De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Capítulo 17 - Yani

N/A: Olá! Tempos que não falo com vocês. Aqui pra agradecer a todos que estiverem lendo. =D. Ah... e esse capítulo 17 está na folha 74(folha de ofício) e na página 180(em formato de livro), é ja ta grandinho neh. xD. Deixo vocês por aqui.... leiam. ;*

“...Eu já sei, mas você não pode esconder de você mesma. Não esconda que o And mora no seu coração....”

As palavras de Gina não saíram de minha cabeça durante toda a noite. Ela me ama. Ela me ama. É quase inacreditável... Será que Gina não se enganou? Será que estou alimentando uma falsa esperança. Fui atrás de Lucy quando ela pediu para ir ao banheiro, sabia que ela iria falar com Gina, tinha certeza, fiquei ouvindo do lado de fora da porta... Gina disse que eu moro no coração dela... Espero que Gina não tenha errado. São 05:00 da manhã e eu não consigo esquecê-la, não consigo tira-la da minha cabeça. O dia ontem com ela foi inesquecível, o melhor que eu poderia imaginar. Acho que ela já entendeu que não sou como ela imaginava... Se ela já reparou, então agora esses 7 dias vão servir para conquistá-la. Tudo tem que dar certo. Passo uma hora apenas lembrando de seu sorriso, suas sardas, sua voz, seus olhos... Olhos de chocolate, que sabor deverá ter sua boca? Seria de cereja como o seu cheiro? Quando olho para o relógio já marcavam 06:00, Benoit começava a dar sinais de quem estava realmente afim de ir ao banheiro, resolvo levantar da cama, colocar uma roupa qualquer e descer com ele.
Começo a caminhar em frente ao prédio pacientemente para que Benoit pudesse marcar todas as árvores com sua urina. Estou caminhando com ele, mas na verdade minha cabeça está pensando naqueles olhos de chocolate... Ela vai me deixar louco... Volto do meu devaneio ao ver que uma senhora caminhava na direção oposta a minha, ela para e começa a fazer festa com Benoit que parecia gostar dela, nunca o vira tão feliz. Ela olha para mim e fala:

-Bom dia! Mas que cachorrinho lindo você tem aqui não? Qual o nome dele? ou dela?

-Bom Dia! É ele, Benoit.

-Mas que belo nome. É francês não é? – poucas pessoas sabem de cara que o nome dele é francês.

-Sim. Como a senhora sabe?

-Eu já morei na França meu rapaz. Eram bons tempos aqueles.

-Sério? Adoraria conhecer. Queria tentar carreira.. – é melhor eu ficar calado

-O que? Diga meu rapaz... Carreira artística? Não precisa ter vergonha.

-É. Adoraria ser pintor na França. Mas não é vergonha, é que meu pai nunca permitiria.

-Mas que belo. Um jovem rapaz já com sonhos altos. Seu pai tem que entender que você gosta. Converse com ele – como se fosse tão fácil.

-Acho que não seria uma boa idéia. Mas mesmo assim obrigada por me ajudar.

-Ah, não há de quer. Mas acho que posso ajudá-lo mais ainda.

-Sério? Não tenho idéia de como.

-Quando morei na França eu era professora de uma escola de artes. Tenho ainda vários amigos por lá. E a escola na qual ensinei todo fim de ano recebe vários quadros, desenhos... Em fim criações de artistas de todo o mundo, eles vêm quem são os 20 melhores e os chamam para estudar lá com uma bolsa. Deveria tentar meu rapaz.

-Nossa. Nem posso acreditar. Isso é sério?

-Claro.

-Eu adoraria.

-Venha tomar uma xícara de chá em minha casa qualquer dia desses que posso lhe explicar algumas coisas e ainda lhe ajudar com alguma obra sua. O que me diz?

-Seria ótimo. Nem sei como agradecer... Mas, qual o seu nome?

-Meu nome é Yani Rondon. E o seu?

-Andrew Cloney. Onde a Sra. Mora?

-Nesse prédio aí – ela fala apontando para o meu prédio – moro no 3º andar.

-Sério? Eu também moro aí. Moro no 10º. Espera, a Sra. Que é a nova moradora?

-Que bom, somos vizinhos. Sim sou eu. – Lucy falou que sua avó mora no 3º andar.

-Me desculpe se estou sendo intrometido de mais... Mas a senhora possui alguma neta chamada Lucy? – ela parece surpresa com a minha pergunta.

-Sim tenho sim. Uma loira?

-Sim. Essa mesma.

-Como a conhece? Conheceram-se domingo?

-Não... Na verdade ela estuda na mesma escola que eu. E se posso ser sincero. Sou louco pela sua neta. Estou tentando conquistá-la, mas parece uma tarefa muito difícil.

-Hahahaha – sua risada lembra a de Lucy – mas que ironia hein? Nem se você soubesse que eu era a avó dela e tentasse passar uma boa impressão teria conseguido com tanta destreza. Adorei você meu rapaz. Parece ser um rapaz honesto, sincero e de bom coração. Pode contar comigo no que quiser para conquistar a minha neta, e juro – ela faz um X com os dedos e põe sobre a boca – nada sairá de minha boca para ela a respeito disso.

-Nossa. A Sra. É um anjo sabia? – eu nem posso acreditar.

-Ah meu rapaz. Como você vai ter aula hoje, já quero lhe ajudar. Lucy é muito romântica assim como eu e minha filha. Dê a ela flores... cartões... chocolates em forma de coração. Acho que já seria um bom começa... Claro apenas uma dessas coisas, não dê tudo... Parecera exagerado de mais.

-É, eu estava pensando em algo parecido. Muito obrigado mesmo.

Despeço-me dela agradecendo e vou subindo com Benoit. Preciso me arrumar para o colégio. Eu já havia pensado em dar uma rosa. Em agradecimento ao dia de ontem, mas não tinha certeza se ela era do tipo que gostava de flores... Afinal apesar de saber que mulheres gostam disso... Nem todas são iguais. Sra. Rondon me deu novas energias. Adorei tê-la conhecido, e realmente, não poderia ter sido melhor, além do que, ela vai me ajudar a entrar para uma escola de arte na França. Não poderia ter pedido uma “avó” melhor.

Um comentário:

Anônimo disse...

Opa, agora o Andrew conquistou uma aliada na sua heróica cruzada pelo amor da Lucy. Quero ver o que mais a avó dela vai fazer na história, acho que ela não vai se restringir apenas a ajudar ele.