado. Se começarr a ficarr porr favorr parrem. Isto aqui não é um lugarr parra essas coisas, estamos conhecendo nossos parrceirros. Os homens porr favorr deitem-se no chão. E querro que as mulherres sentem em cima deles. – É O QUE? EU SOU DE MENOR!
De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?
terça-feira, 15 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Capítulo 24 - Sra. Filliart
N/A: Má notícia. Estou em semana de provas, portanto uma atualização dentro de uma semana eu acho difícil MAS, pode ser que aconteça. Beijooos, e obrigada por acompanharem.
Estou no elevador subindo até a casa de Lucy, ela está ajeitando o cabelo no espelho, ela é linda de qualquer jeito. Minha vontade agora é de agarra-la e lhe dar um beijo, mas sei que não posso me atrever. Só em pensar que nós quase nos beijamos hoje... Tudo por que Wanessa apareceu e interrompeu tudo. Aquela menina vive aparecendo e estragando a minha vida. Aff...
O apartamento de Lucy pode ser descrito com uma palavra: Branco. O piso é branco, os sofás são brancos, tudo é branco por aqui... Ele parece ser grande e tem um aspecto de limpo, acho que o fato dele ser branco causa esse efeito. Ao entrarmos Lucy pede a minha bolsa para guarda-la, só não sei onde. A casa dela não é tão espaçosa quanto a minha mas é aconchegante, e posso sentir de leve o cheiro de cereja pela casa. Ela vai até a cozinha e me chama:
-Andrew. Venha cá. Quero que conheça a minha mãe.
Entro na cozinha e lá estava a Sra. Filliart (Filliart porque afinal ele puxou o sobrenome do marido, Filliart, e Rondon é de sua mãe. Pelo menos foi o que Lucy me disse. Mas Lucy usa o Rondon porque acha mais bonito que o Filliart, ela diz que é búlgaro.), seus cabelos do mesmo tom dos de Lucy, porém seus olhos eram iguais aos do Daniel, azuis, ela não parece velha, não parece ser mãe de um marmanjo como Daniel, e ao lado dela, estava a Yani, ela olha para mim e sorri. Curiosamente a cozinha esta com um cheiro de cereja, acho que todas elas possuem esse cheiro inclusive Lucy... Ou será algum perfume que todas elas tem? A Sra. Filliart vem em minha direção:
-Oh, mas como é lindo. – todas as mães são iguais mesmo – Você é o Andrew não é?
-Sim senhora. Andrew Cloney. – a senhora Filliart leva um susto – O que foi Sra. Rondon?
-Nada, é que... Quando eu era mais jovem, conheci alguém com esse sobrenome.
-Estranho. Porque meu avô falou que os únicos Cloney de toda a Inglaterra somos nós.
-Ah... Então devo estar enganada.
Lucy vê Yani e fala:
-Oi vó. Não sabia que estaria aqui. Achei que a senhora apenas viesse em ocasiões especiais.
-Mas minha filha – é a mãe de Lucy – hoje é especial. Você trouxe seu namorado para almoçar conosco. –hahahahahaha
-Mãe! – hahahahahaha – Pelo amor de Deus! Que mico. Andrew não é meu namorado. É meu amigo.
-Ah, mas Daniel me falou que ele era... E que pena, vocês formam um casal lindo – hahahahaha
-Eu vou matar o Daniel.
Olho para Lucy e falo:
-Adorei a sua mãe, e seu irmão.
Ela me olha com um olhar assassino, apenas rio, me dirijo a Yani e a cumprimento:
-Olá. Como a senhora está?
-Muito bem meu rapaz. Obrigada.
Lucy está com uma interrogação no rosto:
-Ahn... Perdi alguma coisa? – pode crer – Como vocês se conhecem?
-Ué – respondo – ela é minha vizinha. Nos conhecemos ontem de manhã.
-Hum... As coisas acontecem e eu nem sei. Tem mais alguma coisa que eu não saiba? – Lucy olha para a sua mãe – Ainda sou sua filha?
Todos rimos. Lucy me chama para sala, para deixar sua mãe e sua avó continuarem a preparar o almoço. Ficamos vendo TV, e rindo de cada programa bobo que passava, quando o cheiro do almoço começa a tomar conta da casa, Daniel aparece na sala:
-E aí Andrew. – levanto e o cumprimento
-E aí Daniel. Tudo bonzinho?
-Tudo indo. Veio almoçar conosco hoje?
-Vim sim.
Lucy levanta e nos interrompe:
-Daniel. Conversaremos mais tarde.
Sra. Filliart aparece na porta da cozinha e anuncia:
-O almoço está pronto.
Todos sentamos na mesa de oito lugares, fico surpreso com o tamanho da mesa. Sento-me ao lado de Lucy e de frente para Daniel, a Sra. Filliart está no topo da mesa.
Almoçamos arroz, com rosbife, feijão e purê de batatas. Tudo estava uma delícia, e durante a conversa do almoço fiquei sabendo que a Sra. Filliart estudou em Cambridge, e antes disso havia estudado na mesma escola que papai. Quando falei meu sobrenome ela disse que conheceu alguém com esse sobrenome... Estou começando a achar que ela conheceu o papai. Espera... Ela foi para Cambridge... E papai vivia dizendo que ele deveria ter ido para lá... Tudo agora faz sentido... Papai gostava da Sra. Filliart... Só se eles foram namorados, ou alguma coisa do tipo... Mas ainda bem que não ficaram juntos. Não me achem egoísta, mas se eles tivessem ficado, eu nunca teria conhecido a Lucy! E isso sim teria sido algo realmente horrível.
Depois do almoço ficamos conversando, então mostrei meus desenhos a Lucy, ela adorou e ao ver um que era uma fênix encontrando o sol, ela falou:
- Andrew, esse está belíssimo. Você realmente deveria trabalhar mais nisso.
- Eu não tenho o material necessário Lucy. E papai... ele me desestimula...
- Por que?
- Ele não quer um artista. Ele quer alguém que ele queria ser.
- Pode contar comigo para o que precisar.
-Obrigado.
Lucy realmente é maravilhosa. Ninguém nunca me estimulou mesmo nisso. E papai... não o imagino me estimulando.
Depois do almoço eu e Lucy ficamos conversando, então lembrei que ela havia me dito que teve um cachorro, então pergunto:
- Sim... Lucy, você havia me dito que teve um cachorro... conte-me a história.
Ela começa a rir, então fala:
- Ah... O Bob Marley. É que meus avós paternos moram no interior, e eu sempre passava temporadas lá, certa vez ganhei um cachorro do meu avô, e o batizamos de Bob. Porém do lado da propriedade do meu avô havia a propriedade de um cara muito rico, ou pelo menos parecia. Porém a propriedade dele era cercada com um muro. – não estou vendo sentido nas coisas até agora, acho que ela entende a minha cara de interrogação e emenda – daqui a pouco você vai entender. – ah ta. – Então Bob ficava lá e quase todo fim de semana eu ia. Certa vez meu avô havia me dito que o Bob estava sumindo e quando voltava, voltava com os olhos vermelhos e muito doidão. Achei esquisito mas tudo bem. Então num certo dia eu vejo o Bob saindo de casa, ele parecia que estava saindo de fininho., o segui. Ele ia para os fundos da propriedade do meu avô e passava por um buraco que dava para a propriedade do vizinho. Achando estranho peguei uma grande escada coloquei lá, subi e vi o que Bob estava fazendo. Andrew – ela me olha com cara de espanto - vi uma plantação imensa... eu nunca havia visto aquela planta na minha vida, mas tudo bem, olhei para baixo e vi um caminhozinho, Bob o havia pego e estava indo para a casa, lá vi uns homens que estavam sentados e fumando, ao verem Bob jogaram para ele o que eu presumi ser uma bola de meia, mas havia algo dentro eu não tinha idéia do que fosse. Daí tirei a escada e fui para casa, contei ao meu avô, ele disse que ia ver o que era. Nisso passaram-se umas duas semanas, quando voltei lá numa das noites a polícia chegou e foi a maior confusão, como eu era muito pequena não entendi nada aí meu avô me explicou que aquilo era uma plantação da maconha e o que havia na bola de meia do Bob era maconha, o cachorro ficava respirando aquilo e voltava doidão para casa, aí apelidamos Bob e Bob Marley, e pegou. Mas foi muito engraçado mesmo Andrew.
Kkkkkkkkkkkkkkkk... a garota teve um cachorro drogadp. Não é todos os dias que uma pessoa ouvi um negócio desses. Rimos a beça depois disso.
Estou no elevador subindo até a casa de Lucy, ela está ajeitando o cabelo no espelho, ela é linda de qualquer jeito. Minha vontade agora é de agarra-la e lhe dar um beijo, mas sei que não posso me atrever. Só em pensar que nós quase nos beijamos hoje... Tudo por que Wanessa apareceu e interrompeu tudo. Aquela menina vive aparecendo e estragando a minha vida. Aff...
O apartamento de Lucy pode ser descrito com uma palavra: Branco. O piso é branco, os sofás são brancos, tudo é branco por aqui... Ele parece ser grande e tem um aspecto de limpo, acho que o fato dele ser branco causa esse efeito. Ao entrarmos Lucy pede a minha bolsa para guarda-la, só não sei onde. A casa dela não é tão espaçosa quanto a minha mas é aconchegante, e posso sentir de leve o cheiro de cereja pela casa. Ela vai até a cozinha e me chama:
-Andrew. Venha cá. Quero que conheça a minha mãe.
Entro na cozinha e lá estava a Sra. Filliart (Filliart porque afinal ele puxou o sobrenome do marido, Filliart, e Rondon é de sua mãe. Pelo menos foi o que Lucy me disse. Mas Lucy usa o Rondon porque acha mais bonito que o Filliart, ela diz que é búlgaro.), seus cabelos do mesmo tom dos de Lucy, porém seus olhos eram iguais aos do Daniel, azuis, ela não parece velha, não parece ser mãe de um marmanjo como Daniel, e ao lado dela, estava a Yani, ela olha para mim e sorri. Curiosamente a cozinha esta com um cheiro de cereja, acho que todas elas possuem esse cheiro inclusive Lucy... Ou será algum perfume que todas elas tem? A Sra. Filliart vem em minha direção:
-Oh, mas como é lindo. – todas as mães são iguais mesmo – Você é o Andrew não é?
-Sim senhora. Andrew Cloney. – a senhora Filliart leva um susto – O que foi Sra. Rondon?
-Nada, é que... Quando eu era mais jovem, conheci alguém com esse sobrenome.
-Estranho. Porque meu avô falou que os únicos Cloney de toda a Inglaterra somos nós.
-Ah... Então devo estar enganada.
Lucy vê Yani e fala:
-Oi vó. Não sabia que estaria aqui. Achei que a senhora apenas viesse em ocasiões especiais.
-Mas minha filha – é a mãe de Lucy – hoje é especial. Você trouxe seu namorado para almoçar conosco. –hahahahahaha
-Mãe! – hahahahahaha – Pelo amor de Deus! Que mico. Andrew não é meu namorado. É meu amigo.
-Ah, mas Daniel me falou que ele era... E que pena, vocês formam um casal lindo – hahahahaha
-Eu vou matar o Daniel.
Olho para Lucy e falo:
-Adorei a sua mãe, e seu irmão.
Ela me olha com um olhar assassino, apenas rio, me dirijo a Yani e a cumprimento:
-Olá. Como a senhora está?
-Muito bem meu rapaz. Obrigada.
Lucy está com uma interrogação no rosto:
-Ahn... Perdi alguma coisa? – pode crer – Como vocês se conhecem?
-Ué – respondo – ela é minha vizinha. Nos conhecemos ontem de manhã.
-Hum... As coisas acontecem e eu nem sei. Tem mais alguma coisa que eu não saiba? – Lucy olha para a sua mãe – Ainda sou sua filha?
Todos rimos. Lucy me chama para sala, para deixar sua mãe e sua avó continuarem a preparar o almoço. Ficamos vendo TV, e rindo de cada programa bobo que passava, quando o cheiro do almoço começa a tomar conta da casa, Daniel aparece na sala:
-E aí Andrew. – levanto e o cumprimento
-E aí Daniel. Tudo bonzinho?
-Tudo indo. Veio almoçar conosco hoje?
-Vim sim.
Lucy levanta e nos interrompe:
-Daniel. Conversaremos mais tarde.
Sra. Filliart aparece na porta da cozinha e anuncia:
-O almoço está pronto.
Todos sentamos na mesa de oito lugares, fico surpreso com o tamanho da mesa. Sento-me ao lado de Lucy e de frente para Daniel, a Sra. Filliart está no topo da mesa.
Almoçamos arroz, com rosbife, feijão e purê de batatas. Tudo estava uma delícia, e durante a conversa do almoço fiquei sabendo que a Sra. Filliart estudou em Cambridge, e antes disso havia estudado na mesma escola que papai. Quando falei meu sobrenome ela disse que conheceu alguém com esse sobrenome... Estou começando a achar que ela conheceu o papai. Espera... Ela foi para Cambridge... E papai vivia dizendo que ele deveria ter ido para lá... Tudo agora faz sentido... Papai gostava da Sra. Filliart... Só se eles foram namorados, ou alguma coisa do tipo... Mas ainda bem que não ficaram juntos. Não me achem egoísta, mas se eles tivessem ficado, eu nunca teria conhecido a Lucy! E isso sim teria sido algo realmente horrível.
Depois do almoço ficamos conversando, então mostrei meus desenhos a Lucy, ela adorou e ao ver um que era uma fênix encontrando o sol, ela falou:
- Andrew, esse está belíssimo. Você realmente deveria trabalhar mais nisso.
- Eu não tenho o material necessário Lucy. E papai... ele me desestimula...
- Por que?
- Ele não quer um artista. Ele quer alguém que ele queria ser.
- Pode contar comigo para o que precisar.
-Obrigado.
Lucy realmente é maravilhosa. Ninguém nunca me estimulou mesmo nisso. E papai... não o imagino me estimulando.
Depois do almoço eu e Lucy ficamos conversando, então lembrei que ela havia me dito que teve um cachorro, então pergunto:- Sim... Lucy, você havia me dito que teve um cachorro... conte-me a história.
Ela começa a rir, então fala:
- Ah... O Bob Marley. É que meus avós paternos moram no interior, e eu sempre passava temporadas lá, certa vez ganhei um cachorro do meu avô, e o batizamos de Bob. Porém do lado da propriedade do meu avô havia a propriedade de um cara muito rico, ou pelo menos parecia. Porém a propriedade dele era cercada com um muro. – não estou vendo sentido nas coisas até agora, acho que ela entende a minha cara de interrogação e emenda – daqui a pouco você vai entender. – ah ta. – Então Bob ficava lá e quase todo fim de semana eu ia. Certa vez meu avô havia me dito que o Bob estava sumindo e quando voltava, voltava com os olhos vermelhos e muito doidão. Achei esquisito mas tudo bem. Então num certo dia eu vejo o Bob saindo de casa, ele parecia que estava saindo de fininho., o segui. Ele ia para os fundos da propriedade do meu avô e passava por um buraco que dava para a propriedade do vizinho. Achando estranho peguei uma grande escada coloquei lá, subi e vi o que Bob estava fazendo. Andrew – ela me olha com cara de espanto - vi uma plantação imensa... eu nunca havia visto aquela planta na minha vida, mas tudo bem, olhei para baixo e vi um caminhozinho, Bob o havia pego e estava indo para a casa, lá vi uns homens que estavam sentados e fumando, ao verem Bob jogaram para ele o que eu presumi ser uma bola de meia, mas havia algo dentro eu não tinha idéia do que fosse. Daí tirei a escada e fui para casa, contei ao meu avô, ele disse que ia ver o que era. Nisso passaram-se umas duas semanas, quando voltei lá numa das noites a polícia chegou e foi a maior confusão, como eu era muito pequena não entendi nada aí meu avô me explicou que aquilo era uma plantação da maconha e o que havia na bola de meia do Bob era maconha, o cachorro ficava respirando aquilo e voltava doidão para casa, aí apelidamos Bob e Bob Marley, e pegou. Mas foi muito engraçado mesmo Andrew.
Kkkkkkkkkkkkkkkk... a garota teve um cachorro drogadp. Não é todos os dias que uma pessoa ouvi um negócio desses. Rimos a beça depois disso.
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