De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

domingo, 22 de março de 2009

Capítulo 38 - Disfarçada

“Caminho até Andrew, olho bem para o seus olhos e falo:

-Me desculpe Andrew. Por favor me perdoe.

-Agora é tarde Lucy. Avisei que não te esperaria. – Wanessa aparece e ele a abraça, então Beatrice do outro lado – Tarde de mais menina do sol. Agora elas são a Hérmia e a Julieta.

-Não. Andrew não. Ela é uma louca, doente. E essa daí não presta. Elas não são as descendentes. Elas não te farão feliz jamais ANDREW...

Lágrimas escorrem pelo meu rosto, ele apenas ri debochadamente de mim e me da as costas abraçado com elas, que riam, sentindo uma inexplicável vitória. Fico só, sentindo um frio horrível, uma dor no peito que não sei explicar...”

(Eu imaginei Beatrice assim como Andrew a drescrevera)Acordo de um pulo na cama, meu rosto está coberto de suor e lágrimas. Estou arfando, só em lembrar do pesadelo mais lágrimas descem, levanto decidida a tomar um bom banho. Está fazendo um calor infernal ou sou apenas eu que estou suando? Olho para o relógio, eram 07:00, pelo menos havia uma hora para eu me arrumar antes de ir para o colégio. Saio do quarto e não há sinal de vida pela casa. Que estranho. Tomo o meu banho, ponho uma roupa e ao chegar na cozinha encontro a mesa sem nenhuma comida. Mas afinal o que está acontecendo? Como pão (que por sinal está duro) e bebo água (o que faz com que eu fique empachada), olho para a porta da geladeira e noto um bilhete, nele havia escrito: “Kat começou a sentir fortes contrações hoje. Corremos para o hospital, qualquer grande notícia ligaremos. Desculpe não ter feito nada para você comer, mas você pode se virar, beijinhos. Mamãe”, agora está explicado... será que minha afilhada está nascendo? Aiaii, tento esquecer isso, preciso ir ou vou me atrasar. Pego as minhas coisas e ligo para o Jeff. Cai na caixa postal. DROGA! Vou ter que ir andando. Espera... Hoje é terça-feira... Dia...30. ANIVERSÁRIO DO ANDREW. Droga. E eu não estou falando com ele. Já sei, falarei com ele hoje na escola, isso se ele não faltar como ontem. Espero que dê certo.
No caminho noto que Wanessa está atrás de mim, mas ela não estava sozinha, estava com as amigas. Acho que dormiram na casa dela, mas graças a Deus estavam distantes... Não quero que elas me vejam. Procuro algum lugar para me esconder, avisto uma loja à alguns passos e entro, fico esperando até elas passarem, porém elas resolvem entrar na loja, droga, elas vão me ver, olho para frente e vejo um chapéu, feio, mas fazer o que? Enrolo o meu cabelo e coloco o chapéu, se elas vissem a minha cabeleira loira logo iriam me reconhecer, depois vejo um óculos escuros, eram grandes o suficiente para esconder as minhas sardas... Agora preciso de algo para esconder a farda do colégio, noto que há um poncho peruano – gente adorei esta loja, tem de tudo – jogo o poncho por cima de mim, escondo a bolsa embaixo dele e finjo que estou observando outras coisas. Devo estar bem disfarçada: Chapéu verde lodo estilo pescador, óculos escuros dos anos 60 que me deixam mais parecida com um zangão que uma pessoa, e um poncho peruano. Que por sinal era quente pra caramba, e com o calor que esta fazendo hoje, tenho certeza, vou derreter. Tento esquecer o calor, e me concentrar nelas. Não há possibilidade delas me notarem ali. Wanessa chega no balcão e fala:

-Bom dia, Carl.

-Bom dia, gatinha – hahaha, ele realmente não tem senso de beleza – o que deseja?

-Bem – olho pelo canto do olho, ela coloca uma nota de £50,00 no balcão – quero ver o que deixei aqui.

-Ah... Ele está lá dentro te esperando, e tem uma moça lá com ele. – ele? Não era uma encomenda?

-QUÊ? Ah... Já sei quem é. Droga. Vou me livrar dela. – Mas do que diabos estão falando?

Vejo Wanessa entrar por uma portinha que estava atrás do vendedor, as amigas dela ficam esperando, Mina olha para o local onde estou e caminha em minha direção. Droga, será que ela me reconheceu? Fico estática, apenas esperando ela falar comigo. Ela fica ao meu lado olhando umas pulseiras redondas e de plástico, parecia interessada nelas quando ela cochicha:

-Lucy? – DROGA

-Que é? – cochicho em resposta

-O que está fazendo aqui... e assim?

-Comprando.

As meninas falam com Mina:

-E então, algo de interessante? – MERDA. MINA VAI ESTRAGAR O MEU DISFARÇE PERFEITO.

-Não. Nada, apenas umas pulseiras. Mas podemos achar melhor. – antes de sair de perto ela cochicha – continue aí, e verá algo interessante.

Hãn? Mas do que carambolas ela estava falando? Será que realmente acreditou que eu estava querendo comprar algo? E porque não me entregou para suas amigas? Ela realmente é estranha. Então de repente vejo Monique sair da mesma porta que Wanessa entrou. MAS O QUE BEXIGA LIXA MONIQUE ESTÁ FAZENDO AQUI? Ela olha para Carl e fala:

-Voltarrei mais tarrde.

Impossível dizer agora que não era Monique, com este sotaque. Ela sai da loja. Sério, agora não estou entendendo nada. De repente Wanessa reaparece, olha para as meninas e fala:

-Eu não disse. Ele fará o encomendado.

-Não é perigoso Wan? – Mina tinha um certo ar de terror em sua voz.

- Não. Eu sei o que estou fazendo.

- Tem certeza do que quer? Ele vai... – Dayanne ia falando

-CALE A BOCA – Wanessa interrompeu imediatamente – mantenha a sua boca calada, entendeu? – ela olha para mim discretamente. Não acho que tenha me reconhecido, apenas acho que ela pensa que é uma outra pessoa qualquer.

Dayanne concordou com a cabeça, parecia se sentir culpada agora. Então todas foram embora, ainda podia ouvir suas vozes quando Mina falou:

-Esperem. Acho que esqueci minhas pulseiras lá.

-Como? – Sophy perguntou.

-Provei as da loja e deixei as minhas lá.

Olho para o local onde ela estava, mas ela não havia esquecido nada. Ela entra, discretamente volta ao local, acho que para o balconista não a viu. Então cochicha para mim:

-Viu? Eu te disse que ia ser interessante. Agora Wanessa não pode saber que eu falei com você e muito menos que esteve aqui. Espere alguns minutos, depois saía. E tome muito cuidado Lucy. Wanessa está... – ela é interrompida

-VAMOS MINA. – Wanessa grita do lado de fora.

Ela me olha e sai. Nossa... Não acredito, ela estava me ajudando? Mas por quê? Será que contaria para Wanessa que eu estava ali? E porque falou para eu ficar? Para ver Monique saindo? Mina sabe que Monique é minha professora porque quando éramos amigas eu já havia lhe apresentado. E afinal, o que Monique estava fazendo aqui? E com a pessoa que Wanessa deixara? E como Wanessa deixou alguém numa loja? Enlouquecerei se permanecer pensando em coisas sem nexo e sentido, e o pior... Em baixo desse calor. Tiro o ponche e me dirijo à saída. Olho, as meninas haviam sumido de vista já, mas uma voz me interrompe:

-EI. NINGUÉM SAI SEM PAGAR!

Droga, esqueci que estou usando este chapéu e óculos ridículos. Volto e os coloco de volta no lugar, peço desculpa e saio rapidinho dali. Que vergonha. O balconista Carl deve estar pensando que eu realmente queria roubá-los, nunca mais voltarei aqui.
Enquanto caminho até a escola vou tentando achar uma conexão para tudo. Mas nada parecia encaixar-se. Nada parecia ter algum tipo de ligação. Aiii... Minha cabeça daqui a pouco vai começar a doer. Acho que voltarei aqui para ver o que Monique fará. Porém dessa vez disfarçada com minhas próprias roupas por três razões:
1ª Carl não me reconhecer.
2ª Monique não me reconhecer.
3ª Eu sem querer não roubar nada daqui.
Preciso conversar isso com alguém, penso de imediato em Andrew. Mas acho que terei de conversar com Georgie mesmo.

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