De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Capítulo 7 - Menino ou Menina?

N/A: Desculpem pela demora!! Final de semana agitado e a internet também não ajudou! Muito obrigada a todos vocês por estarem acompanhando. E Henrique... até agora tem sido um hobby, mas eu adoraria um dia publicar alguma obra minha. xD. ;**

Não, não gazeei mais aulas depois daquela de matemática... Estou agora em casa, me arrumando para ir com Kat, para sua ultra-sonografia, finalmente vou descobrir se vou ter UM afilhado ou UMA afilhada, que perfeito! Resolvo então que o melhor para se entrar num hospital é, uma calça jeans comprida, e uma blusa baby luck azul clara, com um ursinho na frente segurando um balão (sim, eu me empolguei nessa história de bebês!), estou nervosa, até parece que sou eu que sou a mãe... tenho que me controlar, chego na sala, encontro Kat, sentada esperando por mim, quando apareço ela anuncia:

- Lucy, vamos descer agora, o Dan já está lá em baixo e já ligou para Jeff, vamos? – concordo com a cabeço e vamos descendo

- E aí Kat, nervosa? – mas que pergunta hein Lucy!

- Na verdade não muito, o enxoval que nós compramos foi verde claro, que tanto faz!

- A maioria das mulheres prefere ter meninas, você também é assim?

- kkkkkkkkk, o mais engraçado é que não, eu prefiro ter um menino, sabe, criar um rapazinho, já o Dan, está louco por uma menina, quer paparicar a garota, ver a mocinha crescendo... Sei não, somos um casal fora do comum! – kkkkkk, meu irmão é hilário – Mas, sabe de uma coisa, não comente nada com ele, ele não pode saber que estou te contando isso, mas, uma vez ele me confessou que queria que nosso bebê fosse menina para que quando crescesse fosse que nem você, ele te ama muito Lucy, e te admira, ele também me disse que queria sentir o mesmo orgulho que seu pai sente de você, com a nossa filha. – Ai... Estou sem palavras... Que fofo, meu irmão me admira, e papai sente orgulho de mim? Calma Lucy, não chora, não chora...

- Ai...Sério? – não adiantou, uma lágrima escorreu... DROGA, odeio que me vejam chorando.

- Lucy...

- Kat, desculpe, mas é que eu nunca poderia imaginar que Dan gostasse tanto de mim. Hehe, já esta passando foi um momento de emoção, relaxa!

- Está bem, mas não comenta com ele!

- Ta O.K.

Saímos do elevador rindo, damos de cara com Dan, sentado em um dos sofás do Hall, nos esperando, estava lindo, uma calça jeans, um tênis daqueles cheios de amortecedores, e uma camisa verde de magas até o cotovelo (estavam dobradas), afinal meu irmão fica lindo de qualquer jeito! Ele me cumprimenta com uma tapa na cabeça e me chamando de pirra... Não consigo nem ficar brava com ele depois do que eu soube, Kat só olha para mim e ri. Passamos 5 minutos em silêncio, afinal eu e Kat não tínhamos mais assunto e Dan estava por de mais nervoso para continuar uma conversação com mais de duas palavras e uma preposição! De repente ouvimos a buzina do carro do Jeff apitar, ambos nos levantamos e caminhamos em direção ao carro, ao passar pela portaria, quem estava lá era Pablo, ela me da um sorrisinho e abre o portão para nós passarmos, entramos no carro de Jeff, logo aquele delicioso cheiro de menta nos impregna. Dan na frente, eu e Kat atrás! Jeff educadamente nos cumprimenta:

- Olá Lucy – aceno com a cabeça, sorrindo – Olá Sr. Filliart Filho, e Sra. Filliart Nora. – adoro como ele chama a Kat e o Dan.

Kat responde a ele educadamente, já Dan, só acena a cabeça indiferente, Kat logo vai se explicar para Jeff:

- Ah, desculpe-nos Jeff, Dan não está nos melhores dias, ele está nervoso, estamos hoje indo fazer a ultra-sonografia para vermos o sexo do bebê... Ahn, para o Instituto Madame Malkins – é um hospital particular que só trata de assuntos femininos... Ultra-sons, partos, consultas ginecológicas, mamografias... E por aí vai! – Por favor!

-Ah, sim senhora.

Durante todo o caminho posso ver Dan, roendo o que sobrou de suas unhas, sim do que sobrou porque acho que ontem à noite ele passou fazendo isso... Eu adorava roer unha, uma vez numa aula minha de biologia (que eu amo) o professor falou que roer unha pode causar vários danos pois a unha acumula muita sujeira do dia-a-dia e roendo, você ingere essas bactérias que podem vir a causar uma boa de uma infecção, isso me fez parar com o meu vício. Eu realmente espero que o Dan pare com o dele...

Chegamos ao Instituto Madame Malkins, eu, Kat e Dan estamos seguindo calmamente a enfermeira Rose que nos levará à sala de ultra-som. Chegando lá noto que tudo é muito branco, ou em tons bebê, acho que para entrar no clima, Rose manda Kat ir para uma salinha para por a sua bata (sim aquela mesma da bunda de fora), enquanto chama a doutora! Quando ela volta está com a cara mais nervosa que já vi na vida, e Dan agora já partiu para a pele do dedo... A doutora entra, é uma mulher branca... MUITO BRANCA, ela tem cabelos pretos... MUITO PRETOS super lisos com franjinha, e terminam logo abaixo da orelha, ela é linda! Chega perto de Kat e Dan e começa:

-Boa Tarde! Eu sou a Dra. Tamy Clarckson, me disseram que hoje a Sra... – ela abaixa os olhos para o papel que carregava na mão, credito que a procura do nome, depois os levanta – Sra. Filliart gostaria de saber o sexo da criança e verificar se tudo esta indo bem com o bebê, não é? – ela é muito simpática

-Ah, sim Dra.

-Vamos começar então! Deite-se, por favor!

Ela deita-se na mesa, eu estou sentada e Dan está ao seu lado de mãos dadas (que lindo) , enquanto a Dra. Cabelo Bom passa um gel na barriga dela, a pequena TV ao lado de Kat liga, e claro como eu não consigo me controlar levanto e vou para o lado de Dan, a Dra. começa a mexer, e... AAAAAAIII QUE LINDOOO, EU TO VENDO A CABECINHA DELE...DELA... Ela começa a descer a imagem e Kat grita!

- É um menino? Eu to vendo! Olhaaa – Kat, sinceramente eu pensei que você fosse mais inteligente... ISSO É O CORDÃO UMBILICAL!

- Calma Sra. Filliart, ainda não sabemos isso é só o cordão umbilical... Mas vocês têm alguma preferência? – Muito bem Doutora!

- Bem... – Começa Dan – para nós tanto faz vamos amar o nosso filho... – ele faz uma pequena pausa – ou filha de qualquer maneira!

AAAAAAAAAH EU VIIIIIII, EU VI O SEXO DA CRIANÇA, ELA SE MECHEU NA HORA QUE ESTAVAM FALANDO E O CORDÃO UMBILICAL SAIU DA FRENTE, É U...

- Bem, então comecem a amar muito esse filho de vocês... Porque é uma menina linda! – UMA MENINA!!!!!!!

Dan grita, dá um beijo em Kat e depois me abraça... Acho que na verdade entendi o sentido do abraço! Kat agora está chorando de felicidade, Dan está muito eufórico, ele olha para mim, muito significativo e pergunta:

- E então, qual nome acha que ELA – ele da ênfase ao “ela” – deve ter?

-Hã? Como assim está me perguntando... A filha é de vocês! Não quero influenciar no nome, para depois se não gostarem. Não me culparem! E quando a garota crescer e não gostar do próprio nome, vocês só vão dizer: “Foi a sua tia Lucy que lhe deu esse nome”, e a menina vai vir atrás de mim querendo me matar!

- Que é isso Lucy, acho que o nome que você escolher vai ficar perfeito para ela! Mas se não quer... Diga um exemplo só... Um nome que você colocaria se fosse sua! – Kat... Você é a mãe da criança! E como assim se fosse minha? Eu tenho 16 anos!

- Han... Lily? –Será que não ficou muito repetitivo... Os L’s... Ou muita coincidência nossos nomes começarem com L... E o fato de que ela é um projeto de uma futura Lucy?

- Eu gostei – Kat... Você não gostou de verdade... Ta dizendo isso pelo Dan!

- Mas, tem também Sharon... Tem também o nome de nossa avó paterna Dan, Mag. Tem também... Danielle, Samantha... ! Eu os acho lindos – olho para Dan, ele está perdido em seus pensamentos com um leve sorriso espalhado por seu rosto.

- Não... Acho que prefiro Lily! – kkkkkkk, ele me da o mais belo sorriso que já vi na vida!

- Bem, agora vou ter que pedir a você mocinha – MOCINHA? ISSO FOI COMIGO, HEIN DRA. CABELO BOM? – que saia, e o Senhor se quiser também pode sair.

- Ahn... Já vou saindo – mas antes vou até Kat e lhe dou um beijo estalado na bochecha, e falo – Parabéns cunhadinha!

- Ei... Agora saberei como é a sensação de carregar uma futura Lucy – é tudo que eu ouço ela me cochichar sorrindo antes de me retirar da sala sorrindo!

Dan me acompanha! Quando já estamos na sala de espera eu pergunto:

- Porque não ficou com a Kat lá?

- Ah... A Dra. Vai colocar um aparelhinho lá nela e que vai ver como está o bebê... E se eu vir um troço desses é capaz deu pensar que ela está tentando machucar Kat ou... – Pequena pausa sorrindo – a Lily!

Sorriu e o abraço, mas sei que no fundo, o que ele quis dizer é:

“Eu não suporto cenas fortes e como eu só tenho um aspecto de corajoso... Nessas ocasiões eu costumo desmaiar!”

Mas claro que como qualquer homem machão que está se tornando pai agora ele não vai aceitar o fato de que não agüenta! Sei disso porque mamãe disse que quando nasci o que na época ele tinha 11 anos, ele e papai desmaiaram ao ver o parto, então automaticamente eu sei, que Daniel não agüenta cenas assim! O tempo passa, acho que foi uma hora mais ou menos, e a Dra. Cabelo Bom sai da sala de exames com Kat, elas aproximam-se e a Dra. Fala:

- Bem, eu gostaria de conversar com vocês um assunto sério. A Sra. Filliart havia me dito que já tinham feito esse exame: recolho um pouco do material da medula óssea da criança para detectar se tem algum tipo de doença hereditária ou coisa do tipo, e que o exame havia apresenta um quadro perfeitamente normal, mas ao refazer este mesmo exame hoje pude ver que na verdade a filha de vocês possui uma doença congênita, que acontece quando na formação do zigoto, ou o óvulo ou o espermatozóide possui um cromossomo a mais, e por fim o zigoto fica com 47 cromossomos um a mais do que o normal. E quando isso acontece a criança fica com uma doença que é chamada de Síndrome de Dawn. – a Dra. Faz uma pequena pausa e depois continua – Vejam bem, pessoas com Síndrome de Dawn não são pessoas incapazes ou inferiores a pessoas sem Síndrome de Dawn, o que as diferencia é a aparência física, e os movimentos são mais lentos, a fala já não sai com tanta facilidade. Sua menina é tão normal quanto qualquer uma, e deve ser tratada como tal, o primeiro passo para que ela não se sinta excluída nem diferente, é ela ser tratada como qualquer criança, e não como chamam de “especial”, porque isso todos nós somos. Adoraria que estas fossem as únicas notícias a serem dadas, mas temo ter que também informar que esta gravidez é uma gravidez de risco, por alguma razão ainda não detectada por exames normais há um problema com seu útero que pode gerar a perda da criança o que nesse estágio da gravidez seria muitíssimo arriscado também para a mãe, então peço que: Interne-se Sra. Filliart o mais rápido possível, sei que hoje quer ir pra casa descansar com a família, mas amanhã venha para cá assim que puder. Desculpem-me ter tido que dar esta notícia.

Um comentário:

Anônimo disse...

Reviravolta na história! Deixando um pouco de lado Lucy, agora o foco foi Dan, Kat e Lily. Achei bem legal essa variação, assim a história não fica só restrita à Lucy. Quero ver como o pais vão reagir a essa notícia. Você tá mesmo pegando o jeito, porque a maioria dos autores termina o capítulo com uma "bomba". E vou presumir mais uma vez: final de semana agitado quer dizer Carnaval?