De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

domingo, 22 de março de 2009

Capítulo 34 - Não é o que parece

Qual é o problema dela? Mas é ser muito cabeça-dura mesmo. Porque ela simplesmente não aceita o fato de que gosta de mim? E acho bom ser rápido. Não vou ficar para sempre esperando até que ela entenda. A amo. Mas eu ainda tenho uma vida e amor próprio. Se ela não conseguir enxergar logo, acabou. Não acredito que passei uma semana me matando para mostrar a ela o quanto gosto dela para no fim ela simplesmente não ter mudado em nada a sua opinião, não acredito que ela ainda mencionou Beatrice e Wanessa... Foi aquela maldita ligação da Beatrice, CACHORRA. Tinha que me atrapalhar.
Até fica parecendo mentira as coisas que ela me disse ao decorrer da semana, ela falou que estava gostando de mim, se apaixonando, e no final diz que não sente isso... Ah, ela fica escondendo dela mesmo. Nem com ela, ela consegue ser sincera. Sem esquecer que ela é muito insegura, como ela não vê que esta apaixonada por mim? Ela é muito cabeça dura mesmo, quando a conheci ela era segura de si, me apaixonei pela Lucy confiante, isso que chamou a minha atenção...
Finalmente o sinal toca anunciando o início de aulas do dia. Abro a porta, é quando sinto a minha mão. Olho para ela, cheia de cortes e sangrando. Amassei aquela flor, havia dito a ela que era como o que sentia por ela, é como se eu tivesse amassado o que sentisse por ela. Quem sabe vendo aquela flor no lixo ela não entenda que pode me perder? Mulher com certeza é o bicho mais esquisito que existe. Será que Lucy não está na TPM? Quem sabe tudo aquilo era porque ela simplesmente estava de mau humor? Ainda tenho fé de que ela vai vir falar comigo. Mas ela tem que vir rápido. Não queria meio que delimitar um prazo. Mas não vou ficar para sempre nessa. Ela que não espere que eu fique rastejando por ela... É humilhante de mais, e eu suportei as grosserias dela durante toda a semana. Petter aparece ao meu lado e pergunta:

- Nossa cara, o que foi isso na tua mão?

- Briguei com a Lucy.

- Que isso cara? Denuncia essa garota. Agressão.

- Hahaha, não Petter. Não foi ela quem fez isso não – mas bem que queria ter feito – é que eu amassei uma rosa que tinha dado a ela, e os espinhos fizeram isso.

- Vocês terminaram?

- Como poderíamos terminar se nem começamos?

- Ah... Mas porque brigaram?

- Depois de uma semana ótima que tivemos juntos, pensei que quando ela aceitasse que gostava de mim poderíamos namorar em paz. E aí nós finalmente ficamos ontem, então pensei que namoraríamos. E hoje quando fui dar um beijo nela, ela virou o rosto, achei estranho e perguntei porque, ela me disse que não havia necessidade, porque afinal éramos apenas bons amigos. Fiquei sem entender. Porque ela disse bons amigos, qual é... vivemos e dissemos coisas um para o outro semana passada, mas daí ela disse que não, que namoro era algo muito radical. Que não estava pronta, que não fazia sentido.

-Mas você tem que respeitá-la cara. – o Petter é realmente diferente do Djim, se eu fosse falar isso com o Djim... Nossa ele me chamaria de gay no mesmo instante – ela pode realmente não estar pronta.

-Mas cara. A semana que nós tivemos foi ótima. E ela deu todas as esperanças e pistas de que estava apaixonada por mim. Eu sei que ela está. Mas ela não aceita. É como se escondesse dela mesma.

-Você não ta já se achando de mais não?

-Não Petter. Eu sei que ela é apaixonada por mim. Ela mesma me falou que eu consegui fazer ela mudar de opnião. O que quer que eu pense?

-Não acho que deva ficar exigindo que ela entenda que te ama. Isso não ficou meio... Metido?

-Ela não aceita porque é cabeça-dura. E eu também quero ouvir desculpas dela.

- Pelo o quê?

-Por ter duvidado de mim claro.

-Ah... Isto realmente. Andrew, eu tenho uma dúvida.

-Fale.

-Porque eu nunca havia conhecido esse teu lado? Porque você nunca falou nada sobre estar apaixonado?

-Petter. Falando na boa. É tudo por culpa do meu pai.

-O que foi?

-Ele exige que eu seja um pegador, exige que eu haja como um verdadeiro galinha, porque para ele isso sim é ser homem. Quer que eu seja um lutador de judô. Adoro o esporte, mas eu gosto mesmo é de desenhar e pintar.

-Eu já vi teus desenhos no caderno. Tem talento.

-É por isso que eu ando com o Djim. Ele tem esse jeitão, e meu pai exige conhecer meus amigos. Não que eu esteja usando o Djim. Adoro o cara, meu parceiro. Mas ele não curte as mesmas coisas que eu. Mas você apesar de ser meio reservado, é que nem o Djim as vezes. Mas é de você.

-Realmente. Não sou exatamente como o Djim. Mas sou pegador como ele. – rimos juntos

-Ainda bem que pude conversar contigo

-Relaxa parceiro.

-Ah... é tem mais. E meu pai quer que eu mantenha essa imagem. Por isso tenho essa minha imagem no colégio. Porque fazendo ele acreditar que eu sou do jeito que ele quer, ele me deixa em paz e para de ficar me cobrando a toda hora. Então, mantém isso apenas entre nós ta legal?

-Falou aí parceiro. Ta guardado.

Finalmente tocou para a hora da saída. Saio de sala e nada de Lucy. É parece que ela ainda não caiu na real. Vou andando quando Wanessa aparece na minha frente com o rosto ainda um pouco inchado devido a surra que Lucy deu nela, rio em lembrar. Wanessa fala:

-Oi Andrew.

-Oi. – ela não entende nunca não?

-Como você está?

-Estava melhor antes, com certeza.

Ela passa os braços em torno do meu pescoço, e fala:

-Há algo que a muito tempo já quero fazer.

Ela esta vindo me beijar, então pego o rosto dela e boto bem de frente para o meu e falo:

-Escuta bem uma coisa Wanessa...

Não termino porque algo chamou a minha atenção, uma silhueta estava observando aquela cena, era ela... A menina do sol estava olhando tudo aquilo mortificada, carregava em suas mãos várias daquelas florzinhas que há no jardim da escola, ela fez cara de nojo e depois uma cara de quem já sabia, noto que ela entendera a cena totalmente errada, ela joga as flores no chão e sai correndo, ainda grito:

-ESPERA, NÃO... LUCY! NÃO É O QUE PARECE.
Corro atrás dela, mas já era tarde, ela se fora e com ela o pedido de desculpas que eu merecia ouvir... Droga, agora que ela havia ido até mim, ela chegou na hora errada... Mas espera... Se ela havia ido lá falar que finalmente entendera que eu estava certo, com certeza devia ter pensado que aquela situação devia ter uma boa explicação mesmo. Ah... O pedido de desculpas dela não era honesto. Foi bom não ter ouvido mesmo. Porque se ela mudou de idéia sobre mim apenas vendo uma situação que definitivamente ela já deveria saber que nunca eu faria, com certeza o que ela tinha a dizer era novamente falso. Inseguro. Que droga Lucy. Mais uma vez me machuca. A cada vez que ela desconfia assim de mim, ela me machuca... É como se o que sentisse por ela fosse diminuindo... Claro que não são atos bobos que me farão deixar de amá-la, mas com certeza eles ajudam a enfraquecer gradativamente o meu sentimento. Lucy, é melhor você deixar de ser cabeça-dura.

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