A sexta-feira amanheceu com um sol radiante. Nossa, nem acredito que vou conhecer a família do Andrew. Agora, minha família também não é? – rio ao pensar nisso, levanto-me e vou me arrumar, as malas já estão prontas. As arrumei dois dias antes. Estou ansiosa. Andrew falou para eu levar biquíni, mas não sei se vou usar. Morro de vergonha, nada contra o meu corpo, mas parece que eu estou usando uma calcinha e um sutiã mais coladinhos. Vou para a cozinha e tomo meu café com a família. Fui assistir um pouco de TV enquanto mamãe me passava instruções de criança:
- Lucy, não fique pedindo tudo o que ver. Não recuse o que lhe oferecerem de bom grado. – ela parecia pescar as coisas no ar – lembre-se de dobrar bem as roupas, e não fique fazendo aquela bagunça enorme de roupas em cima da sua mala, vão pensar que você é desleixada. Ah... – fez cara de quem lembrara algo muito importante – lembre-se de comer direito – nossa que coisa importante – não fique sem tomar café-da-manhã... leve absorventes extra. – claro não é mamãe? – E sempre escove os dentes de manhã, depois do almoço e à noite...
Mamãe foi interrompida pela buzina do carro de William, dou um beijo na cabeça da mamãe, pego minhas malas e me mando.
Ao chegar lá embaixo, Andrew e Mike já estavam me esperando, cumprimento Andrew com um leve beijo nos lábios enquanto Mike pega as minhas malas e as leva ao carro. Ao entrar sou recebida com o bom dia de William, o bom dia animado de Gina e um bom dia super animado de Benoit. Durante toda a viagem fomos conversando e rindo, depois de algumas horas, que na verdade passaram rápido, chegamos em frente a uma mansão, o carro parou, e do nada várias pessoas fardadas aproximaram-se e começaram a tirar nossas malas. O sol brilhava forte, saí do carro e respirei fundo, cheiro de mar, e aquele calor gostoso do sol na minha pele... vovó estava certa, tenho uma ligação com o sol. Olho em volta, há coqueiros, e areia branca, e o horizonte lá em baixo... o azul anil do céu e o azul marinho do mar... mas que bela mistura. Andrew pega na minha mão, Mike carrega Benoit e William pega Gina, todos vamos caminhando em direção à uma varanda ampla, haviam redes, cadeiras e mesas, uma senhora que parecia bem saudável apareceu ao lado de um senhor com um ar rigoroso e um bigode grande e branco. Eles abraçam Andrew com força e depois me olham, Andrew me apresentou a eles:
- Lucy, esses são os meus avós. Minha avó Violeta e meu avô Chavier. – ele se dirige aos avós – vovô, vovó, esta é a minha namorada, Lucy.
Cumprimento o Sr. Cloney. A Sra. Cloney me cumprimenta com dois beijos, um cada bochecha. Ela fala:
- Você tem um bom gosto Andrew. Ela é linda.
- Ah... obrigada Sra. Cloney.
- Que horror – ela olhou para mim com os olhos arregalados... droga, falei alguma besteira? – não me chame de senhora Lucy. Isso me faz sentir velha... e me chame pelo meu primeiro nome... ou então de vovó.
Ela sorri para mim – que alívio... pensei que houvesse feito algo realmente errado... então o Sr. Cloney também fala:
- É minha jovem. Pode me chamar de Chavier, ou se quiser de vovô.
-Ah, obrigada!
Todos entramos na casa, a sala é imensa, há vários sofás brancos, uma grande TV, uma mesa enorme, e há várias pessoas sentadas nela tomando um café da manhã que parece estar realmente uma delícia. Algumas meninas parecidas com Andrew vieram falar comigo, quase todas possuíam o típico cabelo preto e olhos verdes, eu presumo que sejam as primas, primos, tios e tias dele, nossa, é muita gente! Andrew me apresenta, um por um. Até que chega a hora de uma prima dele, eu até já sabia quem era:
- Beatrice – sabia – esta é a minha namorada Lucy – ela parece um pouco surpresa – e Lucy – ele me olha com um sorriso no rosto – esta é a minha prima Beatrice.
Ela me olha dos pés a cabeça, odeio quem faz isso:
- Quer saber a cor da calcinha também?
Andrew contém um riso, e interrompe antes da resposta da Beatrice:
- Vamos Lucy. Vou mostrar onde você vai dormir. Suas malas já devem estar lá.
Droga, adoraria saber o que aquela lambisgoia ia falar. Ele vai me guiando escada acima, depois de andar por alguns corredores ele para em frente a uma porta branca, havia escrito “visitas” na porta, ele abre. Tudo no quarto estava claro, o sol entrando pelos vidros das janelas, batendo na colcha amarela da cama, tudo no quarto tinha um tom amarelo e branco, havoa um ar aconchegante:
- Nossa Andrew. Tudo é tão lindo aqui. – entro no quarto, é tudo tão amplo – parece um sonho.
Ele se aproxima e me beija, um hálito de menta delicioso invade a minha boca. Ele me envolve com seus braços, me aperta cada vez mais, nossa... ele sabe mesmo como deixar uma garota sem fôlego. Ele pára de me beijar, e agora começa a dar leves mordiscadas no meu pescoço, então volta a me beijar, somos interrompidos por:
- Andrew... a família está te chamando para tomar o café da manhã... – Beatrice...
- Já estou indo.
Mas ela não vai embora, permanece na porta nos observando. Qual é a dela hein?
- Beatrice... – Andrew parece estar um pouco irritado – já pode ir... não preciso de babá.
Adorei. Depois que ela vai, não posso deixar de falar ao Andrew:
- Ela tem cara de cachorra.
Ele pareceu desconcertado com a pergunta mas mesmo assim me responde:
- Lucy... eu já fui afim da Beatrice.
Me distancio um pouco mais dele, quero mais informações, mas ele não fala mais nada, o pressiono:
- Quando foi isso?
- Quando eu tinha uns 13 anos.
- Mas vocês chegaram a se beijar? – será que minha voz saio um pouco apreensiva de mais?
- Lucy... – ele abre a boca, mas depois a fecha, coça a cabeça e então finaliza – vamos tomar café.
Me pega pela mão e me leva escada a baixo. Aí tem coisa. E eu vou descobrir. Depois de um café da manhã agradável Andrew me pediu para por o biquíni que nós íamos para o mar. Fui ao meu quarto e coloquei meu biquíni, ele é vermelho, mas não é aceso porque ia ficar chamativo de mais, e eu sou branca cor de papel então ia ficar incandescente de mais. Ponho uma saída de banho e desço, encontro com Andrew no terraço, ele estava apenas com uma bermuda, sem blusa expondo aquele tórax lindo dele, mas antes dele me ver vejo Beatrice aproximando-se, ela passa a mão dela pelos ombros dele... cachorra, entro de novo na casa e fico atrás de uma janela que dava para onde eles estavam, então ouço:
- Beatrice sai daqui. – que alívio.
- Andrew... não posso acreditar que está namorando com aquela branquela. – EU VOU ESPANCAR ESSA RIDÍCULA BRONZEADA
- Não fale assim da Lucy! – HÁ HÁ HÁ!
- Andrew... - me estico, fico na ponta dos pés, e consigo vê-los, um pouco, mas consigo, ela está com os braços dela envolvendo o pescoço dele, ele está segurando os braços dela, tirando-os de cima dele – aposto como ela não faz como eu faço...
- Chega Beatrice. Esquece aquilo. Foi a última vez. Agora eu estou namorando com a Lucy. E eu a amo.
- A amava mês passado?
- Beatrice. Lucy é a mulher da minha vida. Acho que eu a amei antes mesmo de a conhecer, agora sai daqui... seu cheiro de cachorra está me incomodando.
- Andrew...
Mas antes que eu pudesse terminar meus pés não agüentaram mais, e como eu estava em cima de um tapete, o tapete escorrega, meus pés tremem e caio no chão... Aiii... Droga. Levanto-me rápido antes que alguém apareça, massageio minha bunda... doeu. Saio e vejo Andrew segurando os braços de Beatrice longe dele. Quando ele me vê a solta e vem para mim, me pega na mão e me leva para o mar, olho para Beatrice nos olhos, ela me olha meio assustada, posiciono os meus dedos em formato de dois, direciono para os meus olhos e depois para os dela (acho que ela entendeu o recado:MANTENHA DISTÂNCIA, PROPRIEDADE PRIVADA!) desvio o olhar dela e sigo Andrew até uma mesa onde estava o avô dele, coloca minha saída de banho lá e caminhamos até o mar, no meio do caminho ele para e me olha dos pés a cabeça, morde o lábio inferior e comenta:
- Lucy... como você é gostosa.
- Andrew!
- Que foi? Só estou falando a verdade ué.
Me aproximo da orelha dele e sussurro:
- Você também não está muito atrás, não.
Ele me olha:
- Ah... danaaada...
Sorrio e faço cara de inocente, então ele faz menção de me pegar e corro para o mar, ele corre atrás de mim, antes de entrar na água paro abruptamente. Aiaiaiaiai... tenho medo de água. Andrew então me alcança, me coloca no colo e vai me levando até a água, enquanto eu falava:
- Andrew, não sei se você lembra... mas eu não gosto muito de água.
- Juro como eu havia esquecido Lucy.
E então mergulha comigo. Senti aquela água gelada tocando o meu corpo. Andrew continuava a me carregar, sério mesmo, eu tenho medo de água... não da água em si... mas tipo... TEM MUITA ÁGUA AQUI! EU TOU NO MAR. Agarrei forte o pescoço dele:
- Lucy... assim você vai ter minar me sufocando – ele me colocou de frente para ele, me olhou nos olhos – sabia que você fica linda toda molhada?
Eu nunca havia visto ele com o cabelo todo molhado assim... ele conseguiu ficar mais sexy ainda. Nos beijamos, acho que meu medo foi embora com algumas ondas do mar... agora só ficou o desejo. A boca de Andrew parecia ter sido feita para a minha, as duas se encaixavam de uma forma... nossa! Uffs. Como certa vez ele havia me dito, somos como quebra-cabeça. Passo minhas pernas em torno da cintura dele, e ele me segura pelas costas. Estou literalmente trepada nele, sem segundos sentidos (ainda). A mão dele vai para a minha perna, perto da bunda, paro de beija-lo e falo em seu ouvido:
- Andrew...
- Lucy, você já transou?
Fiquei meio chocada com a pergunta, mas somos namorados, temos que jogar limpo:
- Não. E você já?
- Já.
Eu sei que ele vai fazer 19 anos. Mas sabe que foi meio chocante... sabe, imaginar ele dando todo esse carinho para outra garota que não eu... Solto ele e fico pensativa, querendo ou não fiquei chateada, ele preocupado me pergunta:
- O que foi amor?
- Nada... acho que apenas fiquei com ciúmes em imaginar você com outra garota.
Ele sorri e me abraça novamente... então fala:
- Mas eu não quero mais nenhuma, agora quero apenas você... – ele mordisca a minha orelha... uuuiiii – e eu queria você toda.
Olho para ele, seguro seu rosto com minhas mãos:
- Falando sério amor... eu também queria, mas não me sinto pronta, me desculp...
- Calma Lucy. Não precisa se desculpar. Para mim está bom quando estiver bom para você.
- É que eu tenho medo que você canse de esperar... e... faça com outra – falei sério mesmo.
- Amor... se tem uma coisa que eu sou, é fiel. Tudo bem que a carne é fraca – o olho feio - mas fraca apenas para você. – ele me beija – é – outro beijo – você – mais um – quem – mais outro... – eu – e outro – quero...
Infinitos beijos foram dados... depois a família foi entrando no mar trazendo uma bola, nos soltamos, afinal momentos assim não podemos fazer em público, e principalmente na frente da família... isso iria ser meio constrangedor de mais. Começamos então a jogar vôlei, Beatrice entra no jogo, mal havíamos começado e eu mandei uma bomba na cabeça dela, ela saiu. Depois começamos mais uma partida, ela tentou me matar, esquivei, então mandei uma bomba no ombro dela, ficou um vermelhão imenso, pedi desculpas, as mais falsas de minha vida. Ela mandou uma bomba em mim, bateu no meu antebraço, então quando eu já estava realmente de saco cheio daquela cara de cachorra dela mandei uma bomba, e essa foi em cheio no meio das fuças dela. Pedi mil desculpas enquanto todos ali riam, afinal estávamos brincando, pedi com licença e me retirei. Estava tudo indo muito bem até que a fome bate, o sol fica quente de mais, é chegada a hora deu partir. Vou para a mesa onde havia deixado a minha saída de banho, Chavier estava sentado lá, acho que estava nos observando de longe, ao chegar ponho minha saída de banho e pergunto se posso me sentar, ele responde:
- Claro minha norinha – sorrio – fique à vontade.
Sento-me então ele me pergunta:
- Está feliz com o Andrew?
- Muito Chavier. Acho que não é apenas um namoro de adolescentes não... quero ficar com o Andrew para o resto de meus dias.
- Isso foi realmente muito bonito de se dizer sabia? – faço que sim com a cabeça – ele conversou comigo hoje. Somos muito ligados sabe? – concordo novamente com a cabeça – ele me falou algo parecido... disse que você é a mulher da vida dele, que ele quer passar o resto da vida dele com você. Acho que vocês tem futuro mesmo. Vocês formam um belo casal e toda a família gostou de você.
- Nossa que bom saber disso Chavier. Adorei todos, mas para ser sincera acho que a Beatrice não gostou muito de mim, não.
- Não precisa se preocupar Lucy. Beatrice não gosta de ninguém. – rimos juntos – acho que ela ainda tem ciúmes do Andrew.
- Como assim?
- Eles já tiveram alguma coisa. Andrew nunca me falou muito não, mas eu não sou burro como Winston. – Winston é o pai de Beatrice.
- Tiveram alguma coisa? – dou uma de completamente ingênua.
- Acho que há alguns anos atrás...
- Quando Andrew tinha uns... 13 anos?
- Não... também... mas acho que pelos 16 anos dele. De qualquer forma ela que se acostume com você. Porque eu e o resto da família queremos lhe ver aqui mês que vem de novo.
- Nossa Chavier, muito obrigada!
Eu realmente fiquei lisonjeada com o convite e com a boa recepção deles a mim. Mas essa pulga atrás da minha orelha ainda não foi embora, Andrew não me falou a verdade...
-
Mais à tardezinha fomos caminhar na praia e eu resolvo interrogá-lo:
- Andrew, me fala a verdade. O que aconteceu entre você e Beatrice?
- Lucy... – ele parece hesitar, mas depois cede – eu gostei da Beatrice quando tinha uns 13 anos, e nós tivemos um rolo de primos. Mas nada muito relevante, afinal ela também pegou meu irmão e com certeza todos os meus primos, ou quem sabe a metade da população masculina do Reino Unido...
- Andrew, não enrola!
- Eu dei meu primeiro beijo com ela, e aos 14 anos eu perdi a virgindade com ela também. Nos encontramos algumas vezes durante uns dois anos, e mês passado eu... - Solto a mãe dele. ECA! Que nojo, mês passado? – Lucy, por favor não fique com raiva de mim! Foi um erro, um ato inpensado. Eu me arrependo seriamente pelo o que fiz.
- Do mesmo jeito que você não soube dizer não a ela mês passado isso pode acontecer hoje, ou amanhã, ou semana que vem...
- Lucy! Eu jamais te trairia! E eu não fiz amor com ela... Eu fiz simplesmente sexo. Era tudo carne. Não há razão para eu pensar em outra mulher, querer outra mulher, seja ela Beatrice ou não. Tudo o que eu mais quero e desejo está bem aqui, na minha frente... – ele me abraça, encosta sua testa na minha – a minha menina do sol.
Ahhh, qual é? Por que eu sempre amoleço hein? Droga!
- Eu amo você, Andrew!
- Eu também te amo, Lucy. Pra sempre!
- Não vamos mais comentar esse assunto, por favor!
- Ótimo!
- E outra coisa. Pelo amor de Deus, jamais fique no mesmo ambiente a sós com aquela cadelinha bronzeada. – ele ri. Eu não vi graça alguma.
- Tudo bem, meu amor.
E ficamos o resto da noite namorando à beira-mar.
Acabo de chegar em casa, hoje é domingo, essa viagem foi ótima; a única coisa realmente irritante foi a Beatrice no início... e Andrew até comentou que foi muito engraçado eu e ela, uma tentando atingir a outra com a bola, ele disse que ficamos parecendo duas crianças.
Ao chegar no meu prédio, Andrew me ajudou com as malas, subimos e não há ninguém em casa. Que estranho. Liguei para o celular dos meus pais, mas ninguém atendeu, para o de Daniel e Kat e nada. Apenas depois de uns dois filmes assistidos por mim e por Andrew é que escuto a chave na porta e meus pais entram. Quando eu já estava começando o meu sermão sobre a falta de interesse em saber se a própria filha iria chegar bem ou não, ou que pelo menos estivessem com um pingo de saudade da minha pessoa, fui interrompiada por mamãe:
- Sua afilhada nasceu!
VIREI TITIA!!
- Onde ela está?
- No hospital com Kat e Daniel.
- Mas eles estão bem?
- Estão sim Lucy, mas ainda é cedo para Lily sair do hospital, ela precisa fazer alguns exames, e Kat precisa recuperar-se da cesária.
- Ah... – Andrew levantou-se e parebenizou meus pais por terem virado avós, depois sentou-se ao meu lado novamente – você é titio, amor.
Ele me sorri, e continuamos a ver o filme.
-
Mais tarde fomos vê-las no hospital. Primeiro vimos Kat, ela estava dormindo, Daniel estava parecendo um paspalho olhando Lily através do vidro, nos aproximamos, ele me olhou e falou:
- Ela não é a coisa linda do mundo?
Seus olhos estavam marejados de pérolas cintilantes que oscilavam cair a qualquer momento. Então olhei para Lily, ela nasceu com cabelinhos morenos e era bem branquinha, é realmente a coisa mais linda do mundo.Quando Kat acordou quis pegar a filha, a olhou por longos minutos, e ali eu tive a certeza de que todo o preconceito tinha acabado. Sorri feliz, e abracei Andrew, que retribiu e me deu um beijo na cabeça.
De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?
segunda-feira, 6 de abril de 2009
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2 comentários:
que pena só tem mais um cap
Estou completamente pedido, não li nenhum capítulo, mas de qualquer maneira parabéns pelo blog, e seu talento.
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