De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Entrando em contato

Olá!!
Bem, talvez haja pessoas lendo o livro e eu nem sei, por isso vou deixá-lo por aqui por enquanto, mas adoraria que pudessem me avisar se há alguém lendo, ok?

E se alguém quiser entrar em contato comigo sobre qualquer coisa, capítulo, sugestão, publicação... o que for, pode me mandar um e-mail
tatahcsl@hotmail.com

Muito obrigada a todos!!


Atenciosamente,
Thaís Lima.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Olá!
Gostaria de saber se tem alguém lendo o blog, e em qual capítulo está.

Também gostaria de agradecer à todos que acompanharam. :D


Vou desativar o blog, por isso quero saber se alguém está lendo, se sim espero terminar, se não eu desativo.
:D


Muuito obrigada!!!
Até!
;*

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Capítulo 51 - A vida...

N/A: Adianta pedir desculpas pela demora? Se adiantar me perdoooem! Eu estou no terceiro ano do colégio, acho que agora podem compreender um pouco a demora neah? Pois bem, deixem-se explicar: o blogspot agora não está aceitando colagens, eu copiava o texto do meu computador e quando apertava para colar aqui ele não colava nada, então eu tinha que reescrever ele todo e sinceramente eu desistia no meio! Estou de férias até o dia 13 e portanto aproveitei hoje para criar uma imagem com o último capítulo para vocês. É só clicar na imagem que ela será ampliada. Ah, este livro já está registrado no meu nome!!!! Agora sou oficialmente a dona do De Cereja.
Gostaria de agradecer à todos pela atenção e principalmente pelo carinho. Obrigada por terem vivido comigo essa jornada de Lucy! Ahh, tenho novidades. Está acontecendo a BIenal do Livro em Recife e eu levarei o De Cereja comigo para ver se consigo algo por lá. Torçam por mim! QUem sabe vocês não poderão ver o De Cereja sendo vendido nas livarias? Até a próxima e quem ainda não leu, divirta-se!

Thaís Lima.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Capítulo 50 - A viagem da família Cloney

A sexta-feira amanheceu com um sol radiante. Nossa, nem acredito que vou conhecer a família do Andrew. Agora, minha família também não é? – rio ao pensar nisso, levanto-me e vou me arrumar, as malas já estão prontas. As arrumei dois dias antes. Estou ansiosa. Andrew falou para eu levar biquíni, mas não sei se vou usar. Morro de vergonha, nada contra o meu corpo, mas parece que eu estou usando uma calcinha e um sutiã mais coladinhos. Vou para a cozinha e tomo meu café com a família. Fui assistir um pouco de TV enquanto mamãe me passava instruções de criança:

- Lucy, não fique pedindo tudo o que ver. Não recuse o que lhe oferecerem de bom grado. – ela parecia pescar as coisas no ar – lembre-se de dobrar bem as roupas, e não fique fazendo aquela bagunça enorme de roupas em cima da sua mala, vão pensar que você é desleixada. Ah... – fez cara de quem lembrara algo muito importante – lembre-se de comer direito – nossa que coisa importante – não fique sem tomar café-da-manhã... leve absorventes extra. – claro não é mamãe? – E sempre escove os dentes de manhã, depois do almoço e à noite...

Mamãe foi interrompida pela buzina do carro de William, dou um beijo na cabeça da mamãe, pego minhas malas e me mando.
Ao chegar lá embaixo, Andrew e Mike já estavam me esperando, cumprimento Andrew com um leve beijo nos lábios enquanto Mike pega as minhas malas e as leva ao carro. Ao entrar sou recebida com o bom dia de William, o bom dia animado de Gina e um bom dia super animado de Benoit. Durante toda a viagem fomos conversando e rindo, depois de algumas horas, que na verdade passaram rápido, chegamos em frente a uma mansão, o carro parou, e do nada várias pessoas fardadas aproximaram-se e começaram a tirar nossas malas. O sol brilhava forte, saí do carro e respirei fundo, cheiro de mar, e aquele calor gostoso do sol na minha pele... vovó estava certa, tenho uma ligação com o sol. Olho em volta, há coqueiros, e areia branca, e o horizonte lá em baixo... o azul anil do céu e o azul marinho do mar... mas que bela mistura. Andrew pega na minha mão, Mike carrega Benoit e William pega Gina, todos vamos caminhando em direção à uma varanda ampla, haviam redes, cadeiras e mesas, uma senhora que parecia bem saudável apareceu ao lado de um senhor com um ar rigoroso e um bigode grande e branco. Eles abraçam Andrew com força e depois me olham, Andrew me apresentou a eles:

- Lucy, esses são os meus avós. Minha avó Violeta e meu avô Chavier. – ele se dirige aos avós – vovô, vovó, esta é a minha namorada, Lucy.
Cumprimento o Sr. Cloney. A Sra. Cloney me cumprimenta com dois beijos, um cada bochecha. Ela fala:

- Você tem um bom gosto Andrew. Ela é linda.

- Ah... obrigada Sra. Cloney.

- Que horror – ela olhou para mim com os olhos arregalados... droga, falei alguma besteira? – não me chame de senhora Lucy. Isso me faz sentir velha... e me chame pelo meu primeiro nome... ou então de vovó.

Ela sorri para mim – que alívio... pensei que houvesse feito algo realmente errado... então o Sr. Cloney também fala:

- É minha jovem. Pode me chamar de Chavier, ou se quiser de vovô.

-Ah, obrigada!

Todos entramos na casa, a sala é imensa, há vários sofás brancos, uma grande TV, uma mesa enorme, e há várias pessoas sentadas nela tomando um café da manhã que parece estar realmente uma delícia. Algumas meninas parecidas com Andrew vieram falar comigo, quase todas possuíam o típico cabelo preto e olhos verdes, eu presumo que sejam as primas, primos, tios e tias dele, nossa, é muita gente! Andrew me apresenta, um por um. Até que chega a hora de uma prima dele, eu até já sabia quem era:

- Beatrice – sabia – esta é a minha namorada Lucy – ela parece um pouco surpresa – e Lucy – ele me olha com um sorriso no rosto – esta é a minha prima Beatrice.

Ela me olha dos pés a cabeça, odeio quem faz isso:

- Quer saber a cor da calcinha também?

Andrew contém um riso, e interrompe antes da resposta da Beatrice:

- Vamos Lucy. Vou mostrar onde você vai dormir. Suas malas já devem estar lá.

Droga, adoraria saber o que aquela lambisgoia ia falar. Ele vai me guiando escada acima, depois de andar por alguns corredores ele para em frente a uma porta branca, havia escrito “visitas” na porta, ele abre. Tudo no quarto estava claro, o sol entrando pelos vidros das janelas, batendo na colcha amarela da cama, tudo no quarto tinha um tom amarelo e branco, havoa um ar aconchegante:

- Nossa Andrew. Tudo é tão lindo aqui. – entro no quarto, é tudo tão amplo – parece um sonho.

Ele se aproxima e me beija, um hálito de menta delicioso invade a minha boca. Ele me envolve com seus braços, me aperta cada vez mais, nossa... ele sabe mesmo como deixar uma garota sem fôlego. Ele pára de me beijar, e agora começa a dar leves mordiscadas no meu pescoço, então volta a me beijar, somos interrompidos por:

- Andrew... a família está te chamando para tomar o café da manhã... – Beatrice...

- Já estou indo.

Mas ela não vai embora, permanece na porta nos observando. Qual é a dela hein?

- Beatrice... – Andrew parece estar um pouco irritado – já pode ir... não preciso de babá.

Adorei. Depois que ela vai, não posso deixar de falar ao Andrew:

- Ela tem cara de cachorra.

Ele pareceu desconcertado com a pergunta mas mesmo assim me responde:

- Lucy... eu já fui afim da Beatrice.

Me distancio um pouco mais dele, quero mais informações, mas ele não fala mais nada, o pressiono:

- Quando foi isso?

- Quando eu tinha uns 13 anos.

- Mas vocês chegaram a se beijar? – será que minha voz saio um pouco apreensiva de mais?

- Lucy... – ele abre a boca, mas depois a fecha, coça a cabeça e então finaliza – vamos tomar café.

Me pega pela mão e me leva escada a baixo. Aí tem coisa. E eu vou descobrir. Depois de um café da manhã agradável Andrew me pediu para por o biquíni que nós íamos para o mar. Fui ao meu quarto e coloquei meu biquíni, ele é vermelho, mas não é aceso porque ia ficar chamativo de mais, e eu sou branca cor de papel então ia ficar incandescente de mais. Ponho uma saída de banho e desço, encontro com Andrew no terraço, ele estava apenas com uma bermuda, sem blusa expondo aquele tórax lindo dele, mas antes dele me ver vejo Beatrice aproximando-se, ela passa a mão dela pelos ombros dele... cachorra, entro de novo na casa e fico atrás de uma janela que dava para onde eles estavam, então ouço:

- Beatrice sai daqui. – que alívio.

- Andrew... não posso acreditar que está namorando com aquela branquela. – EU VOU ESPANCAR ESSA RIDÍCULA BRONZEADA

- Não fale assim da Lucy! – HÁ HÁ HÁ!

- Andrew... - me estico, fico na ponta dos pés, e consigo vê-los, um pouco, mas consigo, ela está com os braços dela envolvendo o pescoço dele, ele está segurando os braços dela, tirando-os de cima dele – aposto como ela não faz como eu faço...

- Chega Beatrice. Esquece aquilo. Foi a última vez. Agora eu estou namorando com a Lucy. E eu a amo.

- A amava mês passado?

- Beatrice. Lucy é a mulher da minha vida. Acho que eu a amei antes mesmo de a conhecer, agora sai daqui... seu cheiro de cachorra está me incomodando.

- Andrew...

Mas antes que eu pudesse terminar meus pés não agüentaram mais, e como eu estava em cima de um tapete, o tapete escorrega, meus pés tremem e caio no chão... Aiii... Droga. Levanto-me rápido antes que alguém apareça, massageio minha bunda... doeu. Saio e vejo Andrew segurando os braços de Beatrice longe dele. Quando ele me vê a solta e vem para mim, me pega na mão e me leva para o mar, olho para Beatrice nos olhos, ela me olha meio assustada, posiciono os meus dedos em formato de dois, direciono para os meus olhos e depois para os dela (acho que ela entendeu o recado:MANTENHA DISTÂNCIA, PROPRIEDADE PRIVADA!) desvio o olhar dela e sigo Andrew até uma mesa onde estava o avô dele, coloca minha saída de banho lá e caminhamos até o mar, no meio do caminho ele para e me olha dos pés a cabeça, morde o lábio inferior e comenta:

- Lucy... como você é gostosa.

- Andrew!

- Que foi? Só estou falando a verdade ué.
Me aproximo da orelha dele e sussurro:

- Você também não está muito atrás, não.

Ele me olha:

- Ah... danaaada...

Sorrio e faço cara de inocente, então ele faz menção de me pegar e corro para o mar, ele corre atrás de mim, antes de entrar na água paro abruptamente. Aiaiaiaiai... tenho medo de água. Andrew então me alcança, me coloca no colo e vai me levando até a água, enquanto eu falava:

- Andrew, não sei se você lembra... mas eu não gosto muito de água.

- Juro como eu havia esquecido Lucy.

E então mergulha comigo. Senti aquela água gelada tocando o meu corpo. Andrew continuava a me carregar, sério mesmo, eu tenho medo de água... não da água em si... mas tipo... TEM MUITA ÁGUA AQUI! EU TOU NO MAR. Agarrei forte o pescoço dele:

- Lucy... assim você vai ter minar me sufocando – ele me colocou de frente para ele, me olhou nos olhos – sabia que você fica linda toda molhada?

Eu nunca havia visto ele com o cabelo todo molhado assim... ele conseguiu ficar mais sexy ainda. Nos beijamos, acho que meu medo foi embora com algumas ondas do mar... agora só ficou o desejo. A boca de Andrew parecia ter sido feita para a minha, as duas se encaixavam de uma forma... nossa! Uffs. Como certa vez ele havia me dito, somos como quebra-cabeça. Passo minhas pernas em torno da cintura dele, e ele me segura pelas costas. Estou literalmente trepada nele, sem segundos sentidos (ainda). A mão dele vai para a minha perna, perto da bunda, paro de beija-lo e falo em seu ouvido:

- Andrew...

- Lucy, você já transou?

Fiquei meio chocada com a pergunta, mas somos namorados, temos que jogar limpo:

- Não. E você já?

- Já.

Eu sei que ele vai fazer 19 anos. Mas sabe que foi meio chocante... sabe, imaginar ele dando todo esse carinho para outra garota que não eu... Solto ele e fico pensativa, querendo ou não fiquei chateada, ele preocupado me pergunta:

- O que foi amor?

- Nada... acho que apenas fiquei com ciúmes em imaginar você com outra garota.

Ele sorri e me abraça novamente... então fala:

- Mas eu não quero mais nenhuma, agora quero apenas você... – ele mordisca a minha orelha... uuuiiii – e eu queria você toda.

Olho para ele, seguro seu rosto com minhas mãos:

- Falando sério amor... eu também queria, mas não me sinto pronta, me desculp...

- Calma Lucy. Não precisa se desculpar. Para mim está bom quando estiver bom para você.

- É que eu tenho medo que você canse de esperar... e... faça com outra – falei sério mesmo.

- Amor... se tem uma coisa que eu sou, é fiel. Tudo bem que a carne é fraca – o olho feio - mas fraca apenas para você. – ele me beija – é – outro beijo – você – mais um – quem – mais outro... – eu – e outro – quero...

Infinitos beijos foram dados... depois a família foi entrando no mar trazendo uma bola, nos soltamos, afinal momentos assim não podemos fazer em público, e principalmente na frente da família... isso iria ser meio constrangedor de mais. Começamos então a jogar vôlei, Beatrice entra no jogo, mal havíamos começado e eu mandei uma bomba na cabeça dela, ela saiu. Depois começamos mais uma partida, ela tentou me matar, esquivei, então mandei uma bomba no ombro dela, ficou um vermelhão imenso, pedi desculpas, as mais falsas de minha vida. Ela mandou uma bomba em mim, bateu no meu antebraço, então quando eu já estava realmente de saco cheio daquela cara de cachorra dela mandei uma bomba, e essa foi em cheio no meio das fuças dela. Pedi mil desculpas enquanto todos ali riam, afinal estávamos brincando, pedi com licença e me retirei. Estava tudo indo muito bem até que a fome bate, o sol fica quente de mais, é chegada a hora deu partir. Vou para a mesa onde havia deixado a minha saída de banho, Chavier estava sentado lá, acho que estava nos observando de longe, ao chegar ponho minha saída de banho e pergunto se posso me sentar, ele responde:

- Claro minha norinha – sorrio – fique à vontade.

Sento-me então ele me pergunta:

- Está feliz com o Andrew?

- Muito Chavier. Acho que não é apenas um namoro de adolescentes não... quero ficar com o Andrew para o resto de meus dias.

- Isso foi realmente muito bonito de se dizer sabia? – faço que sim com a cabeça – ele conversou comigo hoje. Somos muito ligados sabe? – concordo novamente com a cabeça – ele me falou algo parecido... disse que você é a mulher da vida dele, que ele quer passar o resto da vida dele com você. Acho que vocês tem futuro mesmo. Vocês formam um belo casal e toda a família gostou de você.

- Nossa que bom saber disso Chavier. Adorei todos, mas para ser sincera acho que a Beatrice não gostou muito de mim, não.

- Não precisa se preocupar Lucy. Beatrice não gosta de ninguém. – rimos juntos – acho que ela ainda tem ciúmes do Andrew.

- Como assim?

- Eles já tiveram alguma coisa. Andrew nunca me falou muito não, mas eu não sou burro como Winston. – Winston é o pai de Beatrice.

- Tiveram alguma coisa? – dou uma de completamente ingênua.

- Acho que há alguns anos atrás...

- Quando Andrew tinha uns... 13 anos?

- Não... também... mas acho que pelos 16 anos dele. De qualquer forma ela que se acostume com você. Porque eu e o resto da família queremos lhe ver aqui mês que vem de novo.

- Nossa Chavier, muito obrigada!

Eu realmente fiquei lisonjeada com o convite e com a boa recepção deles a mim. Mas essa pulga atrás da minha orelha ainda não foi embora, Andrew não me falou a verdade...

-

Mais à tardezinha fomos caminhar na praia e eu resolvo interrogá-lo:

- Andrew, me fala a verdade. O que aconteceu entre você e Beatrice?

- Lucy... – ele parece hesitar, mas depois cede – eu gostei da Beatrice quando tinha uns 13 anos, e nós tivemos um rolo de primos. Mas nada muito relevante, afinal ela também pegou meu irmão e com certeza todos os meus primos, ou quem sabe a metade da população masculina do Reino Unido...

- Andrew, não enrola!

- Eu dei meu primeiro beijo com ela, e aos 14 anos eu perdi a virgindade com ela também. Nos encontramos algumas vezes durante uns dois anos, e mês passado eu... - Solto a mãe dele. ECA! Que nojo, mês passado? – Lucy, por favor não fique com raiva de mim! Foi um erro, um ato inpensado. Eu me arrependo seriamente pelo o que fiz.

- Do mesmo jeito que você não soube dizer não a ela mês passado isso pode acontecer hoje, ou amanhã, ou semana que vem...

- Lucy! Eu jamais te trairia! E eu não fiz amor com ela... Eu fiz simplesmente sexo. Era tudo carne. Não há razão para eu pensar em outra mulher, querer outra mulher, seja ela Beatrice ou não. Tudo o que eu mais quero e desejo está bem aqui, na minha frente... – ele me abraça, encosta sua testa na minha – a minha menina do sol.

Ahhh, qual é? Por que eu sempre amoleço hein? Droga!

- Eu amo você, Andrew!

- Eu também te amo, Lucy. Pra sempre!

- Não vamos mais comentar esse assunto, por favor!

- Ótimo!

- E outra coisa. Pelo amor de Deus, jamais fique no mesmo ambiente a sós com aquela cadelinha bronzeada. – ele ri. Eu não vi graça alguma.

- Tudo bem, meu amor.

E ficamos o resto da noite namorando à beira-mar.



Acabo de chegar em casa, hoje é domingo, essa viagem foi ótima; a única coisa realmente irritante foi a Beatrice no início... e Andrew até comentou que foi muito engraçado eu e ela, uma tentando atingir a outra com a bola, ele disse que ficamos parecendo duas crianças.
Ao chegar no meu prédio, Andrew me ajudou com as malas, subimos e não há ninguém em casa. Que estranho. Liguei para o celular dos meus pais, mas ninguém atendeu, para o de Daniel e Kat e nada. Apenas depois de uns dois filmes assistidos por mim e por Andrew é que escuto a chave na porta e meus pais entram. Quando eu já estava começando o meu sermão sobre a falta de interesse em saber se a própria filha iria chegar bem ou não, ou que pelo menos estivessem com um pingo de saudade da minha pessoa, fui interrompiada por mamãe:

- Sua afilhada nasceu!

VIREI TITIA!!

- Onde ela está?

- No hospital com Kat e Daniel.

- Mas eles estão bem?

- Estão sim Lucy, mas ainda é cedo para Lily sair do hospital, ela precisa fazer alguns exames, e Kat precisa recuperar-se da cesária.

- Ah... – Andrew levantou-se e parebenizou meus pais por terem virado avós, depois sentou-se ao meu lado novamente – você é titio, amor.

Ele me sorri, e continuamos a ver o filme.

-

Mais tarde fomos vê-las no hospital. Primeiro vimos Kat, ela estava dormindo, Daniel estava parecendo um paspalho olhando Lily através do vidro, nos aproximamos, ele me olhou e falou:

- Ela não é a coisa linda do mundo?

Seus olhos estavam marejados de pérolas cintilantes que oscilavam cair a qualquer momento. Então olhei para Lily, ela nasceu com cabelinhos morenos e era bem branquinha, é realmente a coisa mais linda do mundo.Quando Kat acordou quis pegar a filha, a olhou por longos minutos, e ali eu tive a certeza de que todo o preconceito tinha acabado. Sorri feliz, e abracei Andrew, que retribiu e me deu um beijo na cabeça.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Capítulo 49 - A magia

Hoje de manhã acordei leve. Vovó dormiu aqui em casa então fui conversar com ela, ela estava sentada na sala, sentei-me ao seu lado e comecei a falar sobre meu sonho:

- Vovó, hoje tive um sonho que me intrigou.

- Conte-me.

- Sonhei com várias mulheres, elas sorriam, estavam felizes por alguma razão. Todas eram diferentes, umas feias, outras belas, umas velhas outras jovens... E também vários homens... E alguns feios, outros belos, uns velhos outros jovens... Cada um achava o seu par e corria para um ponto que emitia uma luz rosa.. Não sei o que era... Mas todos os casais iam para essa ponto de luz, iam sorrindo, e parecia que eu assistia aquilo pela TV, e antes de todos entrarem na luz eles olhavam, como se pudessem me ver... Uns sorriam, outros piscavam, outros agradeciam... E depois iam para a luz. E teve um... Apenas um casal que ela me deu um beijo no lado esquerdo e ele do lado direito... Ela me agradeceu e ele também, então eles deram-se as mãos e foram para a luz, foram o último casal a ir... Mas a luz não cessou, permaneceu lá... Não é estranho?

- Para mim não tem nada de estranho, é até bem compreensível.

- Como assim vovó?

- Não entendeu nada mesmo, Lucy?

- Acho que não...

- O que elas tinham em comum?

- Em comum?

- É... o que as ligava?

- Não sei...

- Vamos... Faça uma forcinha. Tenho certeza que Andrew sonhou com a mesma coisa.

- Mas, por quê?

- Esse seqüestrou te deixou lenta nos pensamentos, não foi?

- Vovó... a senhora sabe não é? Conte...

- Não percebeu que eram os casais que nunca conseguiram ficar juntos? Que foram os casais que durante a história não ficaram juntos... os descendentes, Lucy.

- E porque nem a senhora, mamãe ou o pai do Andrew estavam lá?

- Lucy... Eu não estou morta.

- Ah... Mas porque eles estavam fazendo aquilo?

- Lucy, pelo amor de Deus... Cadê a sua lógica?

- Os casais encontraram a paz. Encontraram a luz Lucy. Você e Andrew concretizaram a profecia. Acabou! Não há mais busca... vocês encerraram o sofrimento desses espíritos. Vocês os colocaram na paz. Não sentiu? Há magia no ar...

- A senhora sentiu?

- Claro... ontem você notou algo diferente?

- Quando beijei o Andrew lá embaixo quando paramos vimos um pó ao nosso redor... deduzi que fosse magia.

- Vocês não apenas se beijaram não foi?

- Não... dissemos eu te amo um para o outro.

- Então foi sincero. Porque agora não há mais nada que os possa deixar separados... o perigo acabou. Seu coração não guarda mais rancor... você perdoou a Mina, Sophy e Dayanne.

- Não! Eu perdoei a Mina.

- Lucy. Seu coração é puro. Tenta, mas na consegue esconder de você. O que fez pela Dayanne, nem todos fariam. Você a ajudou mesmo depois dela ter feito coisas horríveis com você. Você é uma pessoa de coração puro... limpo, como disse Gina, um coração claro! Claro como o sol. – ao falar ela olhou para o sol que brilhava forte do lado de fora da janela, ela mantinha um sorriso no rosto, deu um grande suspiro – não sente a magia no ar?

- A senhora está sentindo a magia no ar?

- Estou!

- A senhora é meio misteriosa não é vovó.

- Todas as mulheres possuem mistérios. Todas.

- Eu não tenho.

- Claro que tem... Ninguém saberá porque tem uma ligação com o sol.

- Ah vovó... Foi apenas a Gina que falou que pareço com o sol por causa do meu cabelo loiro aceso.

- Perguntou a ela?

- Não... mas é óbvio.

- Ela enxerga diferente de nós. É apenas uma criança, mas para sempre será misteriosa... para sempre apenas ela saberá como vê as coisas.

- Qual o mistério da mamãe então?

- Porque ela ama tanto flores? Já parou para pensar nisso?

- Ahn... nada haver vovó...

- Como queira Lucy. Não vou discutir.

Fiquei olhando para vovó... ela era realmente muito misteriosa, depois que soube dessa história de profecia me tornei muito próxima dela, ela fala:

- Todas as mulheres possuem mistérios. Mesmo que elas não saibam disso. E pode ser até mesmo coisas que elas nem imaginam... cada uma possui um segredo Lucy. Pode ser apenas seu... ou de um casal... entre mãe e filha... pai e filha... vice e versa... ou entre famílias. Nós temos o nosso segredo de família. Temos a nossa herança. Somos diretamente ligadas à magia. Esse é o nosso segredo. Mas eu acho que você deveria contar ao Andrew isso... ele merecia saber que é o amor de sua vida há 500 anos.

Sorrio e concordo. O telefone toca, é o Andrew... ele acaba de me convidar para viajar com ele em uma viagem de família... para a casa dos avós dele. Topo. Iremos na sexta-feira. Ao desligar o telefone, chego perto de vovó de novo, acabo de lembrar de algo:

- Vovó... a Gina olhou nos seus olhos?

- Ela tentou Lucy... ela tentou.

- Como assim tentou?

- Ela não conseguiu.

- Porque não?

- Não sei... pergunte a ela um dia desses.

- Ah... vovó... há algo que não me entra na cabeça...

- Diga...

- Se ao morrer os espíritos de Romeu e Julieta não ficaram juntos, então eles reencarnariam. Certo?

- Sim.

- E como eles entraram em Hérmia e Mercúcio. Isso é impossível não é? Espíritos não podem encarnar em pessoas vivas... não é?

- Sabe Lucy. Nem tudo o que o repórter falou fazia algum sentido. E... quem foi que disse a você que os espíritos são de Romeu e Julieta? Só porque eram o casal famoso? Entenda algo Lucy. – ela olha bem para mim - Há um mistério nisso também... a magia passou para os irmãos... mas os espíritos predestinados eram o de Hérmia e Mercúcio. Eu não acho que foram espíritos que reencarnaram todas essas vezes... para mim não faria sentido... acho que apenas alguns casais é que estavam com os espíritos... mas a magia... ela sim foi passada para o mais próximo... e claro, no sangue. Lucy... isso nós nunca saberemos... nunca! Apenas, conte ao Andrew e vá ser feliz sendo a Hérmia do século XXI, vá ser feliz com o seu Mercúcio...
Sorrio, a beijo e saio. Minha avó é realmente demais.

terça-feira, 31 de março de 2009

Capítulo 48 - Nascer de novo

Depois que eles foram embora fiquei no quarto sozinha. Ficaria ali até o outro dia. Disseram que eu precisava de repouso. Sério mesmo, eu me sinto bem, apenas quando eu levanto, me sinto meio tonta. Mas nada de mais. Dá para eu ir para casa. A enfermeira falou que eu não fosse para a aula essa semana.
Hoje é terça-feira. Hoje seria o dia de minha morte... Mas foi hoje que eu renasci. Minha vida agora parece estar mais colorida. As coisas parecem ter mais efeito. As pessoas parecem ser mais importantes. Lágrimas descem. Elas descem quentes... Deus me perdoe por cada segundo que não soube dar valor a minha vida. Ela é tão boa. Paro para pensar em tanta coisa agora. E se eu tivesse levado um tiro e ficado com alguma seqüela? Paralítica? Tetraplégica? Cega? Surda? Muda? E se eu tivesse tido um AVC? Ou se eu ficasse em uma cama que nem um vegetal... dependendo de aparelhos - mais lágrimas escorrem... - Senhor, obrigada por eu ter saído desse sufoco... Obrigada por cada segundo que eu passo respirando, obrigada por poder andar, falar, ver, ouvir, obrigada por entender as coisas... Obrigada por ainda ter pernas, braços... Obrigada senhor por cada pedacinho de minha vida. Porque eu tenho tanto... e eu nunca havia notado. Minha vida é ótima... tanta gente no mundo vive só. E eu tenho uma família linda que sempre está comigo, tenho amigos, um namorado que me ama de mais. Senhor tantas pessoas não tem nada disso... - Mais lágrimas caem... - Apenas nesses momentos é que você dá valor a vida... É apenas nas horas em que você está perto de perder tudo, que lhes dar o merecido valor. - Minhas lágrimas agora começam a escorrer freneticamente, então rezo... - Agradeço a Deus durante um bom tempo por cada detalhe bobo da minha vida. Fico rezando... Em meu silêncio está o agradecimento, o pedido de desculpa e a vergonha... A vergonha de nunca ter notado o quanto eu era feliz, e apenas quando estive perto de morrer foi que pude dar valor. Não era para ser assim. Era para nós agradecermos a cada dia de vida... todos os dias devíamos parar durante uma hora, uma mísera hora de um dia de nossas vidas... apenas isso, para agradecer a tudo o que nos foi dado... agradecer por cada segundo que estamos aqui... na terra. Porque a vida é uma bênção, nós não sabemos, apenas descobrimos quando quase a perdemos. Levanto e olho pela janela, lá embaixo as pessoas passam... suas vidas não foram abaladas pelo o que me aconteceu, elas nem ao menos sabem. Cada uma possui uma vida e pessoas que amam... cada uma possui os seus problemas... cada uma tem as suas preocupações e felicidades... e é assim que somos, levando a sério coisas bobas, ficando felizes com coisas bobas... sem nunca conseguirmos enxergar a verdadeira felicidade. Que é o simples fato de estarmos vivos... simplesmente por haver um coração dentro de nós batendo... já é algo para comemorarmos. Então, obrigada Senhor. Por estar aqui hoje, tão bem... e no meio de tanto carinho que recebo... obrigada. Mais lágrimas escorrem... as enxugo e vou me deitar... preciso dormir.

-

Nossa o que é isso? Tá tudo escuro... E apertado... Tento tirar isso do meu rosto, mas não consigo, tateio e sinto um braço... Aii... Está faltando ar... Arrrrrrrrr... SOCORROOOOOOO!!! Me solta... SOCORROO... Começo a chutar para todo lado, nisso escuto:

-Aiii... Sardenta desgraçada.

WANESSA... CACHORRA...

Ela continua pressionando o travesseiro contra o meu rosto, ESSA DESGRAÇADA QUER ME MATAR SUFOCADA. Começo a dar chutes e soco para todo lado. É quando tenho uma idéia genial, pego as minhas unhas e aperto no braço dela, vou apertando com toda a força que eu posso. De repente ela solta... Tiro o travesseiro e respiro fundo, vaca... O quarto estava escuro mas eu podia vê-la, a luz dos postes lá fora, deixavam uma luz fraca dentro do quarto, vejo ela vindo em cima de mim... Então começamos a entrar na porrada como da última vez, começo a gritar:

-SOCORROO, ALGUÉM ME AJUDE... SOCORROOO!!

Escuto uma movimentação vindo de fora, e vozes, então continuo:

-SOCORRO, TEM UMA LOUCA AQUI!!!!!!!

Estamos nos batendo me distancio da cama, e a agulha que estava em mim, me passando o soro, sai com tudo. AIIIIIII. Como dói, me distancio e acendo a luz do quarto, ela estava descabelada, com um ar de louca, olha para o lado e vê uma seringa com agulha, ela vem em minha direção... Queria me atingir.

-SUA RATA FEDIDA! VOCÊ NÃO VAI TIRAR O ANDREW DE MIM – a seguro pelos cabelos enquanto a minha outra mão segura a mão dela que está com a seringa, olho nos seus olhos e falo – pois fique você sabendo que estou bem e de mais com o Andrew. Nós nos amamos e vamos ficar juntos... E nada do que você... sua louca... Faça para impedir vai adiantar...

Dou uma tapa na cara dela quando a enfermeira e seguranças entram, o enfermeiro vem e me acode, os seguranças a seguram, ela olhou para mim e gritou:

- Lucy, eu volto.

- Quando sair da cadeia? – grito

- Hahahaha... Eu sou de menor Sardenta. Não vou.

-Mas eu vou testemunhar contra você rata fedida. E do mesmo jeito que você foi adulta para tentar me matar, vai ser adulta para ir para a cadeia. Se eu alegar que você é altamente perigosa... você mofa lá – pude ver terror em seus olhos

- NÃOOOO... NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO...

E então a levaram. A enfermeira me colocou na cama, olho para o meu braço, estava sangrando muito, os dois, o ferido e o da serginga. Ele me viu olhando com terror para os meus braços:

- Fique calma. Isso vai melhorar. Agora eu preciso que você relaxe. Está muito tensa.

- Estou com medo. Esta louca vai continuar tentando me matar.

- Calma. Os seguranças vão levá-la embora. Ela vai ser presa. Mesmo sendo de menor ela ameaçou a vida de uma paciente.

- Eu acordei com ela me sufocando com um travesseiro.

- Sério?

- Claro. Depois que eu finalmente consegui tirá-la de cima de mim e então respirado, aí começamos a nos atracar no chão. E não foi a primeira vez.

- Não?

Comecei a contar a história toda, do Andrew comigo... Ela ria. E riu mais ainda quando contei como espanquei ela. Enquanto ela cuidava dos meus ferimentos com todo o cuidado possível conversamos... E conversamos... Então ela falou:

- Se quiser ligo para seus pais virem lhe buscar agora mesmo. Quer?

- Não precisa... posso dormir aqui mesmo. Amanhã bem cedo eles virão. - Ela sorri e concorda.

-

Papai abre a porta de casa e quando eu entro:

- SURPRESA!

Olho, ao redor, tinham bexigas penduradas, um bolo em formato de sol, uma mesa cheia de salgados e poucos docinhos, Georgie, Funnie, Djim, Petter (Rachel ao seu lado. Estão ficando), Rodney, Jerry, Sr. e Sra. Watson, Daniel, Andrew, Gina, Mike, William, Jeff, vovó... eu nem posso acreditar, todos estão aqui. Olho para a parede e lá havia uma faixa, escrito: ”Seja bem vinda de volta, Menina do sol.” Que lindo. Andrew vem até mim e me beija...

- Oi meu amor...

A confraternização estava ótima, assim como a comida, contei a todos sobre o segundo ataque da Wanessa, todos riram muito, de repente a campainha toca, vou e atendo, era Mina:

- O que faz aqui?

-É... Podemos conversar?

-Está bem... – olho para as pessoas que estavam lá, ninguém ia notar se eu desse uma saída rapidinho – vamos para os jardins.

Desço com Mina e lá ela começa:

-É... Lucy me perdoa?

-Poderia especificar pelo o quê? Porque são tantas coisas...

-Por tudo que te fiz de ruim. A Sophy me disse que te contou, mas que você não acreditou. Eu, Sophy e Dayanne apenas nos aproximamos da Wanessa para conseguir o que queríamos.

-Mas vocês não prestam mesmo, não é?

-Olha... Sabe como descobriram que foi a Wanessa quem armou teu seqüestro?

-Sei...

-Então sabe que Dayanne descobriu que Afonso é realmente um filho da mãe e Sophy a levou até a delegacia porque estavam gratas pelo fato de você a ter ajudado, mesmo depois do que ela fez com você. Não é?

-Disso eu não sabia.

-Nós não somos pessoas ruins. E eu sou sua amiga ainda Lucy. Eu me tornei “amiga” da Wanessa porque queria o Petter, apenas por isso. Ela me disse que apenas me ajudaria... Ela apenas se convenceu de que eu gostava dela quando eu tive que ser falsa com você. Ela disse que eu tinha que provar que estava do lado dela e não do seu. As meninas e eu achamos que ela tem inveja de você. Na verdade temos certeza. E aí quando você conseguiu em dias o que ela tentou em anos, que foi o Andrew. Ela só faltou enlouquecer. Ela é doente por ele... É obsessiva... Me perdoa Lucy. Eu fui estúpida. Coloquei um cara na frente de nossa amizade. Eu sei que não vai me perdoar fácil assim... Mas eu precisava falar... Adeus Lucy.

E ela vai indo embora... Por alguma razão eu queria acreditar... É quando lembro: É melhor se arrepender por algo que tenha feito do que por algo que não fez.

-Espera. Mina.

Ela olha para mim, corro e a abraço.

-Vamos ver... se for mentira te dou uma surra como dei na Wanessa.

Rimos juntas e subo com ela para a festa, ela pára e diz:

-Mas Lucy. Lá estão apenas seus amigos... É uma confraternização para pessoas próximas... E o Petter está lá com Rachel.

-Mina. Nunca é tarde de mais para se consertar um erro. Não custa tentar... Vem. Precisa conhecer o irmão do Andrew. É lindo e tá solteiro...

-Ah... Assim a coisa já muda, não é?

Sorrimos juntas e subimos. O resto do dia ocorreu numa paz incrível. Depois que todos foram embora, ficou apenas a família de Andrew lá em cima, conversando com a minha, desço com Andrew e nos sentamos no jardim:

- O jardim do seu prédio tem flores. O de lá de casa é apenas terra.

- Mamãe que ajuda o zelador a cuidar delas.

-Tem gira-sol?

- Não sei...

- Lucy... No dia que você foi levada... Eu queria continuar dali... – eu olho diretamente para seus olhos, ele fala – Lucy. Eu te amo.

- Andrew. Eu te amo.
Nos beijamos. Naquele momento foi como se algo mágico estivesse acontecendo de novo. Paramos o beijo e olhei ao nosso redor, havia uma espécie de brilho nos envolvendo, era rosa... branco... vermelho... Não sei ao certo, ele pairava sobre nós... Parecia magia... Não parecia não. Tenho certeza de que era magia.

domingo, 29 de março de 2009

Capítulo 47 - Minhas Esmeraldas

Estou deitada no chão... já estou sem forças para tentar abrir novamente essa janela. Não tenho idéia da hora, mas já deve ser tarde da noite. Não ouço mais barulhos pela casa. Ele deve estar dormindo. Monique disse que iria me ajudar. Onde está ela? De repente ouço passos, eles vem de fora, tento olhar pela fresta que há na janela, mas não da para ver nada. De repente ouço uma voz vindo de um alto-falante:

-Atenção. Sr. Algeria. O senhor está cercado. Liberte a refém e se entregue.

Ai Meu Deus. Me acharam. OBRIGADO SENHOR. Algeria é o sobrenome dele?
Depois ouço novamente:

-Atenção. Sr. Algeria. Para o seu bem. Se o senhor se entregar, e libertar a refém sem causar mais danos, será melhor.

Ai... Ouço ele andando. Droga deve ter acordado. Acho melhor eles terem certeza de que estou aqui, então grito:

-SOCORRO. ALGUÉM ME TIRE DAQUI. PELO AMOR DE DEUS. SOCORRO.

Ele entra no porão:

-Sua menina levada. Olha a confusão que fez.

Ele me arrasta até a sala, as luzes já estavam acesas, olhei pela janela e vi longe as luzes dos carros. Ele estava me segurando, então o vejo pegando uma faca. Ele vai terminar o serviço aqui e agora:

-SOCORRO. ME SOLTA. – ele vem com toda a força me atingir, consigo me soltar mas ele corta o meu braço. - AHHHHHHHHHH

Como dói... Aiiiiii...

- Sua menina levada. Me deixe acabar logo com isso.

É quando ouço a voz de Monique:

-Papai... Porr favorr, solte Lucy. Ela não merrece isso... Papai saia. Essas pessoas não vão te machucarr... É só fazerr o que elas querrem.

Ele pára... Solta a faca no chão. Pega uma arma, e me segura novamente... Tento gritar mas ele tapa a minha boca com a mão, coloca a arma contra a minha cabeça e fala:

-Agora quieta. Minha filhinha está chamando.

Ele me puxa e saímos da casa... Há umas luzes apontando para nós que me ofuscam. Meu braço está latejando de dor... Aperto os olhos e consigo distinguir, papai, Monique, Sr. Cloney e... Andrew. Meu amor. Você está aqui. - Papai começa a correr em minha direção e um estampido ensurdecedor sai. NÃO! ALGERIA ATIROU EM PAPAI:

-NÃO!

Ele coloca a arma novamente contra a minha cabeça, é agora... Vou morrer. Vi meu pai morrer por mim... Vou morrer olhando para Andrew. Como queria poder ter conseguido dizer eu te amo. De repente um estampido forte.
Morri...
Ouço Andrew gritar:

- LUCY, NÃÃÃÃOOO!

Eu sei que morri. Caio no chão... Mas espera, se eu estou pensando... EU NÃO MORRI. Olho para o lado, Sr. Algeria estava sangrando e agonizando, ouço Monique gritar:

-PAPAI!

Levanto-me, e vejo Monique correndo, ela abraça o pai dela, ele agora começara a colocar sangue pela boca... Meu Deus. Que confusão... Ele está morrendo. E eu estou viva... Mas... Meu pai... Corro para onde o seu corpo havia caída, chego lá e ele estava usando um colete... Um colete a prova de balas. Ele abre os olhos e me vê, eu falo:

-Papai! Ai... O senhor está vivo...

Ele começa a chorar e me abraça forte:

-Minha filha... Minha menina... Ainda bem que está aqui.

-Papai... Pensei que tivesse levado um tiro. – estamos os dois chorando – ai papai... eu pensei que fosse morrer...

-Calma meu amor... você está aqui comigo... Tudo ficará bem.

Alguns policiais aparecem e nos ajudam a levantar, estou fraca e caio de novo no chão. Eu não sabia que estaria tão fraca assim. O policial me carrega, me leva até a parte traseira de uma ambulância que havia chegado, ele me senta e me entrega um copo com água, logo vejo a figura familiar de meu amor se aproximando, ele me abraça... Me enche de beijos... Ele estava chorando, e me fala:

-Meu amor... Por um minuto pensei que tivesse morrido. Ah Lucy... Que susto... – ele me abraçava forte. Como era bom estar em seus braços novamente. Começo a chorar também – Meu amor – ele agora chorava muito – Meu amor...

O afasto, e olho nos seus olhos, em meio aquelas lágrimas lá estavam, os olhos de menta que tanto amo... As minhas esmeraldas... Falo:

- Amor. Estou com você... E nada mais vai me separar de você. Nada... – o beijo - Andrew... Como eu tive medo de nunca mais te ver.

Ficamos ali abraçados. A camisa dele absorvendo minhas lágrimas... Como era bom saber que ele estava ali... Que saudade tive de meu amor... Que medo de nunca mais o ver. Ele se afastou e olhou para o meu braço... Estava feio, e continuava a sangrar.

-Aquele desgraçado fez isso?

-Calma Andrew. Isso vai cicatrizar.

Falei apenas da boca pra fora, porque estava doendo horrores. Papai chegou perto de nós, e Sr. Cloney também, ao me ver ele falou:

-Que bom que está bem, Lucy. – ele me dá um beijo na cabeça – Há muita coisa para lhe falar. Mas agora você vai para um hospital cuidar desse ferimento – fala apontando para o meu braço, graças a Deus foi o direito, se não eu não conseguiria escrever... – e depois conversaremos com mais calma.

Concordo, e Andrew pergunta ao pai:

-Posso ir com ela na ambulância pai?

-Não, meu filho. Quem vai é James.

Andrew concorda sem retrucar, vem e me dá um beijo na testa:

- Que susto, minha menina do sol.

Ele sai, papai entra na ambulância junto com um enfermeiro, olho para fora antes da porta ser fechada e vejo que Monique havia desmaiado, e havia um corpo em um saco preto sendo levado... o Sr. Algeri havia morrido. O enfermeiro me olha e fala:

-Bom mocinha – odeio quando me chamam assim... – preciso colocar o soro em você. – ele vem com uma agulha... Aiii... Isso dói. – agora você vai dormir. Precisa relaxar.

-Mas eu não estou com sono.

-Vai ficar.

Ele coloca uma daquelas máscaras de oxigênio em mim... Qual é a dele, eu tou respirando legal, ele fala:

-Conte de um até cinco.

-Um, dois...

-

-Como está se sentindo?

-Acho que melhor.

Uma enfermeira entrou no meu quarto. Acordei há alguns minutos. Olho para debaixo das cobertas... Estou usando uma daquelas camisolas que fica aparecendo a bunda... Peraí... QUEM FOI QUE TIROU AS MINHAS ROUPAS? Olho para a enfermeira, que parecia ter entendido o que eu quis dizer quando arregalei os meus olhos:

-Calma. Fui eu quem trocou as suas roupas. Não se preocupe, não foi nenhum homem.

Não era isso que me preocupava... Era o fato de alguém ter visto o meu corpo... Ai que vergonha, ela me olha e fala:

-Está pronta para receber visitas?

-Estou, mas quem são?

-Seus pais. O delegado que cuidou do caso do seu seqüestro e dois rapazes muito bonitos que estavam com eles.

-Um deles – sorrio, mais para mim, do que para ela – é o meu namorado, e o outro o meu irmão. – tenho certeza que são eles.

-Ah... Mandarei eles entrarem.

-Espera! Deixa eu me arrumar?

-Está bem. Eu ajudo.

Eu levanto da cama... nossa ainda está tudo girando... enquanto ela me ajudava trazendo o suporte do soro eu arrumava meu cabelo no espelho, eu estava com uma cara terrível de doente, e eu pareço mais magra, mas não um magra legal, e sim um cadavélica... Que horror, Andrew vai me ver assim? Olhei para o meu braço. Estava enfeixado. Quando será que eu vou tirar essa porcaria? Mas... tenho que cuidar da minha aparência agora. Olhei para ela...

-Você não teria aí... Um pó? - Ela faz que não com a cabeça sorrindo – nem um blush? Rímel? Lápis? Sombra?

Ela apenas continuava negando com a cabeça e sorrindo ao mesmo tempo. Desisto e vou para a cama de novo. Deito-me, cubro direitinho, e peço para ela chamar minhas visitas. Mamãe entra e logo vem correndo me abraçar:

-Minha filha... Fiquei tão preocupada depois que me contaram tudo o que aconteceu lá... Como você está? Sentindo dor em algum lugar? Minha filha, como está magra... E essas olheiras.

-Nossa, que animador mamãe.

-Ah... Desculpe-me.

Depois vejo o papai entrando, ele vem e me dá um beijo no rosto.

-Como está a minha menina?

-Bem papai.

Depois vejo Daniel entrando, ele parecia ter tido um ataque de pânico alguns minutos antes:

-E aí pirra. Mas o que é que você não faz para chamar a atenção hein?

-HÁ HÁ HÁ. Muito engraçado – ao vê-lo lembro da Kat – Como está Kat?

-Bem. Estão contando os dias para o parto. Já está perto de completar nove meses.

Sorrio, então vejo Andrew entrando, trazia uma flor, um gira-sol. Daniel se afasta um pouco para Andrew se aproximar, como ele estava lindo. Afinal quando é que ele não está lindo?

-Oi amor...

-Oi amor...

Daniel fala:

- Xi... Vai começar a sessão amorxinho – ele fez bico na hora do “amorXinho” – Vamos papai... mamãe... Se não vamos sufocar aqui.

Eles saem e me deixam a sós com Andrew, ele se aproxima de mim e me beija, de repente ele pára:

- Desculpe... Devo estar te forçando, deve estar cansada não é?

- Ta... veja o ‘cansada’...

O beijo de novo... ficamos um bom tempo naquele beijo. Então ele pára e me olha:

- Você está linda.

- Corta essa Andrew. Estou longe de bonita... estou parecendo um cadáver. E mamãe falou que eu emagreci...

- Olha aí. Já sabe a dieta. Não precisa mais ficar sem comer por um dia inteiro e depois desmaiar. Basta ser seqüestrada.

- Muito engraçado você. – olho para a flor, e ele me dá – você roubou a minha idéia. Fui eu quem te deu um gira-sol.

- Trouxe apenas para mostrar que você continua sendo o sol que ilumina a minha vida. E nunca vai deixar de ser.

- Andrew... eu tive tanto medo lá. Quando ele me falou que não haveria resgate... que eu morreria ali... lembrei dos nossos momentos... nossa... foi tudo tão horrível. Fiquei com tanto medo de nunca mais te ver, de nunca mais... andar de bicicleta contigo. – ele ri – É sério!

- Não se preocupa. Andaremos mais. Agora eu vou chamar todos, porque papai está aí e vai explicar tudo o que aconteceu.

Todos entram e Sr. Cloney também, ele vem até mim e me dá um beijo na mão.

- Como está Lucy?

- Bem Sr. Cloney.

-Pode me chamar de William se quiser.

- Está bem... William.

-Bem – ele começa – descobrimos que o Sr. Algeria estava escondido em uma lojinha de artigos roubados, que por sinal fica entre sua casa e o colégio – agora ta explicado, era o próprio pai que Wanessa estava escondendo lá – prendemos o vendedor da loja por compactuar com Wanessa para esconder um fugitivo da polícia. Mas agora tem mais: enquanto viajávamos atrás de você – todos prenderam a atenção em William agora – outros policiais foram até a casa da Srta. Algeria. A encontramos em casa e a levamos, junto com a Sra. Algeria para a delegacia. Fizemos um interrogatório e ela negou tudo. Foi neste exato momento que a informação de que havíamos lhe resgatado chegou na delegacia daqui. Onde ela estava prestando depoimento. Quando ela ouviu um policial falando ao outro, que você havia sido resgatada e estava bem. Ela ficou parecendo uma louca, puxou a arma do cinto de um policial e começou a atirar para cima, sua mãe, que no começo pareceu ofendida com todas aquelas acusações para com sua filha, ficou assustada. E depois que acalmamos Wanessa, e contamos que seu pai havia morrido, ela começou a gritar o chamando de incompetente. Não demonstrou remorso algum pelo o que fez. Ela estará indo a julgamento amanhã. E você tem que ir para testemunhar contra ela.

- Tudo bem, se eu tenho que ir.

Andrew fala:

- Eu também vou testemunhar, amor. Você não ficará sozinha.

Depois ficamos conversando, e rindo durante algum tempo. Nem parecia que algo horrível havia acontecido, que alguém havia morrido. Que eu passara por uma experiência traumatizante... Que em uma hora eu havia perdido as esperanças... Pensei que minha vida havia acabado. Mas depois eu criei esperanças... Tentei fugir quatro vezes, sei que todas foram inúteis. Mas eu tentei, não importa que algo que você faça não dê em nada. Você se sente leve apenas em ter tentado. Apenas pelo fato de ter em mente que fez o que pôde. Com certeza é muito bom... e bem melhor do que ficar se martirizando e se perguntando: -Se eu tivesse tentado, o que aconteceria? É muito melhor se arrepender por algo que você fez, do que por algo que você não fez.