De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Capítulo 1 - Oi, prazer em conhecer!

Oi, meu nome é Lucy , tenho 15 anos, moro na Inglaterra, Londres, estudo na Escola Estadual de Londres, meu bairro é bem calmo, muita gente costuma visitar Vauxhall, tenho cabelos loiros lisos até o meio das costas, as pontas vão um pouco para fora, (venho seriamente pensando em cortar) olhos castanhos cor de chocolate, estou achando que tenho que perder 2 quilos apesar das minhas amigas dizerem que eu não preciso, sou do tipo de garota que sai com as amigas, estuda, e fica na presença da família, mas vamos cortar as apresentações, que o que tiverem de saber sobre mim, descobrirão com o tempo.

Hoje é o 1ª dia de aula do ano, plena segunda-feira, cumprimento o porteiro ao entrar, tudo esta como sempre foi desde a minha 3ª série, este ano farei o 1º ano, nossa, nunca me imaginei já no ensino médio, espero que as matérias não sejam tão difíceis assim. Adoro a minha escola pois ela possui um ar bastante medieval, as coisas aqui em Londres são assim, afinal somos um reino. Começo a caminhar lentamente vendo se fizeram alguma obra, as paredes de pedra escura continuam intactas, e as janelas parecendo daqueles antigos castelos com vitrais coloridos permanecem, suspiro, me sinto em casa nesse lugar, mas odeio agonias e hoje há muitas pessoas passando, algumas eu reconheço de vista, outras nem tenho idéia de onde vem, muitos novatos, tímidos, posso jurar que vi um menino se despedindo da mãe chorando, gente se pensar que eu já fui assim, ainda bem que sou adolescente, tem certas horas que realmente me irrito com crianças. Avisto minhas amigas, estão lindas como as vi na semana passada, Georgie, ela é minha amiga desde meu 1ª dia de aula nessa escola; lá estava ela sorrindo, com aqueles cabelos pretos que parecem um oceano cheio de ondas, e nas pontas cachos perfeitos, não sei como ela consegue, olhos cor de mel, LINDOS! Pobre dos meus olhos castanhos, acho que eles mesmos tentam se disfarçar para não serem tão humilhados quando falo com ela, depois vejo Rachel, adoro ela, é meio CDF, mas é amiga pra todas as horas, pena que ela não se cuide muito bem, apesar de todos os “equipamentos”, seu cabelo castanho um pouquinho abaixo da orelha é lindo, lhe da um ar de criançinha, e logo atrás vejo Funnie, amo de mais a Funnie, as vezes ela é completamente piradinha, e ela pinta pelo menos duas vezes o cabelo por mês, e não pense que são de cores normais como: loiro, ruivo, castanho ou preto não, (excepcionalmente hoje, ela está com um tom de vinho... com roxo não sei ao certo) teve uma semana que ela me chegou aqui com o cabelo verde-limão, eu sinceramente não gostei, mas acho que nela até ficou bom, meio desleixada com as notas, odeia as exibidas da escola, adoro seus conselhos sempre são os melhores, ela só é diferente de todas nós porque... é lésbica, sinceramente, odeio preconceitos, amo minha amiga, o pior é que já ouvi perguntas como:
- Ela já deu em cima de alguma de vocês?
Para esse tipo de gente só tenho pra dizer, ou melhor mostrar uma coisa:
- ___
É inacreditável como algumas pessoas possuem uma cabeça pequena... nooossaa... não quero ser rude não... mas caramba ela é nossa amiga! Bem sem discussões... porque ainda não contei a pior parte, depois vejo a Mina, ela parece a perfeição, loira cabelos sebosos, ops, sedosos, com cachos nas pontas, olhos um azul com verde, ela chegou ano passado no colégio, indefesa, parecendo tímida sem conhecer ninguém, me tornei amiga dela, adorava ela, até que um dia ela começou a falar mal de mim pelas costas, e pra Georgie...
Claro que Georgie veio correndo me contar (não porque seja falsa, mas porque é muito minha amiga), perguntei a ela se ela gostava de mim, nunca mencionei nada que Georgie havia me contado, e sabe o que ela disse? “Claro, amiga!” Então também nunca mais confiei, antes ela vivia dizendo que odiava as exibidas da escola (normalmente, são as popularzinhas, que humilham qualquer um que ouse atravessar seus caminhos), hoje batalha para ser uma, ou pelo menos é o que realmente parecer ser. Impressionante como uma pessoa muda, tem certas hora, eu juro eu me seguro, para não soca-la, tento manter na maior parte do tempo a calma... mas as vezes parece ser impossível. Elas vêm se aproximando e eu as cumprimento com carinho, a Mina vem e me cumprimenta amigavelmente. Estávamos lá conversando felizes a caminho da sala de aula, quando (tava já na hora) ouvimos o doce e matinal comentário de Funnie:
- Nossa, olha aquela garota, que peitos maravilhosos, vou perguntar a ela onde ela conseguiu.
Todas rimos, as vezes a Fun, solta essas, achava que era só para nós rirmos, até um dia que ela realmente fez o que disse, desde então não duvido de nada vindo dela.
Entramos na sala, cada uma pega sua cadeira e Mina senta ao meu lado (...), a porta de repente se abre entra uma figura estranha, acho que o ele esqueceu de pentear os cabelos ou quando a mãe dele tava grávida levou um choque e nasceu essa coisa com cabelos horripilantes, eram brancos, dois tufos um de cada lado da cabeça, usava uns óculos que o deixavam parecendo uma corujinha, eu realmente acho ele parecido com Einstein mas tudo bem, ele põe suas coisas sobre a mesa, da a volta nela pare ficar de frente para a sala e começa:
- Bom Dia alunos, eu sou o professor Stanley Flint, sei que nunca tiveram aula comigo antes, e é a 1ª experiência de vocês nesse assunto, mas garanto que vocês vão gostar... a História da Arte não é nenhum bicho de sete cabeças que nem esse garoto que está conversando com o outro miolo mole ai atráaaaas...
Nossa eu realmente me assustei, eu como todos da sala caímos numa gargalhada, olho para trás e vejo que era o Jake conversando com o Paul, Jake estuda comigo desde a 6ª e Paul desde a 7ª, eles riem mas logo pedem desculpas e voltamos nossa atenção para o professor doidão (acho que o apelido vai pegar):
- ... bem continuando, a História da Arte não é nenhum bicho de sete cabeças, ela fala sobre como era a arte desde a pré-história até hoje, por exemplo, vamos estudar: Impressionismo, Expressionismo, e bláh, bláh, bláh, que darei detalhes mais tarde, conta como foi que surgiram, por quê, quem fundou, quais pintores, escultores, ou artistas participavam...
A aula foi muito interessante, durou 2 aulas e depois era só mais uma de literatura, amén, apesar de terem me dito que o professor era um saco, acho que eu supero, mas enquanto arrumava minhas coisas, Rodney vem vindo na minha direção, ele foi apaixonado por mim desde a 5ª série, e sempre brincávamos com isso, ele aproxima-se de mim e diz:
- Nossa, Lucy, parece que a cada ano você está mais bonita... bem, você pensou? Não pensou? Naquela proposta que lhe fiz no último dia de aula da 8ª série não foi?
No último dia de aula da 8ª série ele havia me dito exatamente isso: (flash back)
- Lucy, meu amor!Você sabe que sou loucamente apaixonado por você, que venderia minha alma atrás de você, bem estou aqui lhe fazendo a mesma pergunta pela 294ª vez, o que seriam exatamente, 1 pedido por dia de aula...sem contar com os feriados, os dias que você faltou, os dias que eu faltei, os dias que você tava triste, os dias que eu tava triste, resumindo...Quer se casar comigo?
( fim do flash)
Rio de mais ao lembrar disso, mas me contenho e respondo:
-Nossa Rod – eu realmente falei isso? – você me faz essa pergunta há 4 anos, e todo ano a minha resposta é essa – cara acho que as vezes sou melosa e boazinha de mais – você sabe que o que eu mais adoraria era isso, mas infelizmente tenho que pensar. Também sou muito nova e por aí vão as centenas de razões pela qual não podemos casar, me desculpa?? – não acredito, eu disse... e de novo!!
- Tá, tá, está perdoada, eu entendo. Mas não pense que eu desisti.
Saindo ele me dá um beijo na bochecha, adoro ele, sempre falamos de várias bobagens, me vem na cabeça várias lembranças, quando meu devaneio é despertado por Georgie:
- Hum, Rodney veio aqui foi, pra variar? – ela ri
- Ah, veio sim, ele é doidinho... George.
- É GeorgIE, Lucy!
- Ops... Foi mal, as vezes esqueço.
- Ta, ta, agora vamos sentar, daqui a pouco o professor vai chegar.
Eu só concordo com a cabeça e me sento, assisto Funnie entrar na sala, quando Jake se dirige a ela e solta:
- Ei machona, cadê sua ficante lésbica? – ele realmente falou isso?? Mas Fun nunca se deixa levar por essas piadas de mau gosto, e devolve.
- Ta na sala dela, e a sua? Ah, é, ta na imaginação... kkkkk... panaca, vai brincar de Barbie vai...
Caio na gargalhada, Fun repara que eu assistira a cena, não se incomoda e ri comigo. Minha risada vai passando aos poucos, já repararam que quando nós estamos tendo um acesso de riso, quando o riso já está indo embora, nós ficamos sérias de repente e até parece que não achamos graça? Ou sou só eu que sou meio anormal mesmo? Até já perguntei a minha mãe, ela não entendeu muito bem, só disse que eu havia nascido normalmente, e que se eu tinha algum problema era por culpa do meu pai, rimos juntas nesse dia, meus pensamentos são interrompidos por uma figura carrancuda entrando na sala, ela já chega gritando mandando todo mundo calar a boca, nossa que cara mais sem noção, ele não sabe que é antiético mandar alunos calarem a boca? Que o certo para um professor é na verdade pedir para nós fazermos silêncio?

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