De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

quarta-feira, 25 de março de 2009

Capítulo 41 - O Baile de Máscaras Outonal

-Sério Georgie está bom mesmo?

-Lucy, relaxa pelo amor de Deus. Está ótimo.

As meninas vieram aqui para casa hoje à tarde, viemos todas nos arrumar juntas, são 22:15, o pessoal do ensino médio já deve ter começado a chegar. Meu cabelo está preso em um belo penteado, a tiara PERFEITA já foi colocada. Rachel e Georgie estão prontas, falta apenas eu, que ainda estou me maquiando e a cada dez segundos peço a opinião de Georgie. Depois de por o meu vestido, terminada a maquiagem e colocado os sapatos, estou me sentindo uma princesa-fada. Ponho a máscara, que prende por trás da cabeça, e me olho no espelho. Nem eu pude me reconhecer. Sério mesmo... Eu estou linda. E olhe que não é fácil eu falar isso de mim mesma. Olho para as meninas, todas elas estão encantadores... Nossa! Saímos todas do quarto, e todos na sala (mamãe, papai e Daniel) nos olham surpresos. Daniel fala:

-Nossa, pirra. Vocês estão muito bonitas mesmo.

-Muito bonitas é pouco – diz papai – estão realmente lindas.

-Meninas – mamãe termina a sessão de elogios – vocês estão parecendo que saíram de um conto de fadas.

Sorrio, até que foi um comentário meio irônico, afinal realmente somos fadas. Olho para o Daniel e pergunto:

-Tem certeza que não vai mesmo?

-Tenho sim. Eu iria se fosse com a Kat. Mas ela não pode. Então deixa para a próxima.

Concordo com a cabeça... Eu contei a vocês que no dia do aniversário de Andrew, que eu acordei sozinha, foi porque todo mundo foi ver a Kat? Tiveram um alarme falso... Estavam achando que a Lily ia nascer, mas acho que ela resolveu ficar mais um pouco.
Eu e as meninas vamos até o elevador com papai, no elevador ele pergunta:

-Está levando celular filha?

-Não pai. Não tenho local para guardá-lo.

-Não é meio perigoso? E se precisar ligar para mim antes da hora que marcamos para eu ir lhe pegar?

-Calma pai. Relaxa. Estou segura. Estarei nas áreas da escola. Lá está cheio de seguranças.

Ele sorri, e concorda, então todas caminhamos na direção de seu carro, retiramos nossas asas para não amassá-las e entramos no carro. Durante todo o caminho brincamos tentando imaginar as fantasias de Wanessa e as amigas dela. Ficamos falando qual criatura iria combinar com quem ali. Ao chegarmos, a escola estava linda, até o porteiro estava fantasiado, obviamente ele não me reconheceu, mas tudo bem. Nem eu me reconheceria mesmo. Não contei as meninas, mas meu maior nervosismo era para com Andrew. Na contei a elas sobre o bilhete que havia deixado em seu quarto. Acho que primeiro vou esperar para ver se ele vêm ou não. De qualquer forma contarei às meninas. Elas dormirão lá em casa depois do baile. Nos dirigimos à quadra, estava toda caracterizada de outono, com efeito de folhas secas... um tom laranja e rosado estava nos lençóis das mesas. E nossa! Havia uma variedade espetacular de máscaras, parece impossível reconhecer alguém ali no meio, e também, devido aos convidados que cada um tinha direito de levar, há muitas pessoas desconhecidas na escola. Eu e as meninas nos dirigimos mais para o meio da quadra onde ficamos dançando e rindo juntas.
A noite estava sendo agradabilíssima, 5 caras vieram até agora falar comigo perguntando o meu nome, querendo me conhecer, claro que eu não dizia o meu nome verdadeiro, sempre dizia: Julieta. Mas nenhum dos caras era Andrew. Porque com certeza Andrew iria saber que era eu. Perguntei a um segurança as horas e já estava quase na meia noite. Quando realmente fosse meia-noite o relógio do colégio anunciaria, afinal ele é daquele relógios que na meia-noite e meio-dia ele faz um barulho estridente e alto. O do colégio ficava ao lado de um microfone, que era para a escola inteira ouvir, e essa seria a hora para o pessoal do ensino fundamental sair. Algum tempo depois finalmente ouço... TIIIIIIIIM, DOOOOOOOOOOOOOM, TIIIIIIIIIIIIIIIM, DOOOOOOOOOM... é parece que já é meia-noite, e o encanto de algumas cinderelas já estava acabando. Essa piada foi legal. Então vejo um cara, não sei bem a fantasia, acho que apenas quis usar uma máscara. Ele se aproxima e pergunta:

-Qual o seu nome bela fada?

-Julieta.

-E onde está o seu Romeu?

-Sabe que eu não sei... Acho que ele não vem. – fui bem sincera.

-Posso ser o seu Romeu esta noite?

-Sabe... É que apenas existe um Romeu para qualquer Julieta, me entende?

-Claro, menina do sol.

HÃN? ANDREW??

-Andrew?

-Olá Lucy.

-Nossa... pensei que não viesse... e também pensei que não fosse falar comigo...

-E então Julieta? Posso ser seu Romeu?

-Você sempre o foi.

Depois disso nos beijamos, as máscaras até que atrapalharam um pouco, mas nada que pudesse interferir aquele momento mágico. Sim, era uma noite mágica... Um momento mágico com um cara mágico. Tudo realmente parecia ter saído de um conto de fadas... Era como a história de Romeu e Julieta... Se apaixonaram em um baile de máscaras... Mas pode ter certeza que por mim essa história não terá um final trágico, e nem um desencontro com a de Hérmia e Mercúcio. O nosso beijo termina, e olho para aqueles olhos verdes, Deus, havia esquecido como eram lindos... Duas esmeraldas cintilantes, que me olhavam com tanto carinho.

-Você está muito mais bonita do que qualquer Julieta um dia poderia estar.

-E você está muito mais encantandor do que qualquer Romeu um dia poderia estar.

Ele se ajoelha, como quem vai pedir a mão de alguém em casamento. Ele segura a minha mão e fala:

-Julieta Capuleto, aceitaria namorar com Andrew Cloney?

-Sim. Lucy Rondon aceita namorar com Romeu Montecchio.

ISSO COM CERTEZA FOI A COISA MAIS FOFA E ROMÂNTICA QUE EU JÁ VIRA EM TODA A MINHA VIDA. Ele levanta-se e me beija, um beijo tão carinhoso... Nossa... Quando paramos ele me pega pela mão e me leva à um grupo de pessoas, que lá ele identifica:

-Afonso – a medida que fala os nomes ele aponta para a pessoa correspondente – Dayanne, Djim, Sophy, Mina, Wanessa – agora ele aponta para mim – esta é a minha namorada Lucy. – eu não acredito que ele fez isso... Não na frente de Wanessa. – Onde está o Petter para eu falar da novidade?

-Ah... – Djim, que estava abraçado a Sophy, fala – ele está ficando com uma fadinha de máscara preta e vestido verde

-Sério? É a minha amiga Rachel.

Todos rimos, mas aí Wanessa grita:

-COMO ASSIM SUA NAMORADA? NÃO!

Ela vem para cima de mim, mas Andrew entra na frente e fala:

-Não se atreva, Wanessa.

Ela o encara, e depois desaparece, então chega a vez de Mina:

-Petter está com a Rachel? Djim você tem certeza do que ta falando?

-Claro. Eu vi quando ele se aproximou dela. E a Lucy confirmou a roupa dela.

Mina tira a máscara e foi então quando pude ver seus olhos marejados de lágrimas que começaram a escorrer como se tivessem vida própria, ela tapa o rosto e corre em direção ao banheiro, olho para as pessoas ali presentes como se procurasse por alguma explicação, até que ela chega, era Sophy:

-Mina sempre foi apaixonada por Petter.

-Sério? – isso é realmente uma novidade para mim.

-Ahn... Vem cá Lucy.

A sigo, ela me leva para um pouco distante do pessoal, sinceramente isso é bem estranho para mim, o que ela queria me falar? Então ela começa:

-Sabe Lucy. Eu gostaria de te pedir desculpas, pelas vezes que te humilhei ao lado da Wanessa. Bem... Eu realmente não me importo muito com o que pense, mas antes queria tirar essa imagem que tem de mim.

-Porque isso agora? Falsidade tem limites, Sophy.

-Ai... Calma. É que na verdade todas nós apenas nos aproximamos da Wanessa porque ela conhecia esses meninos, e todas nós queríamos alguma maneira de conhecê-los, então, eu, Dayanne e Mina combinamos de nos tornarmos amigas dela por isso. Eu sei que foi uma tremenda falsidade de nossa parte. Mas Wanessa nos tratava tanto como capacho que isso é meio que uma maneira de vingança.

-Bem... É tudo meio que uma surpresa.

-Ah, tem mais. Mina só ficou falsa contigo porque ela era a pessoa mais próxima de você, e Wanessa queria te atingir de alguma forma. Mas Mina ainda gosta muito de você.

-Sério mesmo. Eu não acredito.

-Tudo bem. Eu não me importo. Mas olha... Por alguma razão Wanessa sempre te odiou. Dayanne acha que no fundo ela tem inveja de você. Apesar deu também achar que você não tem lá os maiores atrativos em uma garota. Bem... precisava apenas esclarecer essas coisas.

-Ahn... apesar deu não ter acreditado em nenhuma palavra do que disse. Até que foi bem elaborado.

-Ah... Como queira. Não me importo.

-Mas... Já que me falou isso. Tenho algo importante para a sua amiga Dayanne.

-O quê?

-Afonso não é um cara legal. Ele vai iludir a sua amiga, e depois destruir a vida dela. Eu tenho uma amiga que ele fez exatamente isso. E só estou avisando porque não desejo o que aconteceu com ela a mais ninguém.

-Mas ele nunca ficou com ninguém do colégio... pelo menos ninguém que vá ser uma amiga sua.

-Como você disse... Não me importo. Mas apenas precisava avisar. Se gosta realmente dela como amiga, previna-a dele. Ele não presta.

-Esta bem. Leve as coisas que te disse a sério, que levarei as que me disse.

-O.K.

Voltamos a nos juntar com o grupo, quando vejo Sophy chamar Dayanne para conversar em um canto. Até agora nenhum sinal de Mina, e muito menos de Wanessa. Andrew me pega pela mão e vai me levando para fora da escola. Pergunto a ele:

-O que vamos fazer?

-Queria ficar um pouco a sós com você... Longe da multidão. Também quero poder olhar para o seu rosto sem essa máscara. Há alguns seguranças do lado de fora, estaremos seguros. Se não se importar claro.

-Por mim tudo bem.

Vamos para o lado de fora da escola, na verdade não ficamos muito longe do portão de entrada, ficamos a uns 2 metros só dele, Andrew se encostou na parede, tirou a minha máscara e tirou a dele, então ele falou:

-Agora sim... Posso olhar para o rosto de que senti tanta saudade. – ele me beija – como eu senti sua falta Lucy... Falta do seu olhar... Falta do seu cheiro de cereja, do seu beijo – ele me beija de novo.

-Eu tenho cheiro de cereja?

-Tem. – ACABO DE CONFIRMAR! SIM, EU SOU A HERDEIRA DE HÉRMIA! – não sabia?

-Não. – rimos juntos. Eu o beijo, passo meus braços ao redor de seu pescoço, e ele ao redor de minha cintura. Paro de beijá-lo, acabo de identificar o cheiro dele – você tem cheiro de baunilha.

Ele ri. Então me olha nos olhos, tão fundo que acho que podia ler minha mente se quisesse então ele fala:

-Lucy... Eu te amo.

Olho bem para os olhos dele também, ele parecia ter dito aquilo de todo o coração, então respondo:

-Andrew, eu também te am...

Mas antes que eu pudesse terminar vi uma mão aparecendo do nada na minha frente com um pano... E um cheiro forte... Aii...

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