A casa dos meus avós é quase uma mansão a beira mar, cheia de coqueiros e muita areia branca. Não vou mentir, minha família tem posses, meu avô é dono de uma empresa que fabrica carros do exercito, carros para uma perseguição policial, carros fortes, coisas do gênero. Meu pai é policial, na verdade é delegado. Todos os meus tios trabalham com algo relacionado a segurança, acho que por isso todos são tão rigorosos. O pai da Beatrice, é o meu tio Winston e ele é da aeronáutica, ele nem tem idéia que a filha dele é uma... coitado. Ao chegarmos logo uma porção de empregados vem recolher nossas malas, a viagem deve ter demorado umas 3 horas portanto ainda estava de noite e por precaução coloquei Benoit no colo, na casa de meus avós há uma gata, Champagne, e um papagaio, Tony, nunca gostei dele, e muito menos da gata, um dia quando eu puder, coloco ela na gaiola do papagaio e assisto para ver no que dá. Isso seria bem interessante. Aquela gata que não se atreva a fazer nada com Benoit, porque se não o seu fim estará muito mais próximo do que ela imagina.
Caminhamos até a porta de entrada, havia um grande terraço, bem claro e com redes e várias cadeiras e banquinhos, em algumas partes víamos umas mesas, meus tios costumavam reunir-se nelas para partidas de pôquer, eu sempre adorei assistir, acho que neste fim de semana chamarei os meus primos para uma partida, seria interessante se quem ganhasse, ganhasse também uma noite com a priminha querida Beatrice. Hahaha...
Na porta estavam os meus avós, correram e abraçaram meu pai, depois falaram comigo e meus irmãos, minha avó ao ver o Benoit exclamou:
-Oh, mas um canino nesta casa!
-Calma vó, ele é calminho, não solta pêlos, não destrói as coisas, e suas necessidades eu limparei. E ele passará todo o seu tempo brincando com as crianças, ele não é agressivo.
-Mantenha o seu pulguento longe da Champagne está bem?
-Vó, acho melhor ela ficar longe dele.
Falando isso dei uma piscadela para ela e entrei em direção a escada que levaria ao 1ª andar onde encontrava-se meu quarto, resolvi deixar o Benoit por lá por enquanto, pelo menos até o jantar terminar. Cada neto tinha seu quarto, e cada filho o seu também. É, é uma casa realmente grande.
Quando desci, todos estavam ainda se cumprimentando, meus três tios, e minhas duas tias, parecia que não se viam há anos, quando fazia no máximo um mês. Vou caminhando em direção à cozinha, queria falar com a cozinheira, beliscar um pouco da comida e saber o que teria pra jantar, ao sair do pé da escada e dobrar o corredor dou de cara com nada mais, nada menos que... Beatrice. Ela estava linda, usando um jeans colado, uma blusinha com um decote maravilhoso, era a visão do paraíso, quando há vi não queria parecer surpreso, então fui bem direto:
- Oi.
- Ooii, priminho... Como anda?
- Sobre duas pernas ainda. E você?
- Sobre um par de saltos, e muitas vezes de avião.
Sorrio e continuo o meu caminho, sabe que ao olhar para ela hoje não vi mais tanta emoção como via quando era mais, apenas um par de seios, uma bunda grande e uma vagina. Desculpem-me mas é verdade. Ela não tem nada de interessante a não ser isso. De repente sou puxado por ela e jogado contra a parede:
- Ei... Nossa como você foi frio priminho... Achei que estivesse morrendo de saudades de mim.
- É, Beatrice... Mais uma vez enganada. – ela está passando a mão pelo meu tórax.
-Nossa priminho... Andou malhando não foi... – ela olha para um lado e depois para o outro, chega bem perto da minha orelha e sussurra – esta mais gostoso do que nunca.
- É. Eu sei. Já você parece que continua a mesma. Agora me solta que eu estava indo para outro lugar.
Saiu de perto dela, ela ficou meio sem entender, e sabe que nem eu mesmo estou entendendo. Ela me enoja e tudo o mais, mas é óbvio que eu transaria com ela. Mas a única pessoa que veio na minha cabeça quando ela encostou a boca na minha orelha e sussurrou foi a Lucy... Nada me tira da cabeça aquela cena... A Lucy é completamente diferente da Beatrice... Nossa eu nem devia colocar o nome delas na mesma frase. Ao chegar na cozinha um cheiro delicioso de peru me invade, minha boca encharcou ao sentir aquele cheiro divino...:
- Nossa...Janini... Mas que perdição hein? Está com um cheiro delicioso.
- Oh, Andrew. Não te vi entrar, venha cá, tem alguns salgados aqui para você. – ela apontou para uma mesa que estava cheia de bandejas com guloseimas diferentes, e em uma delas uma bandeja cheia de cachorros quentes – aí está, essa foi feita pensando em você.
Eu sorrio e agradeço, vou até lá e devoro um inteiro... Cara cachorro-quente é bom de maaais...
- Ahaa... peguei você no flagra viu rapazinho, mas só pode comer isso não é? Por causa da diabetes?
Paro exatamente no momento que estava colocando o segundo pãozinho inteiro na boca e concordo com a cabeça. Era o meu avô que entrou sorrindo na cozinha, olhou para um lado e depois para o outro, (ele sempre me incentivou nessas comidas já que eu não posso doces), e devorou um também exatamente como eu fizera minutos antes, nós dois sorrimos, ele coloca a mão nas minhas costas e me guia até a sala de jantar:
- Eu também adoro isso Andrew. Mas vamos jantar, se não sua avó enfarta. Hahaha.
Sorrio e concordo, caminho até um local vazio na mesa entre meu pai e Gina, e infelizmente fiquei na frente de Beatrice.
Começamos o jantar com a oração de sempre, depois de algum tempo de conversa à mesa agradável, quando estou colocando mais um pedaço de peru na boca sinto algo mexendo no Meu*, olho para baixo e vejo um pé mexendo lá... E nossa como estava bom, quando direciono meu olhar para frente, Beatrice está olhando para mim e rindo... Cachorra... Aiii... Levanto da cadeira fazendo um estardalhaço e todos param e ficam olhando para mim, estou vermelho e arfando, minha tia Vivian me pergunta:
- Nossa, Andrew. O que aconteceu, você está parecendo transtornado.
- Tia, acho que perdi o apetite. Com licença.
Falando isso peguei meu prato e saí em direção à cozinha. Aquela cachorra não tem limites.
Saio da cozinha pela porta dos fundos, resolvo caminhar na praia, quem sabe sentir um pouco a água e a areia nos pés me farão bem. Ao caminha sinto a brisa do mar, é muito relaxante, e só consigo pensar como seria se Lucy estivesse aqui comigo, se eu estivesse acariciando seu ombro, passando a mão envolta de seu pescoço, por baixo de seu cabelo liso e delicado... Lucy, Lucy... eu vou te conquistar, sei que vou... Se eu não conseguir isso, não conseguir ter você comigo por pelo menos um dia, você só pra mim... resolvo sentar-me na arei e ficar olhando as ondas do mar. Rio de tristeza ao lembrar que a última coisa que ela vá querer é dizer palavras carinhosa para mim. Qual é o caminho do teu coração Lucy?... meu devaneio é interrompido por uma voz de cachorra vindo às minhas costas:
- Gostou não foi? De um carinho...
- Será que você não me deixa em paz nunca não?
- Qual é Andrew... – ela começa a se aproximar de mim, põe a mão nas minhas costas e começa a me alisar – eu não posso acreditar que vá me negar... – ela encosta a Sua* nas minhas costas.
- Beatrice, pára com isso... Parece que não cansa disso...
- Andrew... – agora ela começou a se esfregar em mim... Não tem homem que agüente isso... – Andrew... Porque não matamos a saudade de nosso tempo?
- Beatrice eu já...
Antes que eu terminasse a frase ela veio para a minha frente, colocou uma perna de um lado, a outra do outro, me deitou na areia e começou a me beijar... me alisar... essa cachorra enlouquece qualquer um...
- Vamos lá Andrew... Eu sei que você quer...
Ela começa a abrir a minha calça e acariciar o Meu*...
Estou deitado na cama do meu quarto, e Benoit está ao meu lado, acabei de sair do banho, estava todo sujo de areia, resolvo compartilhar o que sinto com Benoit:-Transei com aquela cachorra na areia da praia... Continua gostosa... Inacreditável como ela consegue o que quer.
Olho para Benoit ele está olhando para mim como se tivesse nojo de mim, ele desce da cama e deita-se no tapete ao lado, olho para ele intrigado e indago:
-Que é? Sabia que ela é gostosa? E poxa... A carne é fraca. Queria saber se aparecesse uma cadela muito da gostosa se esfregando em você para ver se você suportaria. Mas afinal do jeito que Beatrice é cachorra cuidado para ela não dar em cima de você também.
Benoit olha para mim e bufa, Ah, fala sério levei um fora de um cachorro... É melhor eu ir dormir antes que os mosquitos do quarto virem meus psicólogos.

Um comentário:
Gostei do capítulo, agora temos outra personagem que tb mexe com o Andrew além da Lucy, embora seja algo muito mais físico do que o sentimento propriamente dito. Pelo jeito essa Beatrice ainda vai aprontar muito nessa história, quero só ver se ela e a Lucy se encontrarem...
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