De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Capítulo 2 - Claustrofobia?

Capítulo 2

Claustrofobia?

-TRIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMM...

Aii... mas que barulho infernal é esse? A essa hora da manhã... fala sério, a pessoa ainda de férias se prestar ao serviço de acordar cedo... MEU DEUS JÁ COMEÇOU AS AULAS... dou um pulo da cama e começo a entrar em crise, quando olho para o filha da mãe daquele despertador, que no momento, juro eu tive vontade que jogar pela janela e dane-se quem estivesse em baixo, ainda marcava 07:00... GRRRR, droga de despertador, a escola era só daqui a 1 hora, agora que já cumpriu com seu serviço (me despertou) pára... GRRR, desisto, saiu do quarto quase comendo a porta e sigo até o banheiro, me olho no espelho, meu cabelo incrivelmente sem graça faria inveja a um leão naquele estado, aposto que se uma hiena me visse sairia correndo com medo de ter achado bicho pior, tomo uma ducha fria, saiu parecendo que ia congelar, podia sentir cada veia gritando para a outra:

- PULSA, PULSA, NÃO PÁRA, NÃO DEIXA O SANGUE CONGELAR SE NÃO ESSA BOSTA MORRE!

Nossa... que frio, é nessas horas que tenho inveja do pessoal que mora na América do Sul, me disseram que o Brasil tem um clima adorável. Saio do banheiro, entro no quarto, ponho minha calcinha e meu sutiã, bendita invenção essa, só isso mesmo pra levantar o que cai, depois que o desgraçado do Newton descobriu a porcaria lei da gravidade, aquela triste daquela maçã, tomara que estivesse cheia de vermes e que ele tenha pego uma doença... GRR, calma Lucy, não fique descontrolada assim... ufs... respiro na tentativa de me acalmar, ponho a farda do colégio e a calça jeans de cada dia, olho para o meu bom All Star vermelho, de todas as horas, eu já estava até vendo, eu andando pelo meio da rua de repente meu tênis começa a gritar comigo exigindo ser lavado com urgência, resolvo então que quando chegar iria lavá-lo, lembro que não passei o desodorante nem o perfume, eca, me odiaria se esquecesse, ponho, e na hora do perfume não economizo, pego minha bolsa e meu caderno e me mando para a cozinha, Dan estava sentado a mesa comendo cereal, como fazia, e Kat estava comendo uma gororoba, e ainda por cima fazendo uma cara de delícia, ecaa... não posso acreditar que aquilo seja comida pra grávida... pobre do meu sobrinho-afilhada, sim assim era como eu chamava o bebê a partir de agora meu sobrinho-afilhada, foi quando vi papai, estava sentado a mesa lendo seu jornal matinal, nem havia reparado na hora que chegara ontem a noite, vou até ele e lhe dou um beijo daqueles que se ouvem o SMACK!, ele me puxa e retribui, meu pai James, sempre chega tarde por culpa do trabalho, da DPL firma de Designer e Propagando de Londres, papai sempre trabalhara muito, era o praticamente dono da firma, eu nunca me interessei muito, não, mas parecia ser divertido o trabalho dele, claro, trabalhoso, mas divertido.

Me sento e tomo meu café da manhã, leite com achocolatado e torrada, nossa a torrada da minha mãe é muito boa...terminado um café da manhã muito bom, ligo para o Jeff, ainda bem que ainda era terça-feira, os dias de folga do Jeff são as quartas-feiras, e é exatamente nesse dia que eu tenho minhas aulas de expressão corporal, as aulas são trabalhar em dupla e coisas do tipo, eu amo, me sinto muito relaxada ao sair dessas aulas... acordo do meu devaneio e desço para esperar Jeff, quando chego ao Hall, ele buzina, ainda bem que foi na hora, Jeff não é das melhores pessoas de manhã cedo, apesar de ser sempre muito simpático comigo sei quando não está de bom humor.. ao passar por Ferdnando desejo-lhe bom-dia, e ele é sempre muito receptivo, acho que as vezes receptivo de mais, entro no carro e desejo bom-dia a Jeff, que me responde o mesmo com um sorriso de orelha a orelha.

Chego à escola, nossa... acho que muita gente faltou ontem, pois a escola hoje está entupida, se possível, mais do que havia ontem... eu nunca vi tanta gente desconhecida assim na escola, só mesmo em tempos de expor os trabalhos ao publico, o que vale a maior nota, nessa época quase ninguém fica em recuperação, é realmente impressionante. Entro me desvencilhando daquelas pessoas, chego à parte crítica, caramba como pode existir um corredor tão pequeno numa escola dessas? Que sempre lota?

- Ui... ai... licença, licença, ei... pirralho, licença... com licença... – ninguém quer sair da minha frente, gente ignorante – Ô jamanta sai da frente!

Finalmente o pirralho olha pra mim assustado e sai, nossa o que é que eu tenho que fazer pra passar, esses pirralhos de hoj... AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH

- Isso era um pé ANIMAL!!!!

Aii... idiota, jamanta, saco de esterco... GRRRRRRRR isso era um pé, agora então meu par de All Star vai me deserdar e me deixar descalça no meio do colégio, vou mancando até a sala, quem sabe não abrem mais espaço para uma pobre menina com o pé machucado.. .AAAaaaaaaaah...

- Filho de uma...

Grrrrrrrrrrr, isso era OUTRO PÉ! Resolvo ir correndo até a sala, praticamente socando quem esta ao meu redor, desisto de me manter calma aqui... não AQUI! Nesse inferno. Finalmente entro na sala, eram 07:45, estou realmente surpresa em me dar conta que só demorei meia hora para me arrumar... duas das meninas já estavam lá, George-IE e Rachel, claro Fun sempre está atrasada, me sento, muito irritada, reparo que tem muitas pessoas novatas na sala, depois olho pelo vidro da porta e reparo que Mina esta conversando com Wanessa, e não é só com ela, é com a turma inteira, me perco em meus pensamentos, de repente vejo uma mulher muito bonita, com um porte físico de atleta, morena, aparentando ser latina, com em média uns 25 anos no máximo, entrando na sala, bem arrumada, com umas pastas na mão, ela entra e escreve no quadro:

-Bom Dia 1ª ano!

Ao terminar de escrever, ela fala:

-Bem, gostaria de me apresentar, sou a professora de química de vocês, meu nome é Natalia Araújo, formalmente Srtª.Araújo, mas podem me chamar de Lia, - começou bem... - como podem reparar pelo meu nome sou Brasileira e vim morar por aqui para aperfeiçoar mais ainda meu inglês e conhecer melhor esse país, então recebi uma proposta dessa escola me chamando para trabalhar como professora, é isso... bem... vamos à aula, hoje começaremos com o básico. Abram seus cadernos vamos copiar algumas coisinhas que vocês já viram no ano passado, mas é só para reforçar, certo? – Xii... esquece, mal chegou e já vai lotar o quadro, começou bem que nada!

Acho que é seu 1ª dia como professora na vida, e lá vai ela no quadro:

-“Como a ciência resolve um problema?

1ª)O que é método científico?

R-Método científico é um conjunto de procedimentos que um cientista utiliza pra investigar um fenômeno.

Principais etapas do método científico:

->Observação do fenômeno

.

->Formulação do problema->Porquê?, Como?, O quê?=Para responder.

.

->Levantamento de hipóteses ->Possíveis respostas mas ainda não provadas.

.

->Experimentação ->Teste das hipóteses.

.

->Conclusão

..

->Teorias ->Hipótese satisfatória

->Hipótese não satisfatória deve ser descartada. Volta pra levantamento de hipóteses...”

Começo a copiar, porém sentado atrás de mim estava Jake e Paul conversando de novo, e sem querer ouço:

-Cara, olha pra isso... que professora gostosa... – Ele realmente disse isso?

-Muito gata mesmo. – E o outro concorda, kkkkkkkkkkkkk.

- Cara, só podia ser brasileira, - como assim? Porque não poderia ser daqui mesmo? Não gosta das mulheres daqui? Só porque o clima aqui é mais frio, e somos mais branquinhas não significa que sejamos feias! - ela é muito linda, olha só essas curvas... – Ele esta realmente falando de uma mulher, ou de um aperitivo?

KKKKKKKKKKKK, tenho que ser discret... KKKKKKKKKKKKKKK,

Eles param de falar rapidamente, acho que repararam a razão pelo meu ataque silencioso...
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