De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Capítulo 11 - Beatrice

N/A: Será fevereiro em meia hora tah!? ahuahuahua. Não aguentei. Beijos!

A casa dos meus avós é quase uma mansão a beira mar, cheia de coqueiros e muita areia branca. Não vou mentir, minha família tem posses, meu avô é dono de uma empresa que fabrica carros do exercito, carros para uma perseguição policial, carros fortes, coisas do gênero. Meu pai é policial, na verdade é delegado. Todos os meus tios trabalham com algo relacionado a segurança, acho que por isso todos são tão rigorosos. O pai da Beatrice, é o meu tio Winston e ele é da aeronáutica, ele nem tem idéia que a filha dele é uma... coitado. Ao chegarmos logo uma porção de empregados vem recolher nossas malas, a viagem deve ter demorado umas 3 horas portanto ainda estava de noite e por precaução coloquei Benoit no colo, na casa de meus avós há uma gata, Champagne, e um papagaio, Tony, nunca gostei dele, e muito menos da gata, um dia quando eu puder, coloco ela na gaiola do papagaio e assisto para ver no que dá. Isso seria bem interessante. Aquela gata que não se atreva a fazer nada com Benoit, porque se não o seu fim estará muito mais próximo do que ela imagina.
Caminhamos até a porta de entrada, havia um grande terraço, bem claro e com redes e várias cadeiras e banquinhos, em algumas partes víamos umas mesas, meus tios costumavam reunir-se nelas para partidas de pôquer, eu sempre adorei assistir, acho que neste fim de semana chamarei os meus primos para uma partida, seria interessante se quem ganhasse, ganhasse também uma noite com a priminha querida Beatrice. Hahaha...
Na porta estavam os meus avós, correram e abraçaram meu pai, depois falaram comigo e meus irmãos, minha avó ao ver o Benoit exclamou:

-Oh, mas um canino nesta casa!

-Calma vó, ele é calminho, não solta pêlos, não destrói as coisas, e suas necessidades eu limparei. E ele passará todo o seu tempo brincando com as crianças, ele não é agressivo.

-Mantenha o seu pulguento longe da Champagne está bem?

-Vó, acho melhor ela ficar longe dele.

Falando isso dei uma piscadela para ela e entrei em direção a escada que levaria ao 1ª andar onde encontrava-se meu quarto, resolvi deixar o Benoit por lá por enquanto, pelo menos até o jantar terminar. Cada neto tinha seu quarto, e cada filho o seu também. É, é uma casa realmente grande.
Quando desci, todos estavam ainda se cumprimentando, meus três tios, e minhas duas tias, parecia que não se viam há anos, quando fazia no máximo um mês. Vou caminhando em direção à cozinha, queria falar com a cozinheira, beliscar um pouco da comida e saber o que teria pra jantar, ao sair do pé da escada e dobrar o corredor dou de cara com nada mais, nada menos que... Beatrice. Ela estava linda, usando um jeans colado, uma blusinha com um decote maravilhoso, era a visão do paraíso, quando há vi não queria parecer surpreso, então fui bem direto:

- Oi.

- Ooii, priminho... Como anda?

- Sobre duas pernas ainda. E você?

- Sobre um par de saltos, e muitas vezes de avião.

Sorrio e continuo o meu caminho, sabe que ao olhar para ela hoje não vi mais tanta emoção como via quando era mais, apenas um par de seios, uma bunda grande e uma vagina. Desculpem-me mas é verdade. Ela não tem nada de interessante a não ser isso. De repente sou puxado por ela e jogado contra a parede:

- Ei... Nossa como você foi frio priminho... Achei que estivesse morrendo de saudades de mim.

- É, Beatrice... Mais uma vez enganada. – ela está passando a mão pelo meu tórax.

-Nossa priminho... Andou malhando não foi... – ela olha para um lado e depois para o outro, chega bem perto da minha orelha e sussurra – esta mais gostoso do que nunca.

- É. Eu sei. Já você parece que continua a mesma. Agora me solta que eu estava indo para outro lugar.

Saiu de perto dela, ela ficou meio sem entender, e sabe que nem eu mesmo estou entendendo. Ela me enoja e tudo o mais, mas é óbvio que eu transaria com ela. Mas a única pessoa que veio na minha cabeça quando ela encostou a boca na minha orelha e sussurrou foi a Lucy... Nada me tira da cabeça aquela cena... A Lucy é completamente diferente da Beatrice... Nossa eu nem devia colocar o nome delas na mesma frase. Ao chegar na cozinha um cheiro delicioso de peru me invade, minha boca encharcou ao sentir aquele cheiro divino...:

- Nossa...Janini... Mas que perdição hein? Está com um cheiro delicioso.

- Oh, Andrew. Não te vi entrar, venha cá, tem alguns salgados aqui para você. – ela apontou para uma mesa que estava cheia de bandejas com guloseimas diferentes, e em uma delas uma bandeja cheia de cachorros quentes – aí está, essa foi feita pensando em você.

Eu sorrio e agradeço, vou até lá e devoro um inteiro... Cara cachorro-quente é bom de maaais...

- Ahaa... peguei você no flagra viu rapazinho, mas só pode comer isso não é? Por causa da diabetes?

Paro exatamente no momento que estava colocando o segundo pãozinho inteiro na boca e concordo com a cabeça. Era o meu avô que entrou sorrindo na cozinha, olhou para um lado e depois para o outro, (ele sempre me incentivou nessas comidas já que eu não posso doces), e devorou um também exatamente como eu fizera minutos antes, nós dois sorrimos, ele coloca a mão nas minhas costas e me guia até a sala de jantar:

- Eu também adoro isso Andrew. Mas vamos jantar, se não sua avó enfarta. Hahaha.

Sorrio e concordo, caminho até um local vazio na mesa entre meu pai e Gina, e infelizmente fiquei na frente de Beatrice.
Começamos o jantar com a oração de sempre, depois de algum tempo de conversa à mesa agradável, quando estou colocando mais um pedaço de peru na boca sinto algo mexendo no Meu*, olho para baixo e vejo um pé mexendo lá... E nossa como estava bom, quando direciono meu olhar para frente, Beatrice está olhando para mim e rindo... Cachorra... Aiii... Levanto da cadeira fazendo um estardalhaço e todos param e ficam olhando para mim, estou vermelho e arfando, minha tia Vivian me pergunta:

- Nossa, Andrew. O que aconteceu, você está parecendo transtornado.

- Tia, acho que perdi o apetite. Com licença.

Falando isso peguei meu prato e saí em direção à cozinha. Aquela cachorra não tem limites.
Saio da cozinha pela porta dos fundos, resolvo caminhar na praia, quem sabe sentir um pouco a água e a areia nos pés me farão bem. Ao caminha sinto a brisa do mar, é muito relaxante, e só consigo pensar como seria se Lucy estivesse aqui comigo, se eu estivesse acariciando seu ombro, passando a mão envolta de seu pescoço, por baixo de seu cabelo liso e delicado... Lucy, Lucy... eu vou te conquistar, sei que vou... Se eu não conseguir isso, não conseguir ter você comigo por pelo menos um dia, você só pra mim... resolvo sentar-me na arei e ficar olhando as ondas do mar. Rio de tristeza ao lembrar que a última coisa que ela vá querer é dizer palavras carinhosa para mim. Qual é o caminho do teu coração Lucy?... meu devaneio é interrompido por uma voz de cachorra vindo às minhas costas:

- Gostou não foi? De um carinho...

- Será que você não me deixa em paz nunca não?

- Qual é Andrew... – ela começa a se aproximar de mim, põe a mão nas minhas costas e começa a me alisar – eu não posso acreditar que vá me negar... – ela encosta a Sua* nas minhas costas.

- Beatrice, pára com isso... Parece que não cansa disso...

- Andrew... – agora ela começou a se esfregar em mim... Não tem homem que agüente isso... – Andrew... Porque não matamos a saudade de nosso tempo?

- Beatrice eu já...

Antes que eu terminasse a frase ela veio para a minha frente, colocou uma perna de um lado, a outra do outro, me deitou na areia e começou a me beijar... me alisar... essa cachorra enlouquece qualquer um...

- Vamos lá Andrew... Eu sei que você quer...

Ela começa a abrir a minha calça e acariciar o Meu*...



Estou deitado na cama do meu quarto, e Benoit está ao meu lado, acabei de sair do banho, estava todo sujo de areia, resolvo compartilhar o que sinto com Benoit:

-Transei com aquela cachorra na areia da praia... Continua gostosa... Inacreditável como ela consegue o que quer.

Olho para Benoit ele está olhando para mim como se tivesse nojo de mim, ele desce da cama e deita-se no tapete ao lado, olho para ele intrigado e indago:

-Que é? Sabia que ela é gostosa? E poxa... A carne é fraca. Queria saber se aparecesse uma cadela muito da gostosa se esfregando em você para ver se você suportaria. Mas afinal do jeito que Beatrice é cachorra cuidado para ela não dar em cima de você também.

Benoit olha para mim e bufa, Ah, fala sério levei um fora de um cachorro... É melhor eu ir dormir antes que os mosquitos do quarto virem meus psicólogos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Capítulo 10 - De Cereja

N/A: Queria MUITO colocar este capítulo, por isso não aguentei esperar. Capítulo 11 só em Fevereiro. Beijos!!

“Ela se aproximou de mim, parecia que ia me beijar, seria bom de mais para ser verdade, a medida que ela se aproximava seu cheiro de cereja aumentava, finalmente ela chega à minha orelha e sussurra:

-Gosta de desafios?

-Adoro.

-Resposta certa.

-Pergunta certa.”

Essa cena não sai de minha cabeça, essa garota não sai de mim. Eu não posso acreditar que ela ache que eu vá ficar com Wanessa, e Mina quer outro cara... pelo amor de Deus... aquelas meninas não valem nada, se oferecem pro primeiro que aparecer, passam um papel horrível... já Lucy não... Lucy, oh Lucy... Porque você é tão diferente? Porque seus olhos parecem ser tão transparentes mas você tão misteriosa? Como você consegue ser irritante mas ao mesmo tempo engraçada? Passar apenas alguns segundos com você já me fazem perder os sentidos e me fazer misturar os contrários e transformar o quadrado no redondo. Eu ainda vou saber Lucy... ah vou, ainda vou saber qual o gosto da tua boca... mas você me magoa a cada vez que coloca o que sinto no chão... a cada vez debocha. Mas vou te provar Lucy, vou te provar que não sou o que pensa.
Meu devaneio é interrompido ao ouvir algo na minha porta, como alguém arranhando a porta, abro e lá está ele, Benoit, meu cachorro, é um Beagle, nem um ano tem, ele devolveu a vida a nossa casa depois que... depois daquele acidente que me tirou a minha melhor amiga, que me tirou a única pessoa com quem conversar, a única pessoa que me fazia ver que, ser eu mesmo, valia mais a pena do que ser qualquer outra pessoa na face da terra... minha mãe. A vida desde então não vem sido fácil, eu sou a pessoa mais próxima da minha irmãzinha Gina de apenas 5 anos... Tive que dizer a ela que a mamãe foi morar com as estrelas. E meu pai, William, acho que é como se ele não tivesse mais motivação, chega do trabalho cansado, janta e vai ver TV, algo meio que automático, ele se transformou em um robô, já o Mike, meu irmão mais velho (ele tem 24 anos), parece que para esquecer do que aconteceu resolveu ocupar todo o seu tempo, com o amado Judô, agora ele conseguiu se associar a academia, é professor de crianças, e eu pratico judô lá, consigo algum desconto. Ela faleceu nessas férias de verão, foi em julho. Depois daquele dia parecia que nada mais ia ser como antes, e eu estava certo, nada foi. A casa ficou as moscas, meu pai que ainda chegava a trocar algumas palavras de carinho comigo, agora nem isso, simplesmente me pressiona para que eu seja um filho prodígio, um filho perfeito, quer que eu seja ótimo no judô, nas notas, e quer que eu viva pegando mulher adoidado, acha que para eu provar que sou macho tenho que aparecer com muitas, e ainda por cima exige que eu seja ótimo filho em casa também, além de que ele vive me lembrando que se eu for para Cambridge eu me darei bem, porque ele não foi, e diz que não tem a vida que queria ter, ele disse que não foi para Cambridge porque nas férias ele havia conhecido mamãe e se apaixonado. Ele disse que resolveu seguir o coração, e que agora tinha uma vida infeliz, e acha que devemos ir para lá. O Mike não foi, e ele vive falando isso para ele. Toda vez que vê um panfleto de lá, ele logo vem me mostrar, ele não quer que eu tenha uma vida, ele quer que eu tenha a vida que ele queria ter, ele vive me dizendo como será a minha esposa, qual o carro que eu vou comprar e até como vai ser a minha casa... é um inferno.
Faço carinho embaixo da orelha de Benoit, fui eu quem deu este nome, Benoit é francês. Para falar a verdade eu não quero ir para Cambridge... quero ir para a França tentar uma vida de artista, não quero me gabar nem nada do tipo... mas eu até que pinto bem, claro que nunca falei nada para meu pai nem para meu irmão, mas Gina adora os meus desenhos, de vez em quando pego ela tentando fazer parecido, normalmente desenho no caderno da escola, meu pai nunca compraria uma tela e um cavalete para mim, então tento me conformar em fazer desenhos de bonecas para a Gina também... Mamãe adorava os meus desenhos... Dizia que eu ia virar um artista. Depois que ela se foi. Mas eu não desisti da vida não, quero conseguir tudo com o que sonho para provar ao meu pai que vou ter a minha vida e não a dele.
Ouço alguém batendo a porta e é ele:

- Andrew? Está acordado?

- Claro pai, diga.

- Arrume suas coisas que vamos viajar agora à noite.

- Mas agora? Para onde?

- Hoje é o primeiro fim de semana desse mês, não sabe que sempre vamos à casa de seus avós.

- Ah, sim claro, já vou me arrumar. E vou levar Benoit.

- Está bem, mas você cuida dele.

- Ta O.K. pai.

Levanto da cama e Benoit se afasta, pego a minha mochila mais antiga e começo a jogar algumas mudas de roupas de qualquer jeito nela, sabe, organização nunca foi bem minha melhor qualidade. Depois olho para Benoit, ele abana a cauda, preciso achar alguma bolsa para colocar as coisas dele, e claro tem que ser pequena. Falarei com quem entende disso.


- Gina...? Posso entrar – vou ao quarto da minha irmã, como ela é uma criança acredito que tenha uma bolsa velha e pequena para emprestar ao pobre Benoit.

- Pode entrar.

- Gina você por acaso teria alguma bolsa azul ou verde, que você não use mais.

- Por que? Você está precisando de uma bolsinha é Andy?

- Haha, não Gina, é o Benoit não sei onde colocar as coisas dele. Por isso pensei que talvez você pudesse dar alguma bolsa para ele, afinal as minhas são muito grandes.

- Haha... Está bem. Mas chame o Benoit, para que ele mesmo escolha.

Sorrio e confirmo com a cabeça, chamo por ele, ele vem correndo e adentra o quarto de Gina, as vezes acho que ele entende o que digo. Gina coloca umas cinco bolsas de diferentes tons variando entre azul, verde, rosa e amarelo... Como uma menina nessa idade já tem tantas bolsas assim? Acho que eu mesmo só tenho duas e olhe lá. Benoit parece hesitar mas ele termina optando por uma verde de tamanho razoavelmente pequeno. Agradeço a Gina com um beijo na cabeça dela, pego a bolsa e sigo ao meu quarto. Recolho os pratos de comida dele, brinquedos, e até uma camisa que ele tem com a bandeira da Inglaterra.

- Andrew, não te contei não é?

- O quê pai?

- Que Beatrice estará lá.

- Não, não havia me falado. Mas o que é que tem? Ela não vem para cá há anos mesmo.

- Ah, Andrew, estamos só nós quatro aqui no carro... Pode falar, você ainda tem alguma paixãozinha por ela não é?

- Não pai – começou – não tenho nada haver com a Beatrice, eu era afim dela quanto tinha uns 13 anos pelo amor de Deus. Eu vou fazer 19. Não acha que já se passou tempo o suficiente para amadurecer não?

Papai adora ficar me lembrando que fui apaixonado pela Beatrice, ela é mais velha que eu dois anos, minha prima, filha do irmão mais velho de meu pai que fora do exército. Uma coisa não posso negar: a Beatrice é linda, cabelos pretos pelo ombro, um belo par de olhos verdes, pele bronzeada, curvas maravilhosas, ela é tudo o que um cara poderia desejar... e eu a tive. Na verdade eu tinha 14 anos quando tive algo com ela, algo que ninguém sabe, nós ficamos e transamos, foi a minha primeira vez, depois disso nos encontramos as escondidas mais umas 3 vezes, e transamos em todas elas. O único problema é que ela não gostava de mim, só se divertia e eu como um bobo apaixonado fui me deixando levar... muita estupidez. Depois ela se despediu de mim há uns 3 anos e desde então ela saiu viajando pelo mundo e nunca mais voltou a ver a família. Não sei mais como ela está, se bonita ou feia, se continua com aquele corpo e aquele sorriso que leva qualquer um para a cama. A única pessoa que sabe disso é o Mike, quando ele soube me contou que também transaram, hahaha, rimos muito, ela dá para quem aparecer... é mulher só pra isso mesmo. A última vez que transei foi com minha última namorada ano passado. Ela não é da escola, até porque não queria que ninguém ficasse sabendo, era meio que escondido do colégio, os caras ficariam me atazanando com detalhes e querendo conhecer, o nosso rolo nem era tão sério assim, acho que baseava-se a apenas algumas palavras e depois sexo. Nós dois concordávamos em permanecer daquele jeito, mas ela disse que achou um cara bacana com o qual queria algo sério e então terminamos. Um homem não consegue ficar muito tempo sem uma mulher, é natural nosso. Claro que venho sentindo muita falta, mas nada que me faça subir pelas paredes, sou um cara controlado, por enquanto minhas companheiras são as revistas. Não estou tão ansioso para ver a Beatrice não, ela me enoja.

Capítulo 9 - Topa o desafio?

Tive uma idéia: vou para a quadra, é parece que ela está se tornando minha companheira de gazear aula. Quando chego lá, adivinha quem eu encontro? Sim. Andrew, Djim e Petter, pelo menos Mina não está perto. Resolvo me sentar na arquibancada oposta a deles, não quero muita conversa hoje não, e àquela distância não teria como me reconhecer, porém enganada estou. Quando sento e me acomodo ouço:

- Lucy, vem pra cá ficar com a gente. – é o Andrew. Só pode ser brincadeira né?

- Tem certeza mesmo? Porque hoje o meu humor está terrivelmente sarcástico e eu estou querendo estrangular o primeiro que me falar uma besteira hoje. – dessa vez peguei pesado.

- Não tem problema eu estou totalmente paciente e tolerante hoje. E eu luto judô, acho que não conseguiria me estrangular nem se eu estivesse de olhos vendados.

É O QUE? ME DESAFIOU? E ELES ESTÃO RINDO. Atravesso a quadra andando e vou até eles.

- Ta meio estourada hoje por quê? – é melhor ficar calado Djim.

- Porque a imbecil da professora me acordou quando eu estava muitíssimo bem dormindo na aula dela – por acaso tenho cara de palhaça? Eu joguei torta na minha cara? Porque todos estão rindo de mim.

- Lucy você é fantástica, conta como foi isso. – daí narrei como foi toda a história, e adivinha? Quando terminei a palhaça deve ter feito um novo número porque eles estão rindo pra se acabar.

- E nisso você saiu de sala e veio pra cá sem dar a mínima explicação pra ela de nada?

- Claro! Ela atrapalhou meu sono.

- HAHAHAHAHAHAHA – sim eles estão rindo, então quando estão mais calmos o Petter fala – Sério, ta legal e tudo mas eu preciso ir agora, vai ser aula de física e eu não sei de nada. – que desculpa fajuta Petter.

- Ah eu vou com ele, me dei mal pra caramba ano passado – e lá se vai o Djim também.

Fiquei só com o Andrew, sabe quando fica aquele silêncio desagradável no ar? Pronto está acontecendo agora, ah que saco tenho que falar alguma coisa:

- Você não precisa de aula de física não?

- Não, na verdade eu adoro física e entendo, minhas notas são boas, não preciso estar preocupado com isso, só me dou mal mesmo em Biologia.

- Sabe que eu adoro biologia, as vezes é fácil outras vezes é mais puxado mas é divertido estudar.

- Divertido?

- Sério, eu começo a inventar musiquinhas, acredita?

- HAHAHAHAHAHA, não... HAHAHAHA, mas tudo bem

Sabe que ele até que me relaxa um pouco, e a risada dele é linda... Epaaa Lucy qual o seu problema fumou o que? Mas antes deu começar a me bater, ele perguntou:

- Você vai vir pro Baile de Máscaras Outonal?

- Acredito que sim estou procurando um vestido, mas acho que já achei, só falta falar com meu pai. E você?

- Já tenho a máscara e a roupa, acho que ta legal.

- Como é a roupa e a máscara?

- HAHAHA – qual foi a graça??? – Isso eu não te digo.

- Por que?

- Se eu disser você vai saber quem sou eu no dia do Baile, aí não vai ter graça.

- Ahh, realmente.

- Só há um problema. Como vou saber quem é você para ir dizer quem sou?

- Vamos fazer um código discreto com as mãos. Quando eu der legal de lado é perguntando se é você, se a pessoa me responder igual sei que é você, daí vou e te estrangulo para provar que eu consigo sim fazer isso. – daqui a pouco vou assusta-lo.

- Posso te beijar? – HÃN? É O QUE?

- Claro que não.

- Então no baile faço esse gesto com a mão e se me responderem saberei que é você aí te beijo para provar que eu consigo.

- HÁ HÁ HÁ, ta se achando de mais não? – FALA SÉRIO NINGUÉM MERECE. – Porque acha que eu te daria uma chance? E outra, porque quer uma chance?

- Porque eu acho que seria legal

- O que? Me beijar?

- Não. Te provar que eu posso te beijar. Somente porque você é difícil.

Olho bem para aqueles olhos verdes, chego bem perto quase o beijando, fico com a boca bem perto da orelha dele e pergunto:

-Gosta de desafios?

-Adoro.

-Resposta certa.

-Pergunta certa.

Cara, isso foi intenso, descolo dele e vou saindo, porém ele me puxa me colando de novo a ele, e tenta me beijar, mas eu viro o rosto, ele me da uma mordiscada no pescoço e na orelha... aiii, minhas pernas amoleceram, espero que ele não tenha percebido.

- Me solta seu metido – falando isso me distanciei dele – qual o seu problema? Acha que todas as garotas estão aos seus pés e dariam a vida para estar com você. Pois é, novidade eu não sou como elas, vai se agarrar com a Mina ou a Wanessa.

- Não fala assim. Me magoa.

- Oh, nossa como estou preocupada.

- Eu sei que você não é igual as outras. Você é um desafio, por isso eu gosto de você. Você é diferente

- Ah fala sério. Conta outra.

- Você não me conhece mesmo não é?

- Como assim?

- Deixa eu tentar me descrever da maneira como você me vê: popularzinho, metido, que vive com os amigos, maltratando e humilhando os outros, e que pega todas as garotas que aparecem... não é isso? – eu estou passada, pelo menos ele tem noção de como ele é.

- É isso mesmo, e eu sei que você é assim.

- Você devia parar de julgar as pessoas, porque você não gostaria que ninguém te julgasse, não é?

- Hã... É... Eu.. Mas...

- O que eu sou é muito diferente do que aparento ser. Eu gosto de você porque você é diferente, e eu queria muito que você tirasse essa idéia da cabeça. Te peço uma semana convivendo comigo, apenas uma semana para te provar como não sou o que você pensa.

- O que te faz pensar que eu toparia? Eu não tenho a necessidade de que você me prove que não é o que eu penso, isso não faria diferença pra mim. Tudo bem você é legal e tudo o mais. Mas eu não arrisco ficar próxima eu conheço os meus limites.

- É um favor, em troca de uma semana pra te provar isso, se no fim sua opinião não tiver mudado, eu prometo nunca mais te irrito com isso, só falarei com você de bem longe. Prometo que te deixo em paz.

- Seus amigos sabem dessa palhaçada?

- Claro que não, ninguém me conhece, e eu estou escolhendo você para mostrar. Sério mesmo. Me da uma chance?

- Fala sério, tudo isso é surreal, porque você se importaria em me provar isso?

- Eu já disse, você é diferente. E estou pouco me lixando com essas garotas que correm atrás de mim, querem alguém que não existe. Você não, você não gosta dessa capa. Adoro o seu jeito e tenho certeza que posso te conquistar se você me conhecer de verdade.

- Ta, ta, ta... Eu vou pensar ta? Mas se eu topar, tem gente que vai querer me matar por estar perto de você, começam com as letras W e M.

- Aff, aquelas garotas são psicóticas, Djim conheceu a Wanessa e ela nos apresentou as amigas, e só depois de um tempinho foi que a Mina apareceu, acho que já ouvi o seu nome numa conversa delas, mas quando elas notaram que eu estava ouvindo se calaram e nunca mais ouvi nada.

- Eu tenho uma longa história com a Wanessa e com a Mina, foram em etapas. Um dia te conto.

- Sabe que conversando assim você não parece me odiar.

- Eu não te odeio, mas nunca iria querer passar mais que 3 horas perto de você.

- Não se preocupe isso vai mudar.

- Eu ainda não concordei, eu disse que ia pensar. Agora já vou indo que a aula que vai começar agora é de geografia e eu tenho que assistir a aula para entender o assunto.

Saí rapidinho dali, não queria ter que sentir ele tocando em mim de novo, sério eu não odeio ele, mas só de pensar que ele se acha e que já agarrou 1001 garotas do colégio, o transformam em um garoto asqueroso, eca é claro que a resposta vai ser não.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Capítulo 8 - Que vontade de nada

N/A: Henrique, realmente, foi o carnaval! Se gostou de um outro aspecto sem ser o de Lucy então vai adorar o capítulo 10. Por enquanto é só isso que posso falar. E ah... o capítulo 8 é um tanto triste. Beijos!

A sexta-feira amanhece chuvosa, minha janela está embaçada pela névoa, está particularmente frio hoje, graças ao aquecedor do meu quarto que resolveu quebrar e a potência diminuiu, hoje não foi o despertador que me acordou, e sim pensamentos que na verdade não permitiram que meus olhos se fechassem, e mesmo que os tivesse deixado, estes não conseguiriam porque as lágrimas brotavam dos meus olhos e escorriam pela minha face indo por fim terminarem no meu travesseiro, não me achem uma pessoa preconceituosa, não sou, não estou assim pela pequena Lily, mas tentar ter noção de como será a vida dela me deixa triste, não por ela ter uma doença congênita, e sim pelas pessoas que terá que encontrar durante toda a sua jornada... Ela é capaz de tudo como todos, mas não será fácil surgirem oportunidades para ela, se a vida foi dura e ainda é comigo as vezes, eu que pelos dizeres do povo sou “normal”, para ela devemos triplicar, ela enfrentará não só barreiras de preconceito, como também pessoas que não tem preconceito mas a acharão incapaz de realizar tarefas normais como qualquer outra pessoa que pelos dizeres também é “normal”. Falando sério, quem é normal? Ninguém é! As pessoas só notarão que ela possui um problema pelo aspecto físico que é comum entre pessoas com Síndrome de Dawn, mas se prestar atenção, meu nariz não é igual ao seu, nem o dela será, meu olho não é igual ao seu, nem o dela será, minha boca pode ser ou maior ou menor que a sua, a dela também, então sério mesmo... O que a torna diferente? A fala? O movimento? Que se dane a hipocrisia do mundo! Ela será tão normal quanto qualquer um de nós, e quem não a reconhecer como tal é porque sinceramente é tão incapaz mentalmente quanto a dirá ser, à essas pessoas só tenho um sentimento que definitivamente é o pior de todos: pena!
Em algumas horas da noite pude ouvir soluços, acredito ter vindo do quarto de Daniel, ele não viu problema algum, acho que ele já havia pensado nessa hipótese, ele apenas ficou muito preocupado com o fato de ser uma gravidez de risco, ou ainda não absorveu ou já pensou em cada coisinha que pensei agora, mas Kat, ela é fraca, e acima de tudo preconceituosa. Como pode ela, que terá uma filha da maneira como ela chamou “defeituosa”? Ela não merece ter a Lily. Lily superará todas as expectativas previstas, e eu à ajudarei no que ela precisar e algumas vezes nem vou ajudar, para que ela possa aprender com seus próprios erros.


Estou à mesa do café da manhã, estão “todos” no mais absoluto silêncio, quando digo “todos” é porque só está à mesa, eu Daniel e mamãe; Kat, eu já sabia que não estaria, mas papai foi uma surpresa, acho que ele ainda está na cama, mas ele sempre me disse que “É sempre importante levantar todos os dias pela manhã e tomar um bom café em família”. Sinto vergonha ao lembrar que havia marcado com ele hoje para comprar meu vestido, acho que não terei coragem de lembrá-lo que é hoje que iremos à Madeimoselle Chick... Ah, já não é mais tão importante! Termino o café e ligo para Jeff, depois arrumo minhas coisas, despeço-me de mamãe e dou um beijo na face de meu irmão, meu beijo teve significado o qual ele entendeu porque olhou pra mim e me retribui com o mesmo, ele sabe que pode perder a filha amada a qualquer instante. Desço as escadarias, não uso o elevador porque hoje necessito de movimento, e não de ficar parada olhando minha própria imagem refletida na droga de um espelho de elevador. Quando chego na portaria Jeff acabara de chegar, caminho pacientemente e entro no carro, ele me cumprimenta com o matinal bom humor:

- Bom Dia! Srta. Filliart!

- Dia..

Foi o único som que minha boca seca foi capaz de emitir, e o mesmo nem foi tão forte assim, fico me perguntando se Jeff realmente ouviu algo, e se ouviu se entendeu a amargura que tais palavras conseguiram expressar, não digo só por mim, porque consegui absorver toda a preocupação de todos em minha casa.
Quando chego no colégio as meninas me cumprimentam normalmente, e Georgie pergunta:

- E aí Lucy, como foi a ultra-som da Kat ontem.

“- Nossa Georgie, Kat adorou as notícias e tudo está correndo bem com a gravidez, já até marcaram o dia do parto!”

Seriam as palavras que eu adoraria dizer á ela, mas a única coisa que sai é um grito abafado de tristeza, e lágrimas que começaram novamente a escorrer pela minha face... Recebo o abraço das três, e... Por um breve segundo tudo parecia estar bem. Tudo foi explicado, e no momento em que acabei o sinal tocou, e todos começaram a entrar na sala, meu rosto ainda estava inchado devido as horas de choro e angustia, meus olhos com olheiras assustadoras, eu realmente estou em um estado deplorável.
As aulas começaram, o aquecedor está fazendo um barulho contínuo e irritante, a professora tenta falar mais alto para superar o som, mas ninguém está a fim de prestar à mínima, que seja atenção nela, acho que todos devem estar esperando pelo sinal tocar avisando a última aula para fim da primeira semana de aulas, daí todos vão para as suas casas cuidar de seus problemas que são menores ou até maiores que os meus. Tudo está tão chato, Mina ao invés de pelo menos fingir que está prestando atenção na aula está se maquiando (FÚTIL), Georgie está escrevendo suas poesias, sim ela escreve poesias, Rachel está olhando fixamente para a professora, a Funnie está remexendo com o piercing em sua língua (acho que colocou ontem, ou eu não tinha reparado mesmo), e eu... Bem eu estou com um humor terrivelmente sarcástico, quando fico triste e não posso ficar só na minha depressão em paz, fico assim, às vezes trato alguém mal, mas no outro dia vou logo pedindo desculpas, fico com peso na consciência.
Olho para o lado de fora da sala (a porta é de vidro) e vejo que continua chovendo, penso que agora o Dan deve estar levando a Kat para o hospital, a família inteira parece que perdeu a vontade de viver, todos apreensivos com essa criança, queremos todos saber se... se ela vai viver ou morrer...
- SENHORITA RONDON, EU ESTOU FALANDO COM A SENHORITA! – hãn... mas o que é essa por...

Acordo com a professora de francês me dando um berro, olho ao redor estão todos olhando pra mim agora, penso que eu devo estar com uma cara amassada de quem estava dormindo tranqüila, mas aí pronto, chega este dragão de professora para me torrar o juízo, eu estava quieta sem fazer barulho na sala dela e ela ainda me acorda em baixo de gritos. Isso não foi legal.

- Srta. Rondon me explique isto por favor? – ta legal, deixa comigo dragãzinho nanica.

- O.K. eu vou explicar. De acordo com a biologia, o sono é decorrente do cansaço do corpo e da mente, e claro devido a esses fatores importantíssimos é que uma pessoa dormi. Dormir, ato de fechar os olhos e perder a percepção das coisas ao redor, podendo a até formar imagens com continuidade na mente chamados também de sonhos. Explicado ou ainda restam dúvidas? – todos na sala estão passados e ainda tem gente rindo, isso ta demais.

- Srta. Rondon, me respeite. Como ousa me desafiar desta maneira em frente a sua sala, repleta de seus amigos. Acredito que terei que lhe passar um castigo, acho que ir para a sala de Rita ter uma conversinha lhe fará bem. – HÁ HÁ HÁ

- Ah, fala sério. Eu vou ter que ouvir aquelas lições de morais mais uma vez eu já sei tudo decorado! Não obrigado eu não quero e nem preciso. E ah sabe o que é isso? – deixei minha mão meio fechada, fazendo assim com que a pele da palma ficasse comprimida, então falei – São rugas de preocupação com a senhora ou qualquer outra pessoa dessa escola.

Falando isso saí da sala derrubando o que estivesse na minha frente, e ao sair fui aplaudida calorosamente pela sala de aula, aff, quando eu voltar vão ficar me dizendo aquelas coisas muito chatas do tipo: “Nossa Lucy, que coragem”, “Lucy nossa heroína”, “Que é isso Lucy se rebelando?”. Ai que saco!

Capítulo 7 - Menino ou Menina?

N/A: Desculpem pela demora!! Final de semana agitado e a internet também não ajudou! Muito obrigada a todos vocês por estarem acompanhando. E Henrique... até agora tem sido um hobby, mas eu adoraria um dia publicar alguma obra minha. xD. ;**

Não, não gazeei mais aulas depois daquela de matemática... Estou agora em casa, me arrumando para ir com Kat, para sua ultra-sonografia, finalmente vou descobrir se vou ter UM afilhado ou UMA afilhada, que perfeito! Resolvo então que o melhor para se entrar num hospital é, uma calça jeans comprida, e uma blusa baby luck azul clara, com um ursinho na frente segurando um balão (sim, eu me empolguei nessa história de bebês!), estou nervosa, até parece que sou eu que sou a mãe... tenho que me controlar, chego na sala, encontro Kat, sentada esperando por mim, quando apareço ela anuncia:

- Lucy, vamos descer agora, o Dan já está lá em baixo e já ligou para Jeff, vamos? – concordo com a cabeço e vamos descendo

- E aí Kat, nervosa? – mas que pergunta hein Lucy!

- Na verdade não muito, o enxoval que nós compramos foi verde claro, que tanto faz!

- A maioria das mulheres prefere ter meninas, você também é assim?

- kkkkkkkkk, o mais engraçado é que não, eu prefiro ter um menino, sabe, criar um rapazinho, já o Dan, está louco por uma menina, quer paparicar a garota, ver a mocinha crescendo... Sei não, somos um casal fora do comum! – kkkkkk, meu irmão é hilário – Mas, sabe de uma coisa, não comente nada com ele, ele não pode saber que estou te contando isso, mas, uma vez ele me confessou que queria que nosso bebê fosse menina para que quando crescesse fosse que nem você, ele te ama muito Lucy, e te admira, ele também me disse que queria sentir o mesmo orgulho que seu pai sente de você, com a nossa filha. – Ai... Estou sem palavras... Que fofo, meu irmão me admira, e papai sente orgulho de mim? Calma Lucy, não chora, não chora...

- Ai...Sério? – não adiantou, uma lágrima escorreu... DROGA, odeio que me vejam chorando.

- Lucy...

- Kat, desculpe, mas é que eu nunca poderia imaginar que Dan gostasse tanto de mim. Hehe, já esta passando foi um momento de emoção, relaxa!

- Está bem, mas não comenta com ele!

- Ta O.K.

Saímos do elevador rindo, damos de cara com Dan, sentado em um dos sofás do Hall, nos esperando, estava lindo, uma calça jeans, um tênis daqueles cheios de amortecedores, e uma camisa verde de magas até o cotovelo (estavam dobradas), afinal meu irmão fica lindo de qualquer jeito! Ele me cumprimenta com uma tapa na cabeça e me chamando de pirra... Não consigo nem ficar brava com ele depois do que eu soube, Kat só olha para mim e ri. Passamos 5 minutos em silêncio, afinal eu e Kat não tínhamos mais assunto e Dan estava por de mais nervoso para continuar uma conversação com mais de duas palavras e uma preposição! De repente ouvimos a buzina do carro do Jeff apitar, ambos nos levantamos e caminhamos em direção ao carro, ao passar pela portaria, quem estava lá era Pablo, ela me da um sorrisinho e abre o portão para nós passarmos, entramos no carro de Jeff, logo aquele delicioso cheiro de menta nos impregna. Dan na frente, eu e Kat atrás! Jeff educadamente nos cumprimenta:

- Olá Lucy – aceno com a cabeça, sorrindo – Olá Sr. Filliart Filho, e Sra. Filliart Nora. – adoro como ele chama a Kat e o Dan.

Kat responde a ele educadamente, já Dan, só acena a cabeça indiferente, Kat logo vai se explicar para Jeff:

- Ah, desculpe-nos Jeff, Dan não está nos melhores dias, ele está nervoso, estamos hoje indo fazer a ultra-sonografia para vermos o sexo do bebê... Ahn, para o Instituto Madame Malkins – é um hospital particular que só trata de assuntos femininos... Ultra-sons, partos, consultas ginecológicas, mamografias... E por aí vai! – Por favor!

-Ah, sim senhora.

Durante todo o caminho posso ver Dan, roendo o que sobrou de suas unhas, sim do que sobrou porque acho que ontem à noite ele passou fazendo isso... Eu adorava roer unha, uma vez numa aula minha de biologia (que eu amo) o professor falou que roer unha pode causar vários danos pois a unha acumula muita sujeira do dia-a-dia e roendo, você ingere essas bactérias que podem vir a causar uma boa de uma infecção, isso me fez parar com o meu vício. Eu realmente espero que o Dan pare com o dele...

Chegamos ao Instituto Madame Malkins, eu, Kat e Dan estamos seguindo calmamente a enfermeira Rose que nos levará à sala de ultra-som. Chegando lá noto que tudo é muito branco, ou em tons bebê, acho que para entrar no clima, Rose manda Kat ir para uma salinha para por a sua bata (sim aquela mesma da bunda de fora), enquanto chama a doutora! Quando ela volta está com a cara mais nervosa que já vi na vida, e Dan agora já partiu para a pele do dedo... A doutora entra, é uma mulher branca... MUITO BRANCA, ela tem cabelos pretos... MUITO PRETOS super lisos com franjinha, e terminam logo abaixo da orelha, ela é linda! Chega perto de Kat e Dan e começa:

-Boa Tarde! Eu sou a Dra. Tamy Clarckson, me disseram que hoje a Sra... – ela abaixa os olhos para o papel que carregava na mão, credito que a procura do nome, depois os levanta – Sra. Filliart gostaria de saber o sexo da criança e verificar se tudo esta indo bem com o bebê, não é? – ela é muito simpática

-Ah, sim Dra.

-Vamos começar então! Deite-se, por favor!

Ela deita-se na mesa, eu estou sentada e Dan está ao seu lado de mãos dadas (que lindo) , enquanto a Dra. Cabelo Bom passa um gel na barriga dela, a pequena TV ao lado de Kat liga, e claro como eu não consigo me controlar levanto e vou para o lado de Dan, a Dra. começa a mexer, e... AAAAAAIII QUE LINDOOO, EU TO VENDO A CABECINHA DELE...DELA... Ela começa a descer a imagem e Kat grita!

- É um menino? Eu to vendo! Olhaaa – Kat, sinceramente eu pensei que você fosse mais inteligente... ISSO É O CORDÃO UMBILICAL!

- Calma Sra. Filliart, ainda não sabemos isso é só o cordão umbilical... Mas vocês têm alguma preferência? – Muito bem Doutora!

- Bem... – Começa Dan – para nós tanto faz vamos amar o nosso filho... – ele faz uma pequena pausa – ou filha de qualquer maneira!

AAAAAAAAAH EU VIIIIIII, EU VI O SEXO DA CRIANÇA, ELA SE MECHEU NA HORA QUE ESTAVAM FALANDO E O CORDÃO UMBILICAL SAIU DA FRENTE, É U...

- Bem, então comecem a amar muito esse filho de vocês... Porque é uma menina linda! – UMA MENINA!!!!!!!

Dan grita, dá um beijo em Kat e depois me abraça... Acho que na verdade entendi o sentido do abraço! Kat agora está chorando de felicidade, Dan está muito eufórico, ele olha para mim, muito significativo e pergunta:

- E então, qual nome acha que ELA – ele da ênfase ao “ela” – deve ter?

-Hã? Como assim está me perguntando... A filha é de vocês! Não quero influenciar no nome, para depois se não gostarem. Não me culparem! E quando a garota crescer e não gostar do próprio nome, vocês só vão dizer: “Foi a sua tia Lucy que lhe deu esse nome”, e a menina vai vir atrás de mim querendo me matar!

- Que é isso Lucy, acho que o nome que você escolher vai ficar perfeito para ela! Mas se não quer... Diga um exemplo só... Um nome que você colocaria se fosse sua! – Kat... Você é a mãe da criança! E como assim se fosse minha? Eu tenho 16 anos!

- Han... Lily? –Será que não ficou muito repetitivo... Os L’s... Ou muita coincidência nossos nomes começarem com L... E o fato de que ela é um projeto de uma futura Lucy?

- Eu gostei – Kat... Você não gostou de verdade... Ta dizendo isso pelo Dan!

- Mas, tem também Sharon... Tem também o nome de nossa avó paterna Dan, Mag. Tem também... Danielle, Samantha... ! Eu os acho lindos – olho para Dan, ele está perdido em seus pensamentos com um leve sorriso espalhado por seu rosto.

- Não... Acho que prefiro Lily! – kkkkkkk, ele me da o mais belo sorriso que já vi na vida!

- Bem, agora vou ter que pedir a você mocinha – MOCINHA? ISSO FOI COMIGO, HEIN DRA. CABELO BOM? – que saia, e o Senhor se quiser também pode sair.

- Ahn... Já vou saindo – mas antes vou até Kat e lhe dou um beijo estalado na bochecha, e falo – Parabéns cunhadinha!

- Ei... Agora saberei como é a sensação de carregar uma futura Lucy – é tudo que eu ouço ela me cochichar sorrindo antes de me retirar da sala sorrindo!

Dan me acompanha! Quando já estamos na sala de espera eu pergunto:

- Porque não ficou com a Kat lá?

- Ah... A Dra. Vai colocar um aparelhinho lá nela e que vai ver como está o bebê... E se eu vir um troço desses é capaz deu pensar que ela está tentando machucar Kat ou... – Pequena pausa sorrindo – a Lily!

Sorriu e o abraço, mas sei que no fundo, o que ele quis dizer é:

“Eu não suporto cenas fortes e como eu só tenho um aspecto de corajoso... Nessas ocasiões eu costumo desmaiar!”

Mas claro que como qualquer homem machão que está se tornando pai agora ele não vai aceitar o fato de que não agüenta! Sei disso porque mamãe disse que quando nasci o que na época ele tinha 11 anos, ele e papai desmaiaram ao ver o parto, então automaticamente eu sei, que Daniel não agüenta cenas assim! O tempo passa, acho que foi uma hora mais ou menos, e a Dra. Cabelo Bom sai da sala de exames com Kat, elas aproximam-se e a Dra. Fala:

- Bem, eu gostaria de conversar com vocês um assunto sério. A Sra. Filliart havia me dito que já tinham feito esse exame: recolho um pouco do material da medula óssea da criança para detectar se tem algum tipo de doença hereditária ou coisa do tipo, e que o exame havia apresenta um quadro perfeitamente normal, mas ao refazer este mesmo exame hoje pude ver que na verdade a filha de vocês possui uma doença congênita, que acontece quando na formação do zigoto, ou o óvulo ou o espermatozóide possui um cromossomo a mais, e por fim o zigoto fica com 47 cromossomos um a mais do que o normal. E quando isso acontece a criança fica com uma doença que é chamada de Síndrome de Dawn. – a Dra. Faz uma pequena pausa e depois continua – Vejam bem, pessoas com Síndrome de Dawn não são pessoas incapazes ou inferiores a pessoas sem Síndrome de Dawn, o que as diferencia é a aparência física, e os movimentos são mais lentos, a fala já não sai com tanta facilidade. Sua menina é tão normal quanto qualquer uma, e deve ser tratada como tal, o primeiro passo para que ela não se sinta excluída nem diferente, é ela ser tratada como qualquer criança, e não como chamam de “especial”, porque isso todos nós somos. Adoraria que estas fossem as únicas notícias a serem dadas, mas temo ter que também informar que esta gravidez é uma gravidez de risco, por alguma razão ainda não detectada por exames normais há um problema com seu útero que pode gerar a perda da criança o que nesse estágio da gravidez seria muitíssimo arriscado também para a mãe, então peço que: Interne-se Sra. Filliart o mais rápido possível, sei que hoje quer ir pra casa descansar com a família, mas amanhã venha para cá assim que puder. Desculpem-me ter tido que dar esta notícia.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Capítulo 6 - As aparências enganam

N/A: Aqui especialmente pelo leitor Henrique. Muito obrigada pelos elogios e por estar acompanhando a história. É realmente muito gratificante saber que alguém está lendo e está gostando. xD . E sobre a comunidade... eu ja estou participando, e é realmente perfeito para Lucy; e realmente é orkut aquilo, e o bate-papo é msn, porém antigamente eu tinha planos de publicá-lo, e isso exigiria direitos autorais, por isso não coloquei nomes em nada. E também achei que ficaria realista de adolescente de mais... não é assim que vejo o De Cereja ;D. Também gostaria de agradecer aos leitores que não comentaram mas que estão acompanhando mesmo assim. Muito obrigada de coração. Beijo!

-TRIIIIIIIIIIM...TRIIIIIIIIIIIIM!!! – Não... mais um dia... .NÃO!


Estou na aula de matemática do 4ª horário daqui a pouco é o intervalo, estamos revendo o teorema de Tales e Pitágoras, não gosto muito de matemática, mas sou boa em cálculos, não pense que estou me gabando, por favor! O professor até gosta de mim, brinca comigo e tudo o mais... Claro que isso só começou a acontecer depois dele notar que eu era uma boa aluna... Sinceramente a aula dele nunca esteve tão chata como hoje! Resolvo então sair de sala, levanto-me e pergunto em voz alta:

- Professor, posso ir ao banheiro? – aiai... é tão fácil!

- Ahn, Lucy... agora não, daqui a pouco, está em uma parte tão boa do assunto – É O QUÊ? VOCÊ NÃO ME DEIXOU SAIR?

Falando isso, ele simplesmente DEU ÀS COSTAS A MIM! ISSO NÃO FICA ASSIM:

-Ahn... Professor, é que eu estou menstruada, e tenho realmente a necessidade de ir ao banheiro AGORA, antes que um incidente aconteça, o senhor não ia querer isso ia? – PRONTO! SACANIEI!

Todos na sala estão só me ouvindo, eu estou com a pior cara que jamais estive! Ele perplexo e constrangido finalmente faz o que eu quero:

-Ahn... O.K. Lucy, pode ir! – AHAAAAAAAAAAAAA, ainda ouço os meninos na sala loucos da vida, já que eles não têm essa desculpa!

Sério, matemática é o ó! Olho para o seu céu, está um azul anil nunca visto, então falo:

-Senhor! Sei que o “gênio” que descobriu e revolucionou a matemática está aí, então, será que o senhor pode mandar um recado para ele por mim? Pode dizer que é de uma aluna do 1ª ano... Bem o recado é: “DANE-SE, SEU ESCROTO FILHA DA MÃE!” Obrigada senhor, e desculpe-me o linguajar.

Nossa agora estou bem melhor!... então, vou ao banheiro, chegando lá, lavo minhas mãos, ajeito o cabelo, vejo que está de errado no rosto, na roupa... é, parece que melhor do que isso não pode ficar! Saiu do banheiro, agora não tem nada pra fazer, pensando bem e analisando a situação eu estou gazeando aula, então vou aproveitar... Saio andando até a quadra, e quem eu encontro lá? O ciclo de amizades da Mina! Ela acena para mim, chamando-me... Eu não acredito, além dela estar gazeando aula (eu nem notei, podia jurar que estava em aula), está com o pessoal do 3ª ano... Inclusive Andrew!
Vou me aproximando dando um risinho de leve, cobras... Daqui a pouco vou poder ver o veneno pelo canto da boca, finalmente estou na frente de todos, Andrew está me olhando sem entender nada, tem um oriental, que sinceramente é a coisa mais linda do grupo, ele também está olhando pra mim sem entender, porém os olhos dele parecem que estão me comendo... Aiii... que horror, e tem mais um, cabelos castanho claros, usa óculos, e por trás dessa armação escondem-se um belo par de olhos azul piscina, e que olhos! Mina está com sua cara-máscara de sempre (ela usa uma tonelada de maquiagem todos os dias... Imagina só o estado em que a pele dela se encontra naturalmente), chega mais perto e me cumprimenta com um beijinho na bochecha...:

- Olá, Lú-u... Parece que está gazeando, primeira vez né? Venha, junte-se a nós – Hã? Como assim...

E agora, a minha AMADA amiguinha Wanessa fala:

- Lú-u... A quanto tempo que não nos falamos não é? – Ainda bem! – Venha, junte-se a nós, quero lhe apresentar meus novos amigos!

- Ah... Oi – preciso parecer uma pessoa neutra nesse meio.

- Veja, esta – apontando para uma ruiva com cabelos no meio das costas, cheio de incríveis ondas também tinha os olhos mais verdes que já vi na vida – é a Dayanne, esta é a Sophy – fala apontando para uma negra, de cabelos lisos em baixo da orelha e tinha olhos azuis penetrantes... Então ela continua – este é o Djim – ahhh, o nome do oriental é Djim, ele se levanta e me da um beijo delicioso na bochecha... Uffs... – este é o Peter – o de cabelos castanhos que usa óculos, e por trás da lente escondem-se um par de olhos azul piscina, ele levanta-se e me cumprimenta da mesma forma - e este é o meu futuro namorado, Andy... – É O QUÊ? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Andrew perplexo a corta no mesmo instante:

- Sai dessa... Isso nunca acontecerá... E pare de me chamar assim! – hoje ele está com seus cabelos bagunçados, sua barba semi-feita... Agora ele se vira para mim, muda completamente de expressão, passa a ter uma expressão mais simpática, se aproxima me da um beijo na bochecha e fala – ah... oi de novo Lucy, pelo menos dessa vez você não está esbarrando em mim, nem eu estou gritando com você – é, pois é! Quando ele se aproximou, senti um cheiro tão bom, não estou identificando agora, mas é muito bom.

Mina me puxa, fazendo que eu me sente ao seu lado, longe dos meninos, será que ela ainda não reparou que eu já sei que ela me odeia? Djim, olha para mim e pergunta:

- Ah, Lucy... Você é amiga da Mina?

- Fu...

- É sim... Ela me conheceu ano passado, e nos tornamos amigas inseparáveis, não é Lú-u? – NÃO!

- N...

-Hahaha, adoro a Luzinhaa! – EU NÃO DISSE QUE SIM SUA IDIOTA, EU IA LHE DESMENTIR!

Djim, pergunta de novo...: (Esse cara não cansa nunca não?)

- Você já conhecia a Wanessa também? – mas antes mesmo que eu começasse a falar qualquer coisa, a Wanessa fala:

- Ahh, sim, nos conhecemos quando éramos crianças, mas depois rolou umas pequenas intrigas e nos distanciamos, queria aproveitar hoje e me redimir, aceita minhas desculpas Lú-u? – GRRRR, todas agora vão me chamar assim é? Espera... Wanessa nunca pediria desculpas à mim... Mina não sairia mentindo tanto assim... Hum... Só se Wanessa está tentando passar uma imagem de boazinha para Andrew, já que como eu vi... Ela quer ter alguma coisa com ele, mas ele não está nem aí, na verdade ele não está parecendo nem um pouco confortável! Vou entrar no jogo para ver o que acontece.

-Claro, sem nenhum problema, está desculpada, afinal águas passadas não movem moinhos! – por alguma razão acho que Wanessa não esperava essa resposta de mim, acredito que ela queria que eu fosse rude com ela, o que eu realmente seria, para ela se passar por boazinha e eu me transformar na vilã da história... Mas Nessinha, só me desculpe, isso não vai acontecer, eles não me conhecem não quero que a 1ª impressão seja essa, não estou preocupada com o que eles acham, mas eu não sou uma pessoa assim, rude, é só porque eu odeio você, “Nessinha amada!”

- AAAHHH – isso foi Peter – finalmente deixaram a menina falar, parecia que estavam sufocando a garota! – KKKKKKKKKKK ADOREI ELE!

- Hehe, desculpe-nos Lú-u... - Mina está se desculpando? Hum... Só porque Peter falou isso? Essa galera não tem personalidade não?... agora minha vez.

- Ah, nenhum problema, já estava começando a me acostumar ao silêncio.

- Faz muito mal, sua voz é linda... – HÃ? DJIM FALOU O QUÊ? – assim como a dona claro – e ainda da esse sorrisinho maquiavélico!

- Ah... Obrigada – digo sorrindo, afinal eu não me acho bonita, e muito menos a minha voz!

- Olha que fofo, parece uma criancinha, fica toda envergonhada na frente de meninos – WANESSA NINGUÉM MANDOU VOCÊ ABRIR A BOCA!

- Não querida – mas como eu sei ser falsa – eu só estou sendo educada, acho que você não costuma fazer isso não é?

KKKKKKKKKKKK, sim todos estão rindo comigo, inclusive ela tentando entrar na brincadeira... LEVOU FUMO, LERO, LERO, LERO! Andrew estava todo este tempo calado, mas agora parece ter se soltado e está rindo... O sorriso dele é realmente lindo! Ahh... Ataque de carência! Não sei porque isso de vê em quando acontece comigo quando estou perto dele.
Passamos a aula inteira de matemática assim... Gazeando, elas tiravam um sarro com a minha cara, eu multiplicava e tirava com a cara delas, e elas tinham que rir para mostrarem que levaram na brincadeira, e isso tudo só para impressionar os meninos, ou pelo menos parecia ser! Fala sério, enquanto elas faziam isso, eu só me divertia com a cena, e ria... ria..., quando tocou e eu disse que ia assistir aula, Peter falou:

- Sabe Lucy, você deveria andar mais com a gente, você é muito bacana – HÃ? ANDAR? EU? POPULARES? JAMAIS! – Mina – agora ele se dirige a Mina – é sua responsabilidade, já que são da mesma sala, trazer Lucy para os nossos programas, com ela as coisas ficam mais engraçadas! – KKKKKKKKKKKKKKKKKKK... Espera, a expressão de todos mudou... A das meninas foi para pior, e a dos meninos para melhor... Não entendi!

- Ah... Acho que Lucy não iria gostar, ela já tem as suas próprias amigas, acho que as meninas não iriam querer... – Mina... já? Não era a minha amiga? KKKKKKKKKKK

- Ué – agora foi Andrew – você mesma não disse que eram “super amigas” – UHUUUUUU DALE ANDREW!... Andrew fala rindo, como se já soubesse a resposta! MINHA VEZ!

- Acho que as meninas não iriam fazer objeção nenhuma, e afinal... quanto mais amigos melhor! – digo, dando o sorriso mais inocente que tenho, eu realmente não pretendo fazer parte das amizades deles, mas eu tinha que morgar Mina, e vou me retirando, alguns segundos depois de me distanciar um pouco ouço Andrew gritando:

- Foi um prazer te conhecer melhor! – e logo depois o coro dos amigos

- É... – Peter

- Você é muito gatinha – Djim completa... KKKKKKKKKKKKKK

Olho para trás e Andrew está com o sorriso mais lindo que já vi na vida, parecia um sorriso de agradecimento, como se me agradecesse por ter passado um tempinho comigo... Estranho não?

Não me achem uma pessoa vingativa nem nada... Mas ver a cara da Wanessa quando ela morgava, e na frente do “futuro namorado”, sabe como eles têm a mesma personalidade ruim, acho que deviam ficar juntos mesmo, mas ele me pareceu uma pessoa melhor do que eu imaginava... Me pareceu meio forçado a tudo aquilo... Sei lá, achei ele uma pessoa melhor, e pessoas melhores não devem se relacionar com pessoas como Wanessa sem antes saber a cobra falsa que ela é, que depois de ser minha super amiga, nunca mais teve o desplante de olhar na minha cara depois que se tornou popularzinha! Eu nunca fiz a mínima questão em ser conhecida, e não faço... Acho que as vezes tenho medo de gostar da fama e me tornar uma pessoa, assim... Do jeitinho que eu mais abomino, eu nunca gostei, porque quando eu era mais nova, sempre os popularzinhos, os mais queridos, me irritavam, me humilhavam e sempre na frente de todos, acho que cresci com esse trauma, eu sempre tive esse cabelo loira aceso, as pessoas sempre achavam que eu colocava água oxigenada, mas poxa, ele é assim naturalmente a culpa não é minha, ah... E além do mais para completar, eu usei aparelho fixo... Daqueles externos, eu era chamado de tudo que era nome imaginável, foi realmente uma fase horrível, recebi nomes como: satélite, saturno, burrinha, pára-raio, entre outros que da vontade de chorar, odeio humilhações... Odeio que pessoas se sintam melhores que os outros só porque, por alguma razão estranha do destino nasceram com: cabelo bom, dinheiro, um nariz bonito, olhos claros, pele clara, altura... Entre várias outras coisas que a sociedade diz como padrão de beleza... Ou de ser melhor... Será que agora se uma pessoa nasce com um cabelo com cachos já está fora de ser uma das “melhores” em alguma fase da vida, eu sou cheia dessa merda de hipocrisia que é a sociedade, cheia de ver pessoas se matando para seguir o “stillus”, eu sinceramente já vi de muita coisa, já vi amizades de anos se perderem porque uns queriam ser melhores que os outros...
Odeio rótulos... E rotulei hoje, imaginava os garotos fossem pessoas ruins assim como as meninas, mas na verdade eles me pareceram legais diferente das cobras! Não sei, pode ter sido uma impressão, mas me pareceu que os meninos não gostam das meninas, só para usá-las, pelo menos foi o que me pareceu. Será mesmo que Wanessa gosta de uma amizade assim? De pessoas que não gostam dela pelo seu jeito de ser, e sim na verdade para usá-la... Estou realmente me sentindo mal pelo fato de tê-los julgado... Mas, o que passou... Passou!

Capítulo 5 - Mãezinha... Paizinho...

Chego em casa às 17:17, isso foi uma coincidência? Estou decidida, esperarei papai chegar para conversarmos sobre o meu vestido! E antes, claro, tenho que aquecer o terreno, antes do dono do patrimônio, preciso convencer o guardião! MAMÃE!

- Mãezinha amada do meu coração que eu tanto amo – onde foram parar as vírgulas? E essa falsidade?

- Hummm... quer o quê hein Lucy? – Minha nossa... minha imagem com meus pais não está das melhores!

- Bem, é que hoje quando eu estava á caminho da aula no CLA, quando passei em frente aquela galeria que adoro as lanchonetes, eu vi na vitrine de uma loja um vestido lindo! PERFEITO! E eu acho que iria ficar lindo para o baile de máscaras, que por sinal já pensei na máscara – que mentira deslavada!

- E... – como assim “e...”?

- Bem eu queria muito comprar, mas eu achei meio caro... – aiaiaiai...pior parte!!

- Não pode ser tão caro assim... depende da loja! Em que loja foi? – ela vai enfartar agora!

- Mad... – eu soltei algum som?

- Mais alto Lucy! Não consigo ouvir nada! – droga, você está precisando de um aparelhinho pra surdez viu!?!?

- MADEIMOSELLE CHICK – Xiiii...falei acho que alto de mais!

- ONDE??? VOCÊ ESTÁ LOUCA??? ESSA LOJA É CARÉRRIMA, ISTO ESTÁ FORA DE COGITAÇÃO, NÓS TERÍAMOS QUE VENDER A CASA E LEILOAR O CACHORRO QUE NEM AO MENOS TEMOS!!
- porque ela mencionou cachorro? Nós só tivemos um cachorro, que foi o Bob Marley, um dia conto a história.

- Calma mãe, eu sei que a loja é cara... mas o vestido é tão lindo você precisa ver – ela está possessa!

- Quanto? - ...

- Mã... – nooossa!

- QUANTO??

- £1000,00 - Obrigado Deus por minha vida ter sido tão boa até hoje!

- LUCY BECKY RONDON FILLIART! – droga... Ela não precisva realmente gritar meu nome completo tão alto... Não totalmente! [Rondon é Búlgaro! Eu prefiro que me chamem de Lucy Rondon. Filliart eu não gosto muito não, e sinceramente por mim Becky seria cortado do meu nome (Becky foi retirado do nome Rebeka... Minha mãe preferia o apelido!!!)]

- Calma mãe... A vendedora falou que o preço recebe um abatimento se pago à vista! – GRRR... Nunca pensei ter que ouvir meu nome completo novamente... Não pelo menos, vindo desse jeito!

- Espera...Eu fiz um arranjo foral para essa loja... – PLIN! Uma lâmpada caba de acender ou sou só eu?

- SIM! – Se ela fez esse arranjo...Quem sabe não receba desconto?

- Acho que consigo um desconto nessa loja... de pelo menos £200,00... Mas isso não muda o fato de que continua ficando caro! – Aiaiai, nós vamos dar um jeito nisso.

- PERFEITO! – SIM ISSO É PERFEITO!!!!!

Dou um beijinho carinhoso nela e corro para o meu quarto, quando entro corro direto para o computador, vejamos se tem alguma coisa de interessante na internet... Bate-papo só as meninas [Georgie, Funnie ( Rachel quase nunca entra)], no site que parece mais uma comunidade gigante há gente de todos os lugares, elas podem entrar em comunidades e adicionar mais amigos, nenhuma mensagem nova... NENHUMA MENSAGEM NOVA! QUAL O MEU PROBLEMA? SERÁ QUE EU SOU TÃO CHATA ASSIM? NOOOOSSA! Resolvo então que não tem nada de interessante, desligo e vou fazer alguns exercícios da escola... Não sou uma pessoa muito estudiosa, mas tenho noção de que tenho responsabilidades! (até parece!)
Termino os exercícios são 19:30, agora é só esperar papai chegar, enquanto isso, o jantar que me aguarde, existem 5 coisas boas na vida, que no caso eu considero as melhores:
1. Beijar
2. Comer
3. Dormir
4. Comprar
5. SEXO (CALMA! ME DIZEM SER A MELHOR, PORÉM AINDA NÃO SEI!)
Então agora irei praticar o nª 2, amén!

São 23:00 e finalmente a porta está se abrindo, e lá de fora vem surgindo a figura de um homem cansado, porém satisfeito, adentrando no aposento, e me dando Boa-Noite! Pois estou SÓ, na sala esperando por ele há 3 HORAS! Vou correndo recebê-lo:

- Boa-noite, papai... Chegou tarde hoje! – digo dando-lhe um beijo, meu pai mesmo passando o dia trabalhando ele ainda volta cheiroso!

- Ah, minha filha, que bom que finalmente estou falando com você... Há alguns dias não vejo você direito! – ele termina, exagerando claro, e dando-me um beijo.

- Pai, o jantar está na mesa, se quiser enquanto o senhor toma banho eu posso esquentá-lo para você? – Não estou tratando assim pelo vestido, NÃO! (só um pouquinho, quem sabe!)

-Ah, obrigado meu amor, daqui a pouco eu volto! – O.K.

Uns 10 minutinhos depois, eu estou jantando (DE NOVO) e o prato dele está ao meu lado, ele retorna à sala, e começamos a comer e conversar, depois de certo tempo nesse bate-papo legal entre pai e filha (coisa que parece que não faço a tempos!), eu lanço, devagar, o assunto do vestido:

- Pai, em outubro vai ter um baile de máscaras, sabe meio que um baile de Outono na escola, e vai ser a festa do ano, eu realmente queria estar linda! – pegou bem?

- Minha filha, você não precisa querer estar, você é linda! – os pais... REALMENTE são cegos!

- Hehehe, voto de pai não vale... mas continuando... hoje eu estava indo para o CLA, e naquela galeria que fica perto vi um vestido lindo na vitrine, e adorei! – ui... está chegando o momento

- Foi? Que bom, provou? – ele está calmo? Acho que o estou confundindo com minha mãe!

-Não sei, não cheguei a provar... Só entrei e perguntei o preço... É na loja Madeimoselle Chick... – UUUUUIIII!

-Hum... – ele está calmo?

- O vestido custa £1000,00... PORÉMSECOMPRARAVISTAGANHADESCONTOEMAMÃETEMDESCONTODEACHO£200,00 – eu separei as palavras quando falei?

- HÃ? – acho que não!

- Porém se comprar à vista ganha desconto e mamãe tem desconto de, acho, £ 200,00, pois ela já fez uns arranjos florais para a loja! – uuffs...

- Ah... Mas eu também já ajudei essa loja, ela é famosa pela empresa, ajudamos ela a estabelecer-se aqui, fazendo os cartazes e slogans legais para permanecerem fixas aqui na Inglaterra! – EU NÃO ACREDITO! – Acredito que também posso ganhar, nem que seja, um leve desconto! – PUTZ GRILA!

- Isso... pode... significar... comprar o vestido? – eu pensei de mais entre as palavras...

- Acho que sim, dependendo do preço... Afinal dinheiro não está caindo do céu, sua mãe recebe o suficiente para um mês de comida farta em casa, e eu recebo para pagar as contas e futilidades! – futilidades? COMO ASSIM MEU VESTIDO UMA FUTILIDADE? O SENHOR ESTÁ QUERENDO DIZER QUE ESSE BAILE É UMA FUTILIDADE? ESTÁ ATÉ PARECENDO AQUELAS CRIANCINHAS QUERENDO IR PARA A “FESTINHA” DA ESCOLA, MAS QUE PALHAÇADA, EU VOU FAZER 17 ANOS EM AGOSTO(DO ANO QUE VEM!... MAS VOU), NÃO SOU UMA CRIANCINHA!

- Ah... Eu pedi para a lojista reservar o vestido até sábado, se eu não for lá! Ela vai vender! – HEIN? E AÍ VAI QUERER VER SUA ÚNICA FILHA TRISTE? VAI? NÃO QUEIRA!

- Está bem, se quiser vamos na sexta-feira à tarde, afinal amanhã é a ultra-sonografia da Kat! – O QUÊ? COMO ASSIM NÃO... ESPERA, ELE TOPOU? ELE TOPOU? ELE TOPOUU, LERO, LERO, LERO! EU NEM ACREDITO!... como ele sabe da ultra-sonografia?

-Muito obrigada papai! O senhor não tem idéia da minha felicidade! – levanto e dou-lhe um abraço, nunca havia reparado como ele é, na verdade, compreensivo e receptivo! – Fique sabendo que eu não o fiquei esperando para o jantar só pelo vestido não viu? Era também porque estava com saudades suas! – Não! Isso não é uma mentira!

Terminamos o jantar, despeço-me dele com um beijo bem barulhento na bochecha, que por sinal precisava ser feita a barba, e fui me deitar! Vou ao banheiro, escovo os dentes, depois vou ao meu quarto, estou MORTA! O dia realmente foi cansativo, dirijo-me ao guarda-roupa e ponho meu pijama de seda, e deito-me... Estou quase dormin............. Estou com Monique... ela está chorando... de repente o meu (futuro) vestido aparece em mim... a Sra. Watson, também está com um...igualzinho ao meu!.......

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Capítulo 4 (2ª parte)

Depois do que acredito terem sido 2 horas fazendo mais posições de animais estranhos, no meu consentimento, acho que hoje fiz uma sapa, uma gazela, uma avestruz, uma hipopótamo e por último... Acho que aquilo era mais ou menos um ornitorrinco, Monique recomeça:

- Agorra, porr favorr, façam duplas, farremos um trrabalho que devíamos fazerr com todos que conhecemos, mas isso serria meio estrranho de se fazerr com cada estrranho na rrua – esse “r” dela puxado...kkk...eu não me agüento...

Faço par com a Sra. Watson, desde o meu 1ª dia de aula (que foi ano passado), faço aquelas aulas com algumas pessoas de sempre, Sra. Watson, tem uma cabeleira branca, deve ter uns 62 anos, e com o Jerry, que é um cara muito, muito, MUITO lindo, acho que ele poderia ter qualquer garota que quisesse... se ele não fosse gay!
Claro faço aulas com mais gente a esse tempo, mas os meus amigos lá, eram esses dois. Paro em frente a Sra. Watson que me da um sorriso carinhoso, só retribuo, lá vem Monique de novo:

- Farremos um rreconhecimento facial, querro que fechem os olhos, e cada um com a mão que menos usam durrante o dia, comece agorra a escorrerr os dedos pelo rrosto do outro... cuidado! Sem machucarrem ninguém. – ADOREII

Ela começa, na verdade foi meio esquisito, sentir uma mão meio desajeitada percorrendo o seu rosto, ela começou na minha testa, passou um tempão, depois foi aos meus olhos, passou para o meu nariz, depois minha boca, passou também um tempão no meu queixo, coisa esquisita.

Minha vez começo então a passar a mão direita (sim sou canhota) pelo rosto da Sra. Watson, é estranho utilizar uma mão que às vezes nem parece existir, posso sentir uma baixa quando vão se chegando seus olhos, seu nariz é maior do que eu imaginava, seus lábios são finos, e no lábio inferior do canto esquerdo ela possuí uma cicatriz, ou algo parecido, pela textura da pele é o que parece ser, continuo tateando, posso sentir cada ruga, cada linha de expressão, parece até um filme, eu fico imaginando como ela conseguiu cada linha daquela... esta grande na testa seria porque quando seu filho tinha mais ou menos a minha idade, ele saiu de casa a noite e ela ficou preocupada passando a noite acordada em desespero a sua espera? E essa ao lado do olho, seria porque ficou muito preocupada com a nora quando esta estava tendo seu primeiro neto? Nossa, como uma pessoa pode sentir o quanto outra viveu só pelo toque não é?...

- Cerrto gente, acho que porr hoje é só, obrrigada! Até semana que vem! – Parabéns, Monique! Você acaba de atrapalhar a maior viagem que eu já fiz no rosto de uma pessoa.

Pego minhas coisas, e vou até a Sra. Watson, fiquei curiosa sobre de onde ela conseguiu aquela cicatriz, espero que ela não me acha uma enxerida na vida dela, só fiquei curiosa. Vou me aproximando dela e pergunto meio acanhada:

- Desculpe, Sra. Watson se estou sendo intrometida, mas pude sentir uma cicatriz em seu lábio inferior que nunca havia reparado como a senhora conseguiu? – estou esperando ela gritar olhando para mim que eu devia tomar conta da minha vida.

- Ah, haha, minha filha, aposto que sentiu muitas rugas também... mas essa cicatriz eu consegui quando tive meu primeiro filho, foi no parto normal, e ele estava bem gordinho, o tive na minha casa, quem me ajudou foi minha mãe, que Deus a tenha, senti tanta dor que mordi o lábio, mas não tinha idéia da minha dor, hehehe, pode rir, na hora eu nem me toquei do que havia feito, depois que já havia descansado do parto que fui levada ao hospital foi que me dei conta, e ri demais depois... mas minha filha, em você eu senti uma felicidade na sua expressão... heheh! Está mesmo feliz assim ou eu estou ficando caduca? – Ela é o que? Vidente?

- Hahahah, claro que não Sra. Watson, a senhora não esta caduca coisa nenhuma, eu é que estou feliz mesmo, vou ter um sobrinho... na verdade não sei ainda o sexo do bebê!

- Ohh, que lindo! Quero vê-lo um dia! E avise para a mãe, que se for ter parto normal, não morda o lábio – Ambas rimos juntas.

Ela saiu, vou descendo as escadas e pensando naquela aula, tenho que fazer isso mais vezes! Quando já estou fora da CLA, vejo Monique fumando e olhando a praça que ficava de frente para o CLA, com os olhos inchados... ESPERA! ELA ESTÁ FUMANDO? Sei que já me intrometi de mais por hoje na vida alheia, mas agora fiquei preocupada:

- Hãm... Monique, você está bem?

- Ohh... – ela parecia surpresa em me ver ali, acho que estava pensando, o que essa loira sem graça e pirralha pensa que está fazendo ali xeretando a vida dela – oui, clarro Lucy,estou bem oui, não se preocupe.

- Olha, qualquer coisa que quiser desabafar, falar, gritar, pode me procurar, estarei sempre aqui, está bem? – Nossa, viro outra pessoa quando alguém está triste, adoro escutar problemas dos outros, não que isso seja lá desses programas ótimos, mas saber que posso ajudar alguém que eu gosto, é muito gratificante.

- Oh, Lucy, semprre tão cuidadossa, obrrigada, está bem. – é... nem parece a mesma Lucy que estava tendo pensamentos sádicos com um pirralho na escola!

Dou um beijo nela e saiu, acho que ela prefere ficar só agora, parecia estar chorando, e eu sinceramente nunca a vi fumando, foi realmente uma cena chocante!


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Caoítulo 4 - CLA

N/A: Olá! Gostaria de agradecer a todos que participaram da enquete de capas.^^''. E também agradecer a todos que estão acompanhando meu livro, muito obrigada mesmo. Cada um de vocês é muito importante pra mim. =D Ah... bem. Lembram que no capítulo 1 Lucy falou que tem 15 anos... bem na verdade ela tem 16, erro na digitação. Desculpem ^^'''''. E obrigada pela compreensão de vocês.

Vocês não sabem, como são distantes quatro quarteirões, caramba, só andei dois e já me sinto morta (apesar deu adorar a luz do sol), pelo menos algo de bom, estou chegando à parte da galeria, que tem ótimas lanchonetes e lojas para roupas, belíssimas...
Quando estou passando em frente à Madeimoselle Chick (mamãe fez os arranjos florais para essa loja, eu lembro quando ela estava com ar de louca atrás de arranjos franceses), vejo na vitrine o vestido mais lindo que já vi na vida, ele é azul bebê, com um tipo véu por cima com flores delicadas, que ficam destacadas com o azul por baixo, nos seios é como se já viessem moldados, e no meio um retângulo rosa em vertical, com o mesmo “véu” na frente e uma fita roxa claro cruzando, SIM parece uma princesa, ele deve ser mais ou menos no joelho, e o mais lindo, sem alça! Preciso dele, ele vai ser perfeito para o baile de Máscaras, eu vou estar linda! (Ou pelo menos espero), resolvo entrar na loja, afinal o preço não pode ser tão ruim... pode?

- Com licença senhora, quanto está este vestido da vitrine? – pergunto a uma vendedora que parece ser bem simpática.

- Ah, Madeimoselle, gostou do vestido? – adoro francês! Mas me diga logo o preço QUERIDA!!

- Sim, adorei! Mas quanto é?Por favor... – quando elas enrolam é porque é caro.

- Este adorável vestido está por £ 1000,00, aproveite enquanto está na promoção – É O QUE? PROMOÇÃO? PROMOÇÃO? TEREI QUE LEILOAR A MINHA CASA E PENHORAR AS MINHAS JÓIAS (que já não são lá essas coisas!)

- Ahn... tem algum abatimento pagando a vista ou no cartão? – QUE PERGUNTA DE GÊNIO!

- Bem, nós não costumamos trabalhar com cartões, normalmente é em cheque ou em dinheiro, mas se pagar à vista, que é dinheiro na mão, recebe um leve abatimento – ELA ACHA QUE EU SOU O QUÊ? RETARDADA, CLARO QUE SEI O QUE É À VISTA, E ALÉM DISSO ELA NÃO ESTÁ EM POSIÇÃO DE ME TRATAR DE JEITO NENHUM, ELA TA TENTANDO ME VENDER UM VESTIDO PELOS OLHOS DA CARA! – e então, vai querer? – QUE PERGUNTA IDIOTA!

- Sim, adoraria, mas no momento estou sem nada, será que a senhora poderia reservar este vestido até semana que vem? – O QUE EU ESTOU FAZENDO?

- Bem, posso reservar só até esse fim de semana, porque esse é um dos vestidos mais lindos que nós temos, e é importado, foi feito por mãos francesas – NOSSA! Grande merda, minhas unhas foram feitas por uma americana que trabalha no salão de beleza que eu freqüento e nem por isso minhas unhas valem os olhos da cara de uns 20 – e então, vai querer?

- Sim, então passo aqui no sábado! – Como convencerei papai a pagar isso?

- Pode me dar seu nome e telefone? – quer a data de aniversário e signo também não? (só para esclarecer, 14 de agosto, leão)




Chego em frente a um grande prédio de estilo bem rústico, as vezes quando olho para isso não me sinto na cidade grande, (e sabe que isso as vezes é bom) este prédio foi fundado pela minha professora, Monique Cherrie (adoro o seu sobrenome ) , ruiva, 24 anos, Francesa, vinda de Paris, ela namora um carinha há muito tempo, (MUITO GATO) até hoje não sei porque nunca noivaram; ela fundou este prédio e o batizou de CLA (Centro das Livres Artes), ela queria um lugar para concentrar várias artes e fazer pessoas de todas as idades descobrirem a arte, e a cultura que muita gente não conhece (eu já falei que ela era bailarina? Uma vez a peguei dançando antes da aula começar. Ela parecia deslizar no ar. Uma leveza que eu nunca vira igual), eu sempre adorei esse lugar, em frente tem uma praça muito aconchegante, só vejo verde a cada canto que olho, ao lado da praça há um lago lindo onde alguns casais alugam esses barquinhos para ficarem pelo lago namorando.
Entrando no prédio, damos de cara com uma escada que leva a um corredor, e logo ao lado do pé da escada tem uma porta, que leva para o mini teatro que Monique abriu lá, o lugar não é muito espaçoso não, mas também não é minúsculo, devem caber umas 40 pessoas. Subindo você dá de cara com um estreito corredor que possui três portas na parede da direita e três na esquerda (ambas com vidros nas portas, é assim que consigo ver o que está acontecendo em cada uma), e duas no fim do corredor, uma do lado da outra a da esquerda é o banheiro feminino, e o da direita o banheiro masculino, sigo andando pelo corredor e saio vendo:

A 1ª porta a esquerda é a sala de pintura, onde agora está tendo aula com um manequim vivo... NU, a aula esta sendo dada pela professora Emma.
A 1ª porta da direita é a sala de artes plásticas, agora estão tendo aula com barro, muitos jarros lindos estão sendo feitos agora, aula sendo dada pelo professor Jack.
A 2ª porta a esquerda é a de dança, normalmente balé, porém às vezes varia, já vi dando até tango, é realmente uma dança linda, a aula que está sendo dada agora é balé, pela professora Ginger.
A 2ª porta a direita é a sala de canto, juro como nunca ouvi vozes tão lindas quanto as que ouço ali, a aula estava sendo dada pela professora Sally, ela é cantora de ópera, e ajuda em todos os tons da galera que chega aqui precisando de ajuda.
A 3ª porta a esquerda é a sala de exposição das obras de artes dos alunos, vídeos de peças, de apresentações de cantos, jarros, vasos, quadros até arranjos florais já vi lá, aposto que mamãe enlouqueceria se os vissem.
A 3ª porta a direita, finalmente, é a minha sala, (aulas de expressão corporal de dia e a noite aulas de teatro) entro ponho minhas coisas em uma das mesas que ficam encostadas no canto da sala. A aula já havia começado, acredito que só há alguns minutos, cada um da sala estava deitado em um colchonete no chão, olho para Monique, que estava linda, apesar de um aspecto meio abatido, hoje usando uma calça branca de meia, uma blusa rosa de alça e uma tiara branca na cabeça, estava alongando, uma música está tocando, ela é muito leve e relaxante, não é possível ouvir a música da sala ao lado, pois todas as salas possuem paredes anti-som, tenho que confessar que Monique reformou muito bem esse lugar, ele não é muito bom na arquitetura, o corredor é muito fino, e os banheiros são muito colados, mas Monique quando chegou, mandou reformar as paredes já pensando no que seria cada uma das seis salas; ao deitar-me vejo ela se aproximando, ela abaixa-se e cochicha:

- Já estava na horra, estava a sua esperra, hoje terremos uma aula que acrredito, você vai amarr. – KKKKK... Esse sotaque dela é meio engraçado às vezes, mas é até bem bonitinho.

Fazemos alguns alongamentos bobos e depois Monique começa:
- Hoje terremos uma aula mais parra rrelaxarr, querro que todos façam um ângulo de 90 grraus com os cotovelos, e entrrelacem os dedos das mãos, mantenham as perrnas um pouco afastadas, e fechem os olhos, querro que rrespirrem devagarr, sintam cada parrte de seu corrpo, agorra, dobrrem os joelhos e vão abaixando com delicadeza... – cara, as vezes eu realmente me sinto ridícula, mas é bom, tipo agora, estou me sentindo uma sapa, em época de acasalamento, fazendo aquelas danças estranhas, kkkkkkkkkk, tenho que controlar mais esse meu riso.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Capítulo 3 (2ª parte)

N/A: Bem... hoje colocarei apenas isso porque aqui acaba o capítulo 3. E para não fazer como fiz da outra vez... comecei um capítulo no mesmo dia que terminei um... apenas amanhã ou depois começarei o capítulo 4. Ah... se alguém aí souber como mexer em blogspot. Por favor, você poderia me ajudar?? xD



Estou em casa, morta... e só de lembrar que de 14:30 vou ter aula de expressão e que eu preciso andar 4, 4, QUATRO quarteirões, já da uma dor na alma só em pensar. Resolvo então, que tomarei um banho, dessa vez na banheira, entro no banheiro, que por sinal está incrivelmente branco, me olho no espelho, parece que meu cabelo não mudou de posição desde quando sai de casa de manhã cedo, tiro minha roupa, encho a banheira com água morna, ponho primeiro o pé, depois mergulho meu corpo inteiro... nossa que delícia, fico submersa até onde agüento, volto a superfície, meu cabelo molhado não aumenta de tamanho como o de Georgie, acho que por causa de seus incríveis e bem definidos cachos negros; ponho alguns sais minerais na banheira, não demora muito e começa a fazer espuma, nossa, o banho está tão relaxante, poderia passar o resto da vida aqui, sem ter que me preocupar com nada...
Estou na cozinha preparando o meu almoço, se é realmente que alguém um dia poderá chamar isso de almoço, arroz com ovos fritos e água, sim ÁGUA! Existe coisa mais sem gosto e sem graça que água? Nada contra, adoro, mas para se tomar acompanhando o almoço... Ta, eu supero. Dirijo-me até a mesa, logo depois Kat senta-se ao meu lado, com aquela “deliciosa” comida para grávidas, e começa a falar:

-Lú, você realmente quer ir comigo a minha primeira ultra-sonografia?É que pra mim é muito importante que você e o Dan vão... – claro, é o meu sobrinho-afilhada

-Claro, irei com certeza, quando vai ser? – estou doida para descobrir, o sexo dela-e

-Eu marquei para amanhã a tarde, já por causa da sua escola – Não tenho nada para amanhã a tarde! Tenho?

-Ah, ótimo, não tenho nada para amanhã! – EU VOU AMAR ISSO!!

Termino o meu “almoço delicioso”, olho para o relógio e me dou conta que já eram 14:00, acho melhor ir me arrumar.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Capítulo 3 - Ops, bandido na rua!

“estou dentro de um elevador quebrado pisando na cabeça de Andrew e gritando:

- AGORA PEÇA! PEÇA DESCULPAS SEU IDIOTA!!!!!!!!!!!

Ele consegue se desvencilhar de mim, mas eu estou começando a tentar acertar ele... foi quas...”

AAAAAAAIIIIIII! Minha cabeça... não acredito, além de estar sonhando com ele, caio da cama! GRRRRRRR, será que eu não posso acordar um dia feliz? Olho pra janela, ainda nem estava claro, caminho até o interruptor do quarto, acendo, noooooossa... como a luz dói no olho, caminho meio desnorteada ao despertador, AINDA ERAM 5:45? Mas o que é que eu estou fazendo acordada? Droga de garoto, me inferniza até nos sonhos! Apago a luz do quarto e volto a me deitar, mas a pancada me deixou com uma baita dor de cabeça, droga! Viro para um lado: Parede, viro para o outro: guarda-roupa e a janela com o dia amanhecendo. Desisto, não vou dormir mesmo, levanto me sentindo derrotada, resolvo ir tomar meu banho, quando meu pé toca no chão do corredor, sinto um calafrio me tomar todo o corpo, NOSSA! Não sabia que de manhazinha ficava tão fria a casa, vou até o banheiro me arrependendo de ter tido essa idéia, tomo meu banho, morrendo de frio, caminho até o quarto, ponho uma roupinha leve e resolvo ir ver um pouco de TV na sala, porque só lá tem TV a cabo, sento no sofá, puxa, como fazia tempo que não sentava ali, tinha até esquecido como é confortável, ligo a TV, começo a mexer os botões procurando por algo interessante, consigo achar um canal que está passando um desenho que eu assistia quando era criança, ESSE DESENHO AINDA PASSA?, continuo mudando, vejamos... AAAAARRRRGHHH! Acho um canal que está passando pornografia, eu até agüento pornografia, mas ISSO, já é demais [eu nem sabia que existia essa posição sexual, ele até que é bem flexível (pessoas realmente assistem isso?)], o que eu to fazendo? Discutindo comigo mesma... Fala sério! Mudo. Finalmente acho um canal que está passando um filme que eu estava querendo assistir, 1 hora inteira assistindo, quando me dou conta já eram 6:45, resolvo fazer um agradinho a minha mãe, farei o café da manhã, espero realmente que ela goste. Chego à cozinha, pego a “minha” frigideira, farei ovos com bacon para comer, e para beber um bom suco de laranja, espera... Tem laranja? Dou uma olhada na fruteira, só bananas, será que suco de banana é bom (ARGH, isso existe?) Ta, ta... será então café com leite pra eles e pra mim só café! Começo a fazer os ovos, esquento a água para o café, ponho os pratos na mesa, coloco os pães em cada prato, grávida come pão não é? Calma Lucy, ela só está grávida, não está doente não! Opa... ouço um barulho, minha mãe aparece no corredor, com o cabelo parecendo uma cerca de arame farpado, com os olhos semi-fechados, quando ela me vê, parece que alguém lhe deu um tapa na cara, porque ela fica assustada, e desperta, me olha com mais atenção e pergunta:

- Ahn... – pessoas com sono balbuciam – o que voooocê está fazendo aquiii - porque ela fresou VOCÊ? Será que é um milagre tão grande assim eu estar fora da cama há essa hora?? - agoooora de manhãa? – kkkkkk, pessoas com sono falando, ficam parecendo drogadas!

- Ahn, eu acordei cedo hoje, e resolvi fazer um agradinho – sorrio! Acordei cedo, até parece... não vou contar a ela que caí da cama, se não ela conta inocentemente ao Dan, e ele arranja mais alguma coisa para rir de mim!

Ela só concorda com a cabeça e vai até o banheiro do seu quarto, acredito que escovar os dentes e tomar um banho, volto a por os pães na mesa, mas reparo outra pessoa em pé no corredor me olhando sem entender, me viro, é o Dan, que está incrédulo:

- Nooossa, você acordada? E pondo o café da manhã, estou realmente surpreso pirra! - PIRRA É A MÃE! (ops...)

-HÁ, HÁ, HÁ... E vai logo tomar um banho vai, para depois provar da minha comida! – antes de sair ele se encena como morrendo envenenado! PALHAÇO

Finalmente todos já acordados, estão tomando café comigo, papai está lendo seu jornal, mas de repente se engasga, volta ao normal e fala:

- Escutem, é 1ª página no jornal – ele sempre lia o mesmo, FL, folha de Londres – um dos presos mais perigosos da Prisão – ele olha para mim – do pai de uma aluna lá da sua escola fugiu, a polícia acha que alguém de dentro da cadeia o ajudou – BOLÃO, BOLÃO! Aposto 50 como foi a Wanessa que fez isso! (do jeito que é bandida, é capaz de tudo) – olhem, muito cuidado – ele faz cara de muito preocupado e olha para mim – Nossa Lucy, hoje o Jeff tirou folga! Eu mesmo a levarei a escola hoje! – Simpatizei com o bandido.




Estou já na sala, a escola até que tem menos gente hoje, acho que muitos pais vieram deixar seus filhos ontem na escola, e hoje amenizou. Passo em frente ao grupo de Wanessa, ela não esta com aquele seu sorrisinho nojento de sempre, mas com uma cara meio de satisfação, meio de preocupada, e uma menina ruiva ao seu lado contando algo empolgada...
Daqui a pouco vai começar uma aula de matemática, o dia mal começa, e já tem aula com números... affs ... desisto, essa não está sendo minha semana de maior sorte, mesmo!
Finalmente tocou para o intervalo, saímos de sala e Funnie me avisa:

- Olha, Lú, enquanto tu compra teu lanche, nós já vamos indo pra mesa O.K.?

Só pisco e ela sabe que isso foi um “sim”, pego o meu sanduíche natural e meu suco (sim eu quero emagrcer) e começo a ir até a mesa, de repente, Andrew surge na minha frente, VIADO, quase me mata do coração, paro e o estou fitando como quem quer assassiná-lo só por estar ali respirando, porém ele está com aquele olhar de ante-ontem, seu cabelo que fica meio caindo na testa está lindo hoje... Humrrum... desculpem, recaída de carência, ele se endireita e começa a falar:

- Olha... É Lucy não é? – 1ª não to olhando nada, só sua cara grande, na verdade estou ouvindo.

- é...

- Eu queria te pedir desculpas, caso eu tenha sido grosso ontem, com você! – Caso tenha sida? CASO TENHA SIDO?

- Ah... – nunca me peçam desculpas, sempre fico desconcertada, perco todo o meu autoritarismo e fico mansa – tudo bem, queria te pedir desculpas de novo, caso eu também tenha sido grossa com você – eu pedi desculpas de novo? – eu sou chata, mas só quando as pessoas não admitem que fizeram besteira – dou um meio sorriso de leve, não gosto de causar má impressão

- hehe tudo bem... ah, quero que saiba que não sou do jeito que pareci ontem, é que a galera tava do meu lado, e estavam brincando comigo, acho que quis aparecer de mais... – isso é normal? – então... sem ressentimentos? – to quase caindo na sua.

-O.K., por mim sem ressentimentos!

-Haha, então está bem, precisava da minha consciência limpa, já vou, tchau – nossa... ontem ele pareceu outra pessoa, ainda bem que já melhorou

-Tchau!

Continuo caminhando até a mesa, as meninas perguntam por que demorei e eu explico, foi quando Georgie com a maior cara de felicidade misturada com espanto me diz:

- Lu! Andrew, aquele gato? Do 3ª ano, o qual a Mina só está andando agora? – gato? Ele é até bonitinho, mas gato já é de mais

- É, mas não acho ele gato não, bonitinho até pode ser. – quando Rachel se dirige a mim.

- Lú, bonitinho é um feio arrumadinho – kkkkkkkkkkkkkkkk, como é, Rachel? kkkkkkkkkkkkkkk

Todas rimos, mas logo continuo:

- Mas o que tem de mais, Georgie? Ele só veio me pedir desculpas, não é porque ele só falou comigo que sou uma garota de sorte não, o cara não é uma celebridade não – não que eu saiba... é?

- Mas Lucy, você não entende? Ele não é do tipo que fala com todo mundo não...Ele só fala com pessoas que são de seu interesse.
1ª) Se fosse uma pessoa normal, o máximo que ele teria feito era ter dito: Ei, toma cuidado! – ela imitando é hilário – 2ª) E se por acaso ele tivesse sido grosso, ele só te pediria desculpas, e olha lá se pediria, e tchau, não teria puxado o papo de: queria minha consciência limpa – kkkkkkkk, é ótimooooo, kkkkkkkk... Espera como ela sabe disso?

-Como você sabe dessas coisas sobre ele?

-Lu, Mina não está falando com você, comigo pelo menos ela fala normal, então ela me contou como é cada um do grupo – que estranho – Mas ela também me falou que o mais esquisito do grupo é o Andrew, porque ele era amigo de outras pessoas da escola e desde o fim do ano passado ele vem mudado, e depois se juntou com o Djim e o Peter, e ficou esquisito, ela disse que as vezes ele age como se não fosse ele, como se estivesse sendo obrigado a fazer aquilo – qual é a do cara? É um robô?

Eu do um meio riso, como assim obrigado? Ele é um cachorro ou um homem?

-TRRRRRIIIIIIIIIM!!

Droga, odeio esse sinal, um dia ainda quebro ele todo...

Capítulo 2 (3ª parte)

Está de noite, são umas 20:00 meu pai hoje chegou cedo, acho que faz meia hora mais ou menos, ele agora está na banheira do seu quarto relaxando, mamãe odeia quando faz isso, porque numa noite chegou tão cansado que se deitou, e mamãe descobriu só no outro dia, quando acordou entrou no banheiro e se deparou com um corpo de um homem já com uma pequena careca no topo da cabeça deitado na banheira nu, dormindo tranquilamente, ela simplesmente deu um escândalo, desde então ela nos manda controla-lo, quando não está em casa, estou na cozinha fazendo o jantar, não vou dizer que sou boa cozinheira, NÃO, NÃO SOU, minha última tentativa me fez perder 2 meses de mesada por destruir uma das frigideiras prediletas da mamãe, ao tentar fritar um hambúrguer, só porque grudou um pouquinho e eu fui retirar com uma faca o que fez com que o teflon da frigideira caísse por inteiro e ficasse cheia de riscos no fundo, daí ela me proíbe de usar panelas novas, e essa frigideira ela me deu caso eu tentasse outra dessas, mas isso foi quando eu tinha uns 12 anos, e cá entre nós, em 3 anos eu melhorei muito, agora estou tentando fritar um peixe, e terminando um purê, para comermos daqui a pouco quando mamãe chegar, aqui em casa é o maior nazismo, só porque mamãe está fora, eu tenho que cozinhar, porque Daniel não cria vergonha na cara em aprender a cozinhar mesmo quase se tornando um pai de família, e papai, eu relevo pois trabalha o dia inteiro. Pelo cheiro que a comida já esta exalando, acho que está no ponto, sirvo 5 pratos á mesa e ponho a comida num lindo recipiente em cima da mesa, chamo papai, Dan e Kat para o jantar e vou me servir, está realmente uma delícia, nem acredito que fui eu quem fez! Mamãe acaba de chegar e não parece estar de bom humor:

- Não acredito, aquela..aquela...aquela... – ela nunca acha a palavra certa para se expressar, então eu completo.

- Vaca?... – perfeito não acham?

- É! – sabiaaaaa!

- O que foi que aconteceu mãe? – as vezes nem me reconheço. Sou uma filha tão compreensiva.

- Me chamam de urgência, para fazer um arranjo, o melhor arranjo que eu puder para um casamento muito importante que iria acontecer, chego lá, faço me esforço, faço um arranjo melhor do que qualquer um que eu já vi em revistas – e pode crer, ela realmente tem revistas de arranjos florais – aquela...

- Vaca! – é realmente um animal difícil assim de se memorizar?

- É, simplesmente me diz que está horrível, que eu tenho um péssimo gosto, e que não me quer como decoradora floral de seu casamento, mas que insulto, se não gostou que pelo menos seja mais educada! – sim, não tem como negar, eu sou filha de minha mãe! – Desculpe-me filha, já chego estressada, sabe que minha paixão são flores e que eu sei o que faço... mas que cheiro delicioso é esse?

-Fiz o jantar mãe, espero que goste - e se disser que não gostou, nunca mais faço! Já a vejo fazendo cara de pânico, então emendo logo – não se preocupe, não estraguei nada na cozinha. Pode relaxar e saborear.

Ao terminar a frase ouço alguém atrás de mim:

-AHHH, SOCORRO – o PALHAÇO do Daniel, não iria esquecer o ocorrido do elevador, amo por de mais meu irmão, mas definitivamente ele sabe como irritar alguém.

-HÁ, HÁ ,HÁ, Muito engraçado – GRR, eu tinha que debochar.

-Calma, pirra amada, só estou relembrando o momento, foi realmente coisa para se gravar! – vou mostrar a “pirra amada” quando a cabeça dele estiver entre a minha mão e uma boa parede de cimento!

Terminamos o jantar, ainda era cedo, mas eu já estava com sono, DROGA! Acabo de lembrar, meu tênis! Não posso quebrar uma promessa com ele, seria injustiça de mais, corro e pego-o vou direto para o tanque da área de serviço, aiii... que água gelada... terrível morar na Europa, tadinho, acho que podia ouvir até o agradecimento deles:

- OBRIGADO! MUITO OBRIGADO, NEM NÓS ESTAVAMOS AGUENTANDO NOSSO PRÓPRIO CHEIRO!
Rio, só em imaginar cenas patéticas como essa. Quando termino, os ponho na janela GRADEADA, já tive uma experiência de colocar um tênis numa janela, NÃO gradeada e no outro dia, ele estava jogado no meio do jardim de entrada do prédio, com certeza havia caído a noite com o vento, que por sinal é fortíssimo do meu andar, fico imaginando, esses prédios que possuem mais de 10 andares... quem morar no último deve se sentir no pólo norte. Finamente tendo terminado a minha promessa, vou para o meu quarto, estou realmente cansada, meu pijaminha de ursinho parecia implorar por meu corpo, e minha cama, quando me deito, parece me devorar cada vez mais...