De Cereja

De Cereja
Conseguirão eles finalmente encontrar a paz depois de séculos?

terça-feira, 11 de março de 2008

Capítulo 23 - O aviso de Wanessa

-Fecha os olhos. – Adivinha quem é? Pois é... O Andrew de novo com uma flor.

-Ta O.K.

-Pode abrir.

Ao abrir os olhos, não era uma flor que estava na minha frente, e sim uma caixa de chocolates em forma de coração, que meigo:

-Aii... Andrew obrigada. É linda.

-Eu tinha que te dar algo para comer. Hahaha, para não levar o susto de ontem. – palhaço – e então como você está?

-Com certeza agora melhor que antes – sorrio, ele entendeu – por causa dos chocolates... ta ligado? – ele faz uma cara de”ta bom” bem irônico - ontem a noite quando cheguei fui obrigada a comer a comida do Daniel... Tava nojento, mas ele falou que se eu não comesse quem iria preparar era o papai... Então comi rapidinho.

-Hahahahahahaha... Seu pai não é bom cozinheiro não é?

-Não mesmo, na verdade passa bem distante disso. – ele sorri, então começamos a andar, para sair da portaria do colégio – Ah, Andrew, hoje o programa quem faz sou eu esta bem?

-Sim madame. – HÁ HÁ HÁ.

-É que dias de quarta-feira eu tenho aulas de expressão.

-O que é isso?

-É como se a agente colocasse para fora tudo o que nos preocupa, e isso em expressões corporais.

-Ah, deve ser interessante. – ele não tem idéia – mas onde ficam, essas aulas?

-É em um lugar chamado CLA, Centro de livres Artes. Porque além dessas aulas, lá tem também, aulas de dança, pintura, canto e artes plásticas.

-Tem pintura?

-Tem. Você pinta?

-Na verdade não, passo bem longe disso, mas gosto de desenhar. A galera diz que eu sei fazer isso... Mas não acho essas coisas todas.

-Quando chegarmos na minha casa você me mostra.

Andrew para de repente com uma interrogação no rosto, qual foi agora?:

-Como assim? Sua casa?

-É, vamos almoçar lá e depois vamos ao CLA. Minha aula é apenas às 14:30

-Você não me avisou nada. – Ahaa... Te peguei.

Me aproximo dele, coloco a mão em seu tórax e a levo até seu pescoço, me estico (afinal ele é mais alto que eu, minha cabeça bate em seu nariz), encosto meu corpo no dele, quero parecer provocante, roço o meu rosto no dele até que minha boca fique bom próxima a sua orelha e falo:

-Me responde uma coisa?

-Diga

-Quando você foi conhecer os pais dos seus amigos, você teve vergonha?

-Não. Por que? – ele entendeu que estou fazendo o jogo dele contra ele, afinal ele fez isso comigo quando fui almoçar com ele.

-Sabe o que é a vergonha? – ele sorri – é quando você tem medo que alguém tenha uma má impressão de você. Então você fica com vergonha porque não sabe como agir diante daquela pessoa. Tem medo de fazer qualquer coisa errada. Porque tem medo de conhecer minha família?

-Ah – ele passa os seus braços em torno do meu corpo, me aperta mais contra ele, ficamos olho no olho – sei lá. Nunca é bom que alguém tenha uma má impressão de você.

Essas foram exatamente as palavras que eu disse quando fomos almoçar na casa dele. Agora estamos encostando nossos narizes e testas, meus braços estão envoltos ao seu pescoço, estamos sorrindo, são sorrisos maliciosos, será que nosso primeiro beijo será aqui? A dois quarteirões de minha casa?... De repente uma voz nos interrompe:

-And?

Nos soltamos, e vi que era a Wanessa. AI MEU SACO!:

-O que é agora Wanessa? – Andrew é TÃÃÃÃO delicado.

-O que está fazendo pelo lado de cá? – lembro que no primeiro dia de aula Mina desceu mais ou menos por aqui, para ir com a turma de Wanessa comemorar o primeiro dia de aula, presumo que Wanessa more por aqui.

-Sinceramente não acho que seja da sua conta.

-O que foi? Você nunca me tratou tão mal assim. – Ó... Tadinha da Wanvan... – O que foi? É essa garota que ta fazendo você mudar não é?

-1º A garota tem um nome, e é Lucy. – dou um tchauzinho para ela e solto um beijo. Todos nós sabemos que foi irônico. Ela me olha e depois continua a ouvir Andrew - E foi você mesma que falou que eram super amigas. 2º Wanessa, na boa! Eu nunca te tratei bem, e você sabe disso.

-Andrew, você está mudando por uma garota que apareceu agora na sua vida. E esquecendo os amigos que sempre estiveram com você.

-Meus amigos? Não, eu não os esqueci. Só esqueci aqueles que são insignificantes para mim... Pessoas assim como você.

Andrew me da a mão e continuamos a andar, cara isso foi DEMAIS! Hahaha, agora quero ver Wanessa continuar com essa idéia de que pode ter o Andrew para ela, mas ela grita:

-Andrew, isso não vai ficar assim. Eu avisei! Não vai! Você vai ver que eu sou a garota para você. Que é comigo que você deve ficar.

Andrew faz de conta que não ouviu e continuamos a andar em silêncio, depois de algum tempo falo:

-Aquilo não foi uma ameaça?

-Acho que sim, mas o que ela pode fazer? Jogar rímel nos meus olhos para me cegar? Me queimar com a chapinha dela?

Rimos durante algum tempo, e logo estamos em frente ao meu prédio.

Nenhum comentário: